Dicas

Controlar a febre: como agir

18 janeiro 2023
O que deve fazer para melhor lidar com a febre

A febre é uma reação natural do organismo que alerta para algo que não está bem com o corpo. Saiba o que fazer em caso de febre.

Cada indivíduo tem uma temperatura basal individual, que sofre uma variação diária. Esta flutuação da temperatura corporal é um processo fisiológico normal e é influenciada por vários fatores:

  • ritmo circadiano: o ritmo biológico do corpo humano durante, aproximadamente, 24 horas. Constata-se que a temperatura é, regra geral, mais baixa por volta das 4h00 e mais elevada pelas 18h00;
  • temperatura ambiente;
  • vestuário;
  • atividade física;
  • alterações emocionais.

A febre distingue-se desta variação normal e, de forma geral, considera-se febre quando se verifica a subida da temperatura de, pelo menos, 1ºC acima da média da temperatura habitual da pessoa. A febre é uma reação natural do organismo que alerta para algo que não está bem. Geralmente, ocorre quando se contacta com algum agente infecioso, seja ele viral ou bacteriano. Pode, também, ser provocada por medicamentos, vacinas, traumatismos, queimaduras, doenças autoimunes ou inflamações.

Diferentes temperaturas em diferentes pontos de medição

Os valores considerados febre dependem da zona do corpo onde este parâmetro é medido. A temperatura pode ser medida no tímpano (ouvido), na boca, na testa, na axila e no reto. O valor determinado pelo termómetro pode variar com o local. De uma forma simples, qualquer medição acima de 38ºC corresponde a febre.

A medição retal é a mais adequada para bebés e a mais fidedigna de todas. Nesse cenário, uma temperatura corporal de 38ºC ou mais é considerada febril. A medição no ouvido, embora mais cómoda, implica o uso de um termómetro adequado e apresenta uma margem de erro maior. Neste caso, consideram-se febris as temperaturas a partir dos 37,8º C em crianças e ≥ 37,7ºC em adultos. 

No caso da medição na boca ou na axila, os valores para os quais se considera febre são a partir dos 37,6ºC nas crianças e maior ou igual a 37,5ºC em adultos. 

Saiba mais sobre os diferentes tipos e aparelhos de medição nas dicas da DECO PROTESTE sobre termómetros.

Combater as altas temperaturas sem abusar dos medicamentos

Crianças ou adultos com febre costumam exibir um comportamento apático, irritável e ter menos apetite. Podem também apresentar dores de cabeça e/ou dores no corpo. Tanto nos adultos como nas crianças, a febre deverá sempre ser enquadrada mediante os restantes sinais e sintomas. Assim sendo, as medidas a adotar deverão ser ponderadas mediante o estado geral da pessoa.

Em caso de febre, é importante beber muitos líquidos, usar roupa leve e repousar num ambiente com temperatura amena (cerca de 20ºC). Um banho com água morna também ajuda a diminuir a febre. Para temperaturas não muito elevadas (abaixo de 39ºC), estas medidas podem ser suficientes.

Se a temperatura não baixar, podem ser administrados antipiréticos comuns, como o paracetamol ou o ibuprofeno. No caso das crianças, a toma deve ser feita em doses adequadas para a idade e com o objetivo de lhes proporcionar maior conforto.

Se desconhecer a causa da febre, evite o ácido acetilsalicílico (presente na Aspirina e no Aspegic, por exemplo), pois, em casos raros, pode provocar vómitos, confusão ou coma. Não usar em crianças e adolescentes com doenças febris, a não ser por recomendação expressa do médico.

Os adultos deverão procurar aconselhamento médico se existirem sintomas e sinais de gravidade, tais como:

  • dor de cabeça forte que interfere com atividades diárias;
  • rigidez no pescoço;
  • sensibilidade anormal à luz intensa;
  • garganta muita inchada;
  • manchas na pele de aparecimento recente;
  • confusão mental;
  • vómitos persistentes;
  • dificuldade em respirar;
  • apatia extrema ou irritabilidade;
  • urina mais escura que o habitual.

Também devem procurar ser avaliados caso tenham realizado uma viagem recente ao estrangeiro.

As pessoas com doenças crónicas, como infeção por HIV ou doença oncológica, ou pessoas que estejam sob tratamento com medicamentos que façam diminuir a imunidade (imunossupressores) deverão estar mais atentas à evolução de sintomas e procurar um médico. Além destas situações, os adultos deverão procurar aconselhamento médico se a febre não desaparecer em três a cinco dias.

Combater a febre em crianças

Nas crianças, em caso de febre acima de 38ºC durante um ou dois dias, a situação pode ser resolvida em casa. Veja como proceder consoante a gravidade.

Risco baixo

Não se justifica ir ao médico de imediato quando a criança tem febre e um dos seguintes sintomas:

  • pele, olhos, lábios ou língua com cor normal;
  • interage normalmente com as outras pessoas, sorri e brinca como é habitual;
  • batimento cardíaco e frequência respiratória normais;
  • a criança fica acordada ou acorda rapidamente;
  • não chora ou chora normalmente.

O que fazer

A criança pode ser tratada em casa pelos pais, que devem vigiar o seu comportamento e ficar atentos ao aparecimento de outros sinais, nomeadamente, de risco elevado ou intermédio (ver em seguida). Devem também dar-lhe bastantes líquidos e, quando necessário, controlar a subida da febre com paracetamol ou ibuprofeno, respeitando as doses e o número de tomas diário. Consulte o simulador de analgésicos para crianças da DECO PROTESTE para saber quais as doses certas a administrar, consoante o peso do menor e o tipo de medicamento.

Risco médio

Justifica levar a criança ao médico para despistar outros problemas ou infeções potencialmente graves caso, além da febre, surja um destes sintomas:

  • apresenta pele pálida;
  • não interage normalmente com os outros nem sorri;
  • acorda só quando é muito estimulada e tem atividade diminuída;
  • tem inchaço ou inflamação nos membros ou articulações, respiração rápida e taquicardia;
  • temperatura igual ou superior a 39ºC em bebés entre três e seis meses;
  • febre durante cinco ou mais dias e pouca urina.

O que fazer

Os pais devem vigiar a criança, já que algumas alterações físicas ou no comportamento podem ser indicadores mais importantes para compreender o seu estado de saúde do que a febre elevada. Pode ser prudente contactar o SNS 24 ou o médico assistente (médico de família, pediatra ou outro).

Risco elevado

Deve levar a criança ao médico ou à urgência hospitalar perante um destes sinais:

  • pele pálida com manchas acinzentadas ou azuladas;
  • prostração e pouca resposta a estímulos, mesmo sem febre;
  • sonolência excessiva. A criança não desperta ou tem dificuldades em manter-se acordada;
  • respiração acelerada, irritabilidade e choro persistente;
  • temperatura igual ou superior a 38ºC em bebés até três meses;
  • rigidez na nuca, erupção cutânea, espasmos musculares e convulsões.

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