Banco fez um pedido? Conheça 10 sinais de fraude
As fraudes bancárias tornaram-se mais sofisticadas, mais frequentes e mais convincentes. Muitas exploram o medo, a urgência e a confiança no nome do banco. Conhecer algumas ações que o seu banco nunca irá praticar é uma das formas mais eficazes de proteger o seu dinheiro e os seus dados.
Os bancos nunca pedem dados confidenciais, transferências “por segurança”, cliques em links urgentes ou instalação de aplicações fora das lojas oficiais. Sempre que recebe um pedido deste género em nome do banco, está, muito provavelmente, perante uma tentativa de fraude bancária.
Conheça as 10 situações mais comuns em que tal pode acontecer e como agir em cada uma delas.
1. Clicar em links para resolver problemas urgentes
Por norma, os bancos não enviam e-mails ou mensagens com links para resolver problemas urgentes, como:
- desbloquear os acessos aos canais digitais;
- efetuar um pagamento que esteja em atraso;
- validar informações.
Como agir:
- não clique nos links recebidos;
- contacte o seu gestor de conta ou a linha de apoio do banco para confirmar a informação.
Dica: nunca entre no seu homebanking através de links ou contactos indicados nessa comunicação, nem através de endereços guardados nos favoritos do seu browser. É mais seguro escrever o endereço do site do banco.
2. Transferir dinheiro “por motivos de segurança”
Nenhuma instituição bancária pede para efetuar transferências para sua segurança.
Como agir:
- termine a chamada e bloqueie o contacto;
- confirme diretamente com o seu banco se há algum risco de segurança da sua conta e se necessita de efetuar alguma operação.
Dica: antes de qualquer transferência, independentemente do canal utilizado – homebanking, multibanco ou MB Way –, o sistema deve mostrar o nome do primeiro titular da conta de destino. Se não fizer sentido, não confirme a ordem de transferência.
3. Devolver dinheiro recebido “por engano” através de transferência
É raro acontecer, mas, se receber alguma transferência por engano, o banco conseguirá reverter a mesma, sem ser necessário efetuar uma transferência.
Como agir:
- consulte o extrato da sua conta, seja no homebanking (sem clicar em links, digitando o endereço) ou no multibanco;
- se não tiver recebido valores desconhecidos, não necessita de efetuar transferências;
- denuncie o contacto que recebeu ao seu banco.
Dica: caso tenha recebido um valor que não reconhece, contacte o seu banco pelos meios que sabe serem legítimos, confirme a origem da transação e como pode resolver.
4. Credenciais de acesso ao homebanking fora do site oficial
Muitas vezes, os burlões criam sites falsos, muito semelhantes aos verdadeiros da instituição bancária, para tentarem levar os utilizadores a colocarem as credenciais de acesso ao homebanking. Dessa forma, conseguem ficar com os dados de acesso, que depois utilizam no site verdadeiro para aceder às contas bancárias da vítima.
Como agir:
- introduza os seus dados de acesso ao homebanking ou códigos para validar operações apenas se tiver a certeza de que o site é legítimo;
- não aceda a links que lhe sejam enviados por e-mail, SMS ou mensagem nas redes sociais (Messenger, WhatsApp, Telegram, etc.).
Dica: opte sempre por digitar o endereço no browser.
5. Instalar aplicações fora das lojas oficiais (App Store ou Play Store)
Todas as aplicações que os bancos disponibilizam para que os clientes façam pagamentos, consultas, etc., estão disponíveis nas lojas oficiais: App Store ou Play Store.
Como agir:
- não clique em links para instalar apps que não estejam nas lojas oficiais;
- elimine o e-mail ou a mensagem que recebeu;
- informe o seu banco do sucedido.
Dica: instalar uma aplicação fora da loja oficial, ou que não seja a aplicação oficial da instituição ou do serviço de pagamento, pode "abrir as portas" do seu dispositivo aos burlões, permitindo-lhes aceder aos seus dados pessoais e/ou ao seu homebanking. Nunca o faça.
6. Pagamentos antecipados para analisar ou conceder crédito
É normal os bancos cobrarem uma comissão ao solicitar um crédito, seja ao consumo ou à habitação, mas nenhum banco legítimo pede pagamentos para contas de terceiros antes de apresentar uma proposta.
Todos os custos:
- estão no preçário;
- constam da ficha de informação normalizada (FIN), caso se trate de crédito pessoal, ou da ficha de informação normalizada europeia (FINE), se for crédito à habitação;
- são diretamente debitados numa conta titulada por si.
Como agir:
- não faça o pagamento;
- consulte o preçário da instituição de crédito no site da mesma ou no do Banco de Portugal;
- confirme se essa instituição tem autorização para prestar o serviço que indica, também no site do Banco de Portugal.
