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Cera polémica na fruta

17 setembro 2015

17 setembro 2015

Vários associados chamaram à atenção para o uso de uma cera na casca de maçãs, de laranjas e de outras frutas. Circula até um vídeo no Facebook de um utilizador que raspa a casca de uma maçã e depois queima os resíduos com um isqueiro, afirmando serem plástico.

Na verdade, trata-se de cera de abelha, que pode ser usada em produtos de confeitaria, como o chocolate, ou ainda em aperitivos, frutos secos e, como tratamento de superfície, em citrinos, melões, maçãs, peras, pêssegos e ananases.

A cera de abelha é um aditivo alimentar permitido na União Europeia e apresenta diversas funções: agente de revestimento ou de transporte de corantes, espessante e estabilizador.

Existem poucos dados sobre a segurança alimentar desta cera. No entanto, há indicações de que pode conter substâncias suscetíveis de causar reações alérgicas. Os indivíduos mais sensíveis devem, assim, informar-se junto do médico sobre os riscos do consumo, até porque esta cera não sai com a lavagem.

Os leitores também se interrogavam sobre os benefícios da casca da fruta. De facto, existem maiores concentrações de vitaminas e minerais na superfície que reveste a fruta. Porém, se, no processo de produção, esta tiver sido tratada com pesticidas, a casca é o local que retém também mais concentrações das substâncias nocivas, que não são removidas com a lavagem. Por isso, na dúvida sobre a origem da fruta, o melhor é descascar.

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