Na sequência de uma queda inicial do meu telemóvel, acionei o seguro associado ao equipamento, tendo sido realizada uma primeira reparação. Cerca de uma semana após receber o equipamento reparado, este começou a apresentar falhas de funcionamento e surgiram manchas visíveis no display.
Entreguei novamente o equipamento numa loja NOS, ainda dentro da garantia da reparação. Inicialmente, a loja recusou-se a aceitar o equipamento, situação que apenas foi resolvida após a minha insistência. Posteriormente, recebi um pedido de desculpas telefónico por parte da NOS, reconhecendo o sucedido.
Apesar de o problema ter surgido dentro do período de garantia da primeira reparação, fui informado de que a NOS não assumiria o custo da nova reparação, sendo apenas questionado sobre a minha disponibilidade para pagar. Numa fase inicial, nem sequer me foi indicado o valor do orçamento, informação que apenas foi prestada após solicitação da minha parte. Recusei o pagamento e solicitei um relatório técnico.
O relatório fornecido é, no meu entender, incompleto e insuficiente: não faz qualquer referência à primeira reparação, não identifica os componentes substituídos, nem apresenta uma análise técnica detalhada que permita determinar a origem do dano. É ainda mencionada uma alegada rachadura no equipamento que não existia no momento da entrega. Foi-me posteriormente dito que essa fissura apenas seria visível após a remoção da película no centro NOS, o que considero incoerente, uma vez que tal dano não era visível aquando da entrega do equipamento.
Considero inadmissível que, após apenas uma semana de utilização normal, sempre com capa e película de proteção, o equipamento volte a apresentar danos graves, sem que tenha sido sequer considerada a possibilidade de má reparação ou defeito do componente substituído.
No dia 19 de dezembro solicitei uma reavaliação técnica, não tendo obtido qualquer resposta até ao dia 5 de janeiro, apesar das várias tentativas de contacto. Apenas nessa data o processo foi encaminhado para o serviço de pós-venda.
Foi-me ainda alegado que recebi comunicações sobre o estado do equipamento, quando na realidade apenas recebi mensagens automáticas, sem qualquer esclarecimento sobre a recusa da reparação ao abrigo da garantia. Em nenhuma das chamadas fui informado de que a contestação do relatório técnico não seria possível ou de que seria necessário abrir um novo processo, informação que apenas me foi transmitida no dia 5 de janeiro.
Face ao exposto, considero que houve falta de transparência, apoio ao cliente e cumprimento das garantias associadas ao serviço de reparação, motivo pelo qual solicito a intervenção da DECO PROTeste para a defesa dos meus direitos enquanto consumidor.