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Máscaras sociais: como escolher?

A oferta de máscaras comunitárias não para de crescer, mas nem todas conferem a mesma proteção. Apenas as testadas por laboratórios com competência técnica reconhecida, cuja composição e manutenção obedecem a uma série de regras, dão garantias da qualidade exigida. Saiba como escolher.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Nunes
11 maio 2020 Em atualização
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Nunes
Máscara social para proteção da covid-19

iStock

Pouco a pouco, as restrições impostas para travar a disseminação do novo coronavírus começam a ser levantadas e as máscaras sociais (ou comunitárias) vão começar a fazer parte do dia-a-dia dos portugueses. Segundo o decreto-lei 20/2020, o uso de máscara passa a ser obrigatório em alguns espaços: lojas, transportes e serviços públicos e escolas (para funcionários e crianças a partir dos 6 anos).

A oferta de máscaras sociais (produtos têxteis reutilizáveis ou de uso único) multiplica-se mas há que ter alguns cuidados na hora de adquirir este produto, já que as características, a composição e, sobretudo, a segurança podem diferir muito entre modelos. Deve, por isso, garantir que compra produtos testados por laboratórios com competência técnica reconhecida. Assegurarem, no mínimo, 70% de filtração é um requisito obrigatório.

Apesar de a maioria das máscaras sociais ser reutilizável, a utilização deve obedecer às mesmas regras das máscaras cirúrgicas e respiratórias: não devem ser usadas de forma contínua por mais de 4 horas ou a partir do momento em que fiquem húmidas. Se, por exemplo, se deslocar para o trabalho de transportes públicos, terá de usar duas máscaras: uma para a ida e outra para a volta. 

Informação sobre composição e utilização é obrigatória

Antes de comprar uma máscara social, confirme se foi testada por um laboratório com competência técnica reconhecida, como, por exemplo, o CITEVE (Centro Tecnológico das Indústrias do Têxtil e do Vestuário), que atribui um selo como o apresentado em baixo, e se está acompanhada de um folheto informativo. 

Certificação máscaras

 

Este tipo de máscaras está dividido em dois níveis (2 e 3). As de nível 2 apresentam um mínimo de filtração de 90% e são indicadas para contactos frequentes com o público; as de nível 3 têm um desempenho mínimo de filtração de 70% e podem ser usadas para contactos menos frequentes. Ambos os níveis podem ser de uso único ou reutilizáveis.

No caso das reutilizáveis, depois de usadas, devem ser guardadas num saco estanque e só podem voltar a ser usadas após serem lavadas. 

A informação sobre a reutilização (lavagem, secagem, conservação e manutenção) e o número de utilizações durante o qual a eficácia é garantida devem constar do folheto informativo. Como são feitas com diferentes materiais, nem todas as máscaras são higienizadas da mesma maneira.

Por exemplo, uma máscara com a sua qualidade comprovada para 5 lavagens, apenas garante a capacidade de filtração de 70% até esse número máximo de lavagens. Depois disso, é aconselhável que deixe de usar essa máscara e a substitua por outras.

Na lavagem, é fundamental que utilize detergente ou sabão, a uma temperatura de, pelo menos, 30º C, sendo que a maioria aconselha os 60º C. Confira sempre as indicações da máscara.

Se em vez destes produtos têxteis, optar por máscaras cirúrgicas, normalmente à venda nas farmácias, estas têm de ter a marcação CE. Se as venderem à unidade, peça para ver a caixa. As máscaras cirúrgicas não são reutilizáveis e devem ser deitadas ao lixo depois de usadas.

Máscaras caseiras e filtros não recomendados

Somente as máscaras testadas por laboratórios com competência técnica reconhecida devem ser utilizadas. Além da eficácia não comprovada, as máscaras caseiras apresentam, muitas vezes, problemas ao nível do design, não se adaptando ao rosto dos utilizadores, e da respirabilidade.

Algumas destas máscaras estão preparadas para a utilização de filtros que não dão garantias de proteção. Além disso, a troca dos filtros pode aumentar o risco de contágio, não só pelo contacto com a máscara, cuja superfície pode estar contaminada, mas também porque pode levar a que a máscara seja utilizada por um período mais longo do que o aconselhável. 

Uso correto da máscara

O uso de máscara é aconselhado, sobretudo, para prevenir que pessoas infetadas, nalguns casos assintomáticas, sejam veículos de transmissão da covid-19.

Para que a sua função seja cumprida, é fundamental que manuseie e utilize a máscara corretamente. Esta deve cobrir por completo o nariz e o queixo. Antes e depois de a pôr, deve lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com um gel à base de álcool. 

Enquanto a máscara estiver no rosto, puxá-la para o queixo, para falar ao telemóvel, ou simplesmente tocá-la, é altamente desaconselhado.

Como usar máscara

Quando remover a máscara, faça-o por detrás, evitando tocar na parte da frente. O risco de transmissão é maior se a máscara for retirada de modo inapropriado ou se uma pessoa saudável tocar na cara durante a utilização.

Além do uso da máscara, há medidas cruciais para o combate à propagação da covid-19, como o distanciamento social e o hábito de lavar ou de desinfetar frequentemente as mãos, que não devem ser esquecidas.

 

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