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Automóveis elétricos mentem sobre a autonomia da bateria

O nosso teste

Apesar do esforço informativo da marca gaulesa, o Renault Zoe está no top 3 das discrepâncias. Os 240 km medidos representam uma autonomia 40% inferior aos 400 km publicitados. Os que mais “erram” na hora de publicitar a autonomia são BMW e Volkswagen. Ambos anunciam uma autonomia de 300 km e nenhum vai além dos 145 km. A Volkswagen é capaz do melhor e do pior, pertencendo-lhe o único caso em que os testes resultaram num modelo com mais autonomia do que o anunciado.

No 5.º lugar surge o Opel Ampera-e. Ainda sem data de comercialização, o modelo da Opel anuncia uma autonomia de 520 km, mas não consegue melhor do que 340 km no teste, revelando uma discrepância de quase 35 por cento. Apesar disso, o Opel Ampera-e é um dos modelos com maior autonomia entre os testados, apenas batido pelo Tesla Model S, com 390 km. Além de ser o que chega mais longe, o Model S é um dos que menos “erra” quando comparamos o resultado do nosso teste e o valor anunciado, com uma discrepância de “apenas” 23% face aos 505 km publicitados. O Nissan Leaf testado – não o da atual geração, por impossibilidade técnica – quedou-se nos 155 km, menos 23% do que os 200 km anunciados.

Além do laboratório

Para nos aproximarmos mais do que pode esperar o consumidor no dia-a-dia, fomos para a estrada com as novas gerações do Renault Zoe, bem como com o recém-chegado Opel Ampera-e e a anterior versão do Nissan Leaf com baterias de 30 kWh. Cada um foi conduzido num trajeto que inclui troços em cidade, estrada e autoestrada; umas vezes só com o condutor e outras simulando a presença de um passageiro, duas crianças e alguma bagagem. E com o aquecimento ligado: os carros elétricos não podem beneficiar do calor libertado pelos motores térmicos para aquecer o habitáculo e a climatização “rouba” carga à bateria. O cenário não se altera demasiado face ao medido em laboratório. Nesta prova, a autonomia média foi 36% inferior ao anunciado pelas marcas. Feitas as contas, apenas um dos 10 modelos analisados corresponde – e ultrapassa – a autonomia anunciada. Entre os restantes nove, o valor das imprecisões é superior a 20% e, em quase metade dos casos, superior a 40 por cento.

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BMW i3 desde € 41 990: anuncia 300 km, mas só garante 145 km.
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Volkswagen e-Golf desde € 40 463: anuncia 300 km, mas só garante 145 km.
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Mitsubishi i-MiEV desde € 26 000: anuncia 150 km, mas só permite 90 km.
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Renault Zoe (nova geração) desde € 30 410: anuncia 400 km, mas só consegue 240 km.
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Opel Ampera-e desde € 32 500: anuncia 520 km, mas só oferece 340 km.
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Kia Soul EV desde € 31 890: anuncia 250 km, mas só permite 165 km.
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Tesla Model S desde € 87 850: anuncia 505 km, mas só proporciona 390 km.
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Nissan Leaf (geração anterior) desde € 31 400: anuncia 200 km, mas só garante 155 km.
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Hyundai Ioniq desde € 39 500: anuncia 250 km, mas só tem 210 km.
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À venda desde € 27 495, o Volkswagen e-up! é a única exceção à regra: anuncia 160 km, mas oferece 165 km.