Exmos Senhores,
No dia 07/02/2026, o meu sogro, José Barata Rodrigues, pessoa idosa, nascido a 12-05-1952, adquiriu um aparelho auditivo na loja Audição Activa na Amadora, após uma abordagem que considero abusiva e enganosa, pois realizaram imensas chamadas a insistir.
No dia 7 de Fevereiro ele foi mantido nas instalações para a realização de alegados “exames auditivos”, sem nunca ter sido esclarecido que os funcionários não são médicos nem profissionais de saúde habilitados ao diagnóstico clínico.
Foi-lhe transmitido verbalmente que o aparelho auditivo ajudaria a evitar o agravamento da perda auditiva uma vez que um dos ouvidos teria perda auditiva de 101%, afirmação sem fundamento médico, que foi determinante para a decisão de compra.
O momento após a suposta avaliação apresentaram lhe os valores do aparelho ao qual o meu sogro diz que no papel constava 480€, e que ficaria a pagar durante 3 meses.
Quando chegou a casa pediu para o acompanhar para o ajudar com o crédito e assim o fiz. Mesmo antes de lá chegar ja estavam a ligar novamente a precionar. Quando lá cheguei, já estava os papeis todos prontos. So precisei de dar os meus dados. E deram um tablet para assinarmos ao qual so apresentava a parte da aceitação. E assinamos. Ao qual eu perguntei o número de prestações e disseram me que era de 48 meses a pagar 113,97, ao qual dava um total de 4.845€.
Achei muito e achei estranho o meu sogro acritar tal coisa. De seguida meteram lhe os aparelhos ao qual ele ai ja ouvia tudo o que o suposto médico dizia.
Após chegar a casa, qual o meu espanto quando o meu sogro pergunta sobre o valor a pagar ao mês e fico espantada, pois não tinha sido esses os valores que ele tinha visto na suposta consulta antes de eu fazer o crédito. Ao ler o contrato/documentação, verificou que consta a indicação de que é sempre aconselhada a consulta prévia de um médico, informação que não foi prestada em momento algum antes da venda, o que constitui omissão relevante e o contrato não esta com a informação completa.
A venda ocorreu sob forte pressão psicológica, dizendo que era uma promoção que acabaria naquele dia, sem tempo razoável de reflexão, e que ele mais uns meses ficaria totalmente surdo, configurando uma venda quase forçada, aproveitando-se da vulnerabilidade associada à idade e saúde do consumidor.
Fiz o pedido de cancelamento do crédito ao BBVA ao qual eles aguardam prova da entrega do equipamento. Dirijimos-nos a loja da AudiçãoActiva no dia 19-02-2026 e quis entregar o aparelho, ao qual eles negaram aceitação do aparelho e fazendo nova pressão sobre nós, ao qual falei em por advogado. Foi de tal forma a pressão que o meu sogro que é o cliente, intimidado disse que continuaria com o artigo. O suposto médico da primeira consulta não foi o mesmo "médico " ao qual nos recebeu para fazer a devolução.
Considero que estes factos constituem uma prática comercial desleal, enganosa e agressiva, nos termos do Decreto-Lei n.º 57/2008, motivo pelo qual solicito a anulação do contrato (MIBA_AA6134_403).
Visto que tentei entregar o aparelho e comuniquei com o banco antes dos 14 dias, como está na lei.
Atentamente,
Micaela Gonçalves