Exmos. Senhores
Há algum tempo que sou contactada por uma sociedade de advogados intitulada Gandarez, Moreira & Associados, que diz que devo 20,63 euros à EDP. Achei desde logo estranho, uma vez que as minhas faturas estão todas regularizadas, não se encontrando nenhum valor em dívida. Neste âmbito, pensei estar perante uma tentativa de fraude. Ignorei.
Todavia, em novo email, com data de 30 de janeiro de 2026, esta mesma sociedade ameaçou-me que se não pagasse este valor ia adotar os procedimentos necessários à cobrança coerciva desta dívida. Liguei à EDP a pedir esclarecimentos sobre a veracidade desta dívida e sociedade de advogados. Aquilo que me disseram é que, efetivamente, este valor era devido à EDP, desde 2024. Quando interrogado o funcionário da empresa sobre qual a justificação para essa cobrança, que, repito, não consta das faturas, que estão todas regularizadas, respondeu-me com um vago "Cobrança de serviços"...Gostaria que me fosse explicado, claramente, que serviços foram esses, já que nunca foi necessário chamar um técnico da EDP a casa para reparar seja o que for.
Todas as cobranças, sejam de pouco ou muito valor, devem vir claramente discriminadas nas faturas. Que serviços foram esses, em que data, porque só está a ser cobrado agora, porque razão no acerto de contas esses supostos valores em dívida não foram reclamados, etc. Caso contrário, o consumidor fica com a suspeição de que lhe estão a ser cobrados valores indevidamente por alegados "serviços" não especificados.
Por fim, tentamos aceder às faturas de 2024, e tal não foi possível por já não se encontrarem na página do cliente da EDP. Neste sentido, gostaríamos do apoio jurídico da DECO na resolução do presente caso.
Atenciosamente,
Tânia Ferreira