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Falta de assistência da Conforama (Marketplace) e exercício do direito de livre resolução

Em curso Pública

Problema identificado:

Desistência da compra

Reclamação

J. F.

Para: Conforama Portugal SA

03/02/2026

Exmos. Senhores, Venho por este meio solicitar o apoio da DECO na resolução de um litígio de consumo relacionado com uma compra efetuada à distância através do site oficial da Conforama, envolvendo um vendedor em regime de marketplace. No dia 28 de novembro de 2025, efetuei uma encomenda online no site da Conforama, relativa à compra de duas camas individuais (90x200 cm), no âmbito de um contrato celebrado à distância, nos termos do Decreto-Lei n.º 24/2014. No dia 30 de novembro de 2025, antes da entrega do produto, desloquei-me à loja física da Conforama em Vila Nova de Gaia, com o objetivo de verificar se existia algum artigo em exposição e de esclarecer a possibilidade de cancelamento da encomenda, uma vez que pretendia optar por camas de maior dimensão (120x200 cm). Nessa ocasião, os colaboradores da loja informaram-me que: A encomenda tinha sido realizada através do marketplace; A loja física não tinha qualquer artigo em exposição nem capacidade de intervir no processo; O cancelamento deveria ser efetuado diretamente através do site da Conforama e do email de confirmação da encomenda. Segui rigorosamente essas instruções: Respondi ao email de confirmação da encomenda solicitando o cancelamento; Criei um pedido de cancelamento através da aplicação / plataforma online da Conforama, ainda dentro do prazo legal. Apesar disso, alguns dias depois, fui surpreendido com uma notificação a informar que a encomenda tinha sido expedida no dia 4 de dezembro de 2025, sem que tivesse recebido qualquer resposta, confirmação ou contacto prévio relativamente ao meu pedido de cancelamento. Ao contactar novamente o vendedor, fui informado de que teria de receber obrigatoriamente o produto e só depois solicitar a devolução, o que considero totalmente desproporcionado e contrário ao princípio da boa-fé, dado que o pedido de livre resolução foi comunicado atempadamente e antes da entrega. No dia 7 de dezembro de 2025, voltei à loja física da Conforama em Vila Nova de Gaia na tentativa de resolver a situação. Mais uma vez, fui informado de que a loja não tinha qualquer responsabilidade por se tratar de uma encomenda marketplace, sendo-me apenas indicado que voltasse a contactar o vendedor por email. Durante todo este processo: Não recebi qualquer contacto telefónico; Não me foi prestada assistência efetiva por parte da Conforama; Fui sucessivamente remetido entre loja física, site e vendedor, sem que nenhuma das partes assumisse responsabilidade, apesar de a compra ter sido realizada exclusivamente através do site oficial da Conforama. Considero esta situação extremamente frustrante e lesiva dos meus direitos enquanto consumidor, uma vez que: O exercício do direito de livre resolução não depende da existência de defeito; O pedido de cancelamento foi efetuado dentro do prazo legal; A expedição do produto ocorreu apesar da comunicação prévia de cancelamento; A Conforama, enquanto plataforma intermediária e titular do site, recusa qualquer intervenção ou apoio efetivo ao consumidor. Informo ainda que: Já apresentei reclamação no Livro de Reclamações Eletrónico (n.º ROR00000000045486737); Submeti igualmente o processo ao CNIACC – Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo; Até à data, não foi apresentada qualquer solução que respeite plenamente a legislação aplicável. Assim, solicito o apoio da DECO para: Avaliar a responsabilidade da Conforama enquanto plataforma de venda; Intervir junto da empresa e/ou do vendedor para garantir o respeito pelo direito de livre resolução; Apoiar a obtenção da devolução do produto e do reembolso integral, sem imposição de custos indevidos ao consumidor. Coloco-me à inteira disposição para fornecer todos os comprovativos, emails e documentação relevante. Com os melhores cumprimentos,

Mensagens (1)

J. F.

Para: Conforama Portugal SA

03/02/2026

Venho por este meio apresentar reclamação formal relativamente a uma situação de consumo envolvendo a Conforama, no âmbito de uma compra efetuada através do seu site, em regime de marketplace. Após a realização da encomenda, exerci o meu direito de livre resolução dentro do prazo legal, nos termos do Decreto-Lei n.º 24/2014. Desde esse momento, tentei por diversas vezes resolver a situação de forma extrajudicial, nomeadamente: * Contactei a Conforama por correio eletrónico por pelo menos três vezes; * Dirigi-me pessoalmente a uma loja física da Conforama; * Registei reclamação no Livro de Reclamações Eletrónico; * Contactei igualmente o vendedor/parceiro identificado na plataforma. Em todas as interações, a resposta obtida foi invariavelmente a mesma: a Conforama declara-se totalmente alheia à transação, alegando tratar-se de uma venda efetuada por um vendedor parceiro de marketplace, recusando qualquer intervenção efetiva na resolução do litígio. No entanto, importa salientar que: * A compra foi realizada no site da Conforama, sob a sua marca comercial; * O pagamento foi efetuado no ambiente da plataforma da Conforama; * O consumidor médio não dispõe de meios eficazes para resolver a situação quando tanto o vendedor como a plataforma se recusam a assumir responsabilidades. A posição assumida pela Conforama, limitando-se a remeter sistematicamente o consumidor para o vendedor parceiro, configura, no meu entendimento, uma prática que fragiliza a proteção do consumidor e contraria o dever de diligência e de cooperação na resolução de conflitos de consumo. Face à ausência total de uma solução voluntária e eficaz, informo que já submeti o caso ao CNIACC e que, tendo efetuado o pagamento da respetiva taxa, recorro agora igualmente à DECO para apoio na defesa dos meus direitos enquanto consumidor. Solicito, assim, a intervenção da DECO no sentido de analisar a situação e promover uma solução conforme a legislação em vigor, designadamente no que respeita ao exercício do direito de livre resolução e à responsabilidade da plataforma intermediária perante o consumidor. Luis


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