Dica: antes de aprovarem qualquer financiamento, os bancos têm sempre de analisar a situação financeira e profissional dos clientes e não emprestam a quem tem incumprimento reportado na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal. Se a oferta for muito boa, seja porque os juros são muito inferiores a outras que já viu, seja porque lhe garantiram a aprovação do financiamento sem que tenha apresentado recibos de vencimento ou porque dizem que financiam mesmo se tiver incidentes no Banco de Portugal, desconfie.
7. SMS ou e-mails com pop-ups a pedir dados confidenciais
Os sites legítimos dos bancos não utilizam janelas pop-up para entrar no homebanking. O mais provável é ser alguém a tentar obter os seus dados.
Como agir:
- se lhe aparecer uma janela pop-up para colocar as suas credenciais de acesso ao homebanking, não o faça;
- não clique em links enviados por e-mail, SMS, redes sociais, etc.
Dica: os sites falsos são cada vez mais parecidos com os legítimos, por isso, é preciso estar atento para encontrar as diferenças. Se alguma coisa não parecer estar bem, não utilize esse endereço. Confirme o site legítimo do banco com o seu gestor de conta ou com a linha de apoio do banco. Escreva sempre o endereço do site do banco e utilize um browser que permita bloquear janelas pop-up.
8. Envio de dados confidenciais por e-mail ou SMS
Nenhuma instituição bancária irá solicitar por telefone, e-mail, SMS ou redes sociais:
- dados pessoais;
- códigos de acesso aos canais digitais;
- códigos enviados por SMS para autenticar transações;
- posições do cartão-matriz;
- fotografias do cartão-matriz completo.
Como agir:
- não partilhe os dados solicitados;
- em caso de dúvida, contacte diretamente o seu banco através de meios que sabe serem legítimos;
- bloqueie os contactos que lhe solicitem estes dados.
Dica: nunca envie os seus dados pessoais e confidenciais em resposta a qualquer comunicação que receba, seja e-mail, mensagem, contacto telefónico, etc.
9. Propostas de investimento com retornos altos e garantidos
Nenhuma instituição bancária legítima faz contactos insistentes sobre oportunidades de investimento com retornos altos e garantidos, até porque é impossível garantir tal coisa. Um rendimento potencialmente elevado exige, quase sempre, um grau de risco mais alto.
Sinais de alerta:
- urgência ("tem de dar a resposta agora, senão perde o direito à oferta");
- exclusividade ("estas condições são só para si").
Como agir:
- não clique em links enviados por e-mail, SMS ou através de redes sociais;
- caso receba uma chamada telefónica, não aceite a proposta imediatamente;
- confirme se a instituição está autorizada para captar o investimento que indica.
Dica: é provável que lhe peçam para fazer uma transferência bancária para garantir o investimento. Antes de confirmar a operação, vai surgir o nome do titular da conta de destino. Confirme se o nome corresponde ao da entidade que estará a comercializar o produto de investimento. Se não corresponder ou o beneficiário for alguém particular, não confirme a transferência.
10. Acesso remoto ao seu computador ou telemóvel
Nenhum banco precisa de aceder ao seu dispositivo para:
- desbloquear contas;
- corrigir problemas;
- ajudar em operações.
Como agir:
- se receber uma chamada telefónica com este propósito, desligue de imediato;
- bloqueie o contacto;
- denuncie a situação ao seu banco.
Dicas de segurança bancária
Boas práticas
- Usar apenas canais oficiais.
- Confirmar beneficiários antes de fazer transferência bancária.
- Ler mensagens com atenção.
- Contactar o banco em caso de dúvida.
Erros comuns
- Agir por impulso.
- Clicar em links recebidos por e-mail, SMS ou através de redes sociais.
- Partilhar códigos.
- Confiar em chamadas inesperadas.
Proteja melhor o seu dinheiro
- Nunca guarde passwords no browser.
- Evite redes Wi-Fi públicas.
- Proteja o cartão-matriz.
- Use browsers com bloqueio de janelas pop-up.
Perguntas frequentes
Respondemos às perguntas mais frequentes relacionadas com fraudes bancárias.
É seguro usar homebanking?
Sim, desde que utilize apenas o site ou a app oficiais e nunca através de links recebidos. Não utilize redes Wi-Fi públicas.
O banco liga a pedir códigos SMS?
Não. Os códigos só devem ser colocados diretamente no homebanking e quando está a validar uma transação iniciada por si.
O que faço se já tiver caído numa fraude?
Contacte imediatamente o banco e altere acessos. Se houver prejuízo financeiro, apresente queixa às autoridades.
Como confirmar se uma instituição é legítima?
Consulte o site do Banco de Portugal e os contactos oficiais da entidade.
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