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Escolas de surf: aula de grupo por 30 euros

Analisámos os preços online de 160 escolas com aulas individuais e de grupo. Num dos pacotes mais comuns, com cinco aulas, o mais certo é desembolsar 100 euros. Já para usufruir de uma aula individual, prepare-se para pagar 50 euros.

  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Deonilde Lourenço e Inês Lourinho
19 julho 2021
  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Deonilde Lourenço e Inês Lourinho
alunos a fazer surf

iStock

“Pegas em Jaws [praia no Havai], em Puerto Escondido [praia no México] e na costa de Miami [nos EUA], juntas-lhes esteroides, e obténs a Nazaré.” As palavras são de Garrett McNamara, que, no inverno de 2013, fez história ao deslizar sobre uma onda com mais de 30 metros de altura na zona do Canhão da Nazaré, um desfiladeiro submarino com cinco quilómetros de profundidade máxima que atira o mar contra a costa. Batia, assim, o recorde que já era seu e que tinha dois anos.

Atrás dos feitos de McNamara, chegaram outros surfistas profissionais. E chegou o turismo relacionado com este desporto. Não apenas na Nazaré, como também no resto do País. Hoje, é o próprio Turismo de Portugal que aposta no surf como pilar das suas estratégias de captação de visitantes.

Como escolher uma escola de surf

 

De acordo com dados de 2019, Portugal tem mais de 500 escolas, segundo a Federação Portuguesa de Surf, mas apenas cerca de 300 estão registadas neste organismo: embora não seja obrigatório, pode ser um indicador de qualidade. Nada como respeitar, pois, alguns cuidados na escolha para maximizar a segurança.

  1. Comece por trocar experiências com quem conheça a escola. Depois, passe ao site da escola e procure o logótipo do Turismo de Portugal e da federação, ou o número de registo nestas entidades. Significam que é licenciada e federada, e tem treinadores habilitados para darem aulas. Use as redes sociais e pesquise informações sobre os treinadores. Se tudo estiver em ordem, a escola tem ainda os seguros obrigatórios.
  2. Prefira escolas com instalações físicas, pois oferecem casa de banho, duches e cacifos. Mais: à partida, estão mais visíveis para a fiscalização, o que as obriga a seguir as (poucas) regras que existem.
  3. As escolas devem fornecer o material. Verifique o estado das pranchas e dos fatos. Como são partilhados por várias pessoas, convém que cumpram mínimos de higiene.
  4. O corredor de surf, que a escola paga às capitanias para utilizar, deve estar identificado com bandeiras.
  5. O treinador e os alunos devem estar identificados, por exemplo, com camisolas coloridas da escola (as chamadas “licras”).
  6. Confira o número de alunos que cada treinador leva para o mar. A federação aconselha um máximo de seis, embora algumas escolas defendam que podem ser até oito. Mas, se a idade dos alunos for inferior a 12 anos, o rácio recomendado é de quatro por instrutor.

Preços de aulas em 160 escolas de surf

Para conhecermos esta realidade, num setor também afetado pela pandemia, mas que agora retoma o pleno exercício, por se tratar de uma modalidade de baixo risco, entre 1 e 12 de julho, pesquisámos online os preços das aulas de grupo (avulsas ou em packs) e individuais, de norte a sul do País, incluindo Açores e Madeira. Reunimos preços de 160 escolas. Muitas têm site, mas não dão a conhecer os preços das aulas, o que demonstra alguma falta de transparência. 

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