Após um dia de trabalho e querer voltar para casa, para festejar o Ano Novo junto da família (como acredito ser perfeitamente normal e expectável), eis que o último autocarro do dia não aparece. Esta situação passou-se antes de ontem, dia 31 de dezembro de 2025, na linha 1410 no sentido Porto (Campanhã) - São João da Madeira.
Assim como eu, outros tantos ficaram a pé no Porto na última noite do ano, sem maneira de regressar a casa.
No dia 30 de dezembro, fiz questão de perguntar ao motorista se iria haver autocarro no dia seguinte à mesma hora, isto é, às 19h30 (algo que nem precisava fazer pois o único horário que tinha sido suprimido era o das 21h00, como podem ver na imagem em anexo - aviso que a UNIR afixou no Centro Coordenador de Transportes de São João da Madeira), tendo o mesmo confirmado o que já esperava: Sim, amanhã haverá autocarro às 19h30 para São João da Madeira.
Pois bem, cheguei à paragem de autocarros 30 minutos antes da hora (Portanto, não. O autocarro não chegou/saiu antes da hora) e esperei. Esperei. Esperei e esperei: 19h30, 20h00, 20h30... e nada!
Como era de esperar, nessa noite, as outras alternativas de transportes públicos estavam suprimidas ou condicionadas, não havendo muitas opções em aberto. E no dia seguinte, 1 de janeiro, os autocarros da UNIR não iriam circular por ser feriado.
Eu e mais 3 outras pessoas que estavam à espera do 1410 juntámo-nos para chamar um UBER e dividir a despesa, mas também não tivemos sucesso. Pois sempre que solicitávamos uma viagem, a mesma era recusada pelos motoristas.
Com isto, quero dizer que não acho normal toda esta situação. Decidirem não fazer o último horário num dia em que já por si é complicado deslocarmo-nos de transportes públicos, deixando pessoas a pé que dependem dos vossos serviços. É uma falta de consideração pelos passageiros que pagam todos os meses a mensalidade do passe/o vosso salário. Tudo para quê? Quando mais precisamos, a UNIR faz questão de deixar os seus passageiros ao deus-dará, não querendo saber das consequências que os seus atos trazem para a vida dos outros.