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Novo Chromecast com Google TV é excelente, mas caro

O Chromecast com Google TV é um leitor multimédia completo. Além da habitual facilidade a transmitir conteúdos a partir do smartphone, permite instalar apps, como as de streaming ou jogos. Mas o preço, desde 70 euros, impede a nossa recomendação.

  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
09 fevereiro 2021
  • Dossiê técnico
  • António Alves e José Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
Chromecast com Google TV, sobre uma mesa de madeira, acompanhado pelo telecomando fornecido de origem

António Alves

Cerca de cinco anos após o lançamento, alguns televisores inteligentes começam a perder o acesso a aplicações e atualizações do sistema operativo. É a conclusão que retiramos da nossa análise à obsolescência dos sistemas operativos destes equipamentos, que fazemos desde 2015.

O Chromecast, dispositivo concebido pela Google que conta já com diversas versões, faz a ponte entre os dispositivos móveis (telemóveis e tablets) e os televisores e, como tal, é das soluções mais práticas e baratas para repor as perdas resultantes da falta de atualização. Só é preciso ligá-lo a uma tomada HDMI do televisor. A versão 3 (full-HD) custa cerca de 40 euros e foi durante bastante tempo a nossa recomendação. Já o mesmo não podemos dizer da Ultra, compatível com imagens em resolução 4K, que está à venda desde 75 euros: as vantagens, pouco evidentes, não justificam a diferença de preço.

Tudo mudou há alguns meses, quando chegou um pequeno aparelho da Xiaomi, o Mi TV Stick, que faz tudo o que o Chromecast faz, e lhe acrescenta uma componente de leitor multimédia. Dotado da versão 9 do sistema operativo Android TV, custa cerca de 40 euros. Tratando-se de um leitor multimédia, permite mesmo prescindir do smartphone no uso de várias apps, como as de streaming de áudio e vídeo. De que forma? Basta instalar as apps na memória do aparelho e conectá-lo ao televisor. Surgem então menus no ecrã, em que pode navegar com o telecomando fornecido de origem.

Quem puder gastar a partir dos 50 euros tem noutro aparelho da Xiaomi – o Mi Box S – uma solução mais versátil. Trata-se também de um leitor multimédia com o Android TV 9 e todas as funcionalidades do Chromecast, mas é bastante mais potente do que o Mi TV Stick, além de ter compatibilidade com conteúdos em 4K e com a tecnologia de otimização de contrastes (HDR).

A Google não se deu por vencida, e lançou uma nova versão do Chromecast. Equipada com o Android TV 10, também designado como Google TV, admite imagens em 4K e com HDR. O preço, esse, começa nos 70 euros. Se vale ou não a pena depende daquilo que pode gastar. As capacidades são muito superiores às do Xiaomi Mi TV Stick. O novo Chromecast é também mais fluido e rápido a iniciar aplicações do que o Xiaomi Mi Box S, o que pode ser notório, por exemplo, se correr os jogos da Google Play Store. Para tal, precisa de emparelhá-lo com um comando bluetooth ou com o comando de uma consola Microsoft Xbox. Fossem os preços mais parecidos, e a nossa recomendação seria mesmo o novo Chromecast. Assim, a decisão depende do orçamento disponível.

Em que situações se justifica o novo Chromecast?

Se tem uma televisão inteligente mais recente, não deverá sentir problemas de acesso a aplicações ou atualizações do sistema operativo. O Chromecast, neste caso, não terá grande utilidade. A maioria das aplicações de serviços de streaming populares, como YouTube ou Netflix, já vêm instaladas no televisor. Mais: se a aplicação estiver no telemóvel e no televisor, é possível transmitir a partir do primeiro, usando-o como comando do segundo. Além disso, se o seu televisor correr o sistema operativo Android TV, como é o caso de vários modelos da Sony, Philips, TCL e Xiaomi, é até descabido usar um Chromecast, já que a plataforma de smartTV funciona de forma em tudo semelhante.

O Chromecast já se torna muito interessante no caso de televisores convencionais, que não permitam instalar aplicações, ou, como referimos, para os que, sendo inteligentes, tenham perdido funcionalidades.

Existem ainda duas situações em que o Chromecast se reveste de grande utilidade. Quando, por exemplo, sai de casa e viaja para outra localidade, pode ter interesse em fazer-se acompanhar do dispositivo da Google. No alojamento onde ficar, só tem de ligar o aparelho ao televisor através de cabo HDMI e depois à corrente. O Chromecast 3 pode ser alimentado através de uma ligação USB do televisor. Já a nova versão exige o uso do carregador de corrente fornecido.

O último contexto em que se justifica o Chromecast pode até ser frequente, já que as marcas de televisores que lideram o mercado, como a LG e a Samsung, não correm o Android TV. Significa que ficam impedidos de usar algumas apps apenas compatíveis com este sistema operativo. O novo aparelho da Google pode, pois, contornar as incompatibilidades e transmitir os conteúdos nesses televisores.

Como instalar o Chromecast com Google TV?

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