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Caldeira a gasóleo para aquecimento ainda compensa?

A leitora Susana Fernandes colocou em discussão, na nossa comunidade de Energias Renováveis, se as caldeiras a gasóleo para aquecimento de água ou da casa ainda compensam. Será que vale a pena migrar para outros sistemas de energia?

  • Dossiê técnico
  • Miguel Bruno
  • Texto
  • Manuel Ribeiro e Filipa Nunes
04 julho 2018
  • Dossiê técnico
  • Miguel Bruno
  • Texto
  • Manuel Ribeiro e Filipa Nunes
caldeira

iStock

Susana Fernandes começa por descrever que gasta aproximadamente 600 € por ano com a caldeira a gasóleo que tem instalada numa moradia T4 para servir “apenas como aquecimento de águas sanitárias” já que os radiadores de aquecimento, também instalados na moradia, “raramente são utilizados”. Valerá a pena migrar para o gás natural? Qual seria a poupança?” Pergunta a nossa leitora.

Consideramos que despender 600 € por ano (50 € por mês) apenas para aquecer água é uma despesa elevada e a causa está na fonte de produção de calor. Mesmo sem saber a composição do agregado familiar da nossa leitora, o gasóleo é uma fonte de energia cara para a produção de energia para o lar, além de ser um combustível fóssil altamente poluente.

Entre o Gasóleo e o gás natural, quanto pode poupar

Se existe a possibilidade de fornecimento de gás natural na sua área de residência, a mudança é aconselhável tendo em conta a relação entre o custo e o preço atual do gás natural, que é muito competitivo, rondando os € 0,07 e os € 0,08 por kWh face ao custo do gasóleo para aquecimento que é superior a € 0,14 por kWh. A poupança na energia seria de 50 por cento.

Quando o objetivo é de aquecer água apenas, sugerimos investir num esquentador mais recente e mais eficiente. Quanto aos radiadores que tem na moradia, a alternativa passa por investir numa caldeira de condensados para aquecer a casa. A razão prende-se pelo fato de a caldeira tirar maior aproveitamento de todo o calor gerado, tanto no aquecimento da água (que, por exemplo, foi necessária para um banho) como nos vapores que, ainda quentes, vão circulando pelos circuitos (radiadores) libertando calor para a casa.

O uso de pellets compensa face ao gás natural?

A outra alternativa, referida pela nossa leitora, para aquecer a casa é o uso de salamandras a pellets embora a leitora ressalve que essa solução obrigue “a constante intervenção humana” enquanto que o gás natural é só instalar e usar.

Ambos são combustíveis com custos de utilização competitivos. O custo de produção de pellets é de € 0,05 por kWh, mais barato que o gás natural, todavia o seu poder calorífico é comparativamente inferior embora a componente ambiental seja sempre de valorizar.

Para o uso dos pellets, deve optar por um modelo caldeira (salamandra) hidro. A desvantagem é o investimento mais avultado, em comparação com o gás natural. O transporte, o armazenamento e a limpeza dos pellets torna, como referiu, a sua utilização mais manual se comparado com a produção de calor instantânea proveniente de um esquentador ou caldeira a gás natural.

Utilizando pellets de origem sustentável, esta energia renovável é neutra em emissões de carbono, pelo que é uma solução muito ecológica e amiga do ambiente.

 

 

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.