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Relação entre utente e médico de família (ainda) não goza de plena saúde

Apesar de ter melhorado face ao estudo anterior, há seis anos, a relação dos utentes com o médico de família ainda precisa de ser aprofundada. Os pacientes que se sentem totalmente compreendidos e envolvidos nas decisões de tratamento continuam em minoria. 

14 junho 2022 Exclusivo
Utentes avaliam médico de família

iStock

Transparência é a palavra que sobressai nos dois estudos em que avaliámos a relação entre o médico de família e o utente, na perspetiva do último. Em ambos, a afirmação “Sou frontal/transparente com o meu médico de família” foi a que obteve pleno acordo de maior percentagem de inquiridos, sendo que o valor quase duplicou de 2016 para 2021.

Não escondem mesmo nada do médico?

No último inquérito, mais de metade confessaram que, no caso de fazerem terapias alternativas, raramente ou nunca informavam o médico. O mesmo comportamento revelaram 37% dos inquiridos relativamente à automedicação. Estas duas informações são essenciais para o bom diagnóstico e a prescrição do tratamento, até porque, por exemplo, pode haver interações entre medicamentos – ou destes com outros produtos – que causam efeitos indesejáveis.

Utentes mais velhos seguem recomendações

Grande parte dos inquiridos dizem seguir as recomendações do médico, com destaque para os utentes a partir dos 45 anos e os que não têm dificuldades económicas.

Os mais novos (até aos 44 anos) e os que têm um nível de educação médio ou elevado são os que mais procuram informação na internet sobre o problema de saúde, antes da consulta, e os que mais questionam as recomendações recebidas. Esta faixa etária, tal como os menos abastados, também revela confiança mais baixa no diagnóstico do médico.

No último inquérito, realizado em junho de 2021, participaram 2164 utentes com médico de família, entre 25 e 84 anos. Metade revelou ter o mesmo médico há mais de dez anos, e 10% há menos de um. Os que estão com o profissional há mais tempo tendem a confiar mais nas suas avaliações e a considerá-lo muito bom no que faz.

Os resultados deste estudo refletem a opinião e experiência dos inquiridos.

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