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Quanto custa o apoio domiciliário

Quatro horas de apoio domiciliário, de segunda a sexta-feira, podem custar entre 450 e 880 euros. Para quem não pode pagar estes valores, há entidades comparticipadas pela Segurança Social.

  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Fátima Ramos
27 novembro 2019
  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Fátima Ramos
funcionária a ajudar idosa a descer escadas

iStock

Quatro horas diárias de apoio domiciliário, em dias úteis, custam em média 645 euros por mês. Se for todos os dias, o valor sobe para  900 euros, de acordo com os orçamentos fornecidos por 32 empresas, de Coimbra, Faro, Lisboa, Porto, Setúbal e Vila Real, os distritos com maior oferta de serviços de apoio domiciliário.

Para obter os preços, pedimos a um colaborador para contactar as empresas, por telefone, e solicitar um orçamento para quatro horas de apoio domiciliário a um tio, de 75 anos. Necessitava de alimentação (almoço), ajuda nos cuidados de higiene pessoal, limpeza da casa, tratamento de roupas (lavar e engomar), companhia e acompanhamento, por exemplo, para fazer caminhadas ou ir ao médico. Pediu que lhe enviassem o orçamento por e-mail.

Setúbal é o distrito com a média de preços mais elevada: 1058 euros mensais para sete dias e 761 euros, para cinco dias. Do Porto, chegaram-nos os orçamentos mais acessíveis: 769 euros mensais, em média, para sete dias, e 562 euros, para cinco. Os valores indicados incluem os serviços pedidos pelo colaborador e mais, se necessário: a maior parte das empresas indicou que, durante as quatro horas, os seus funcionários podem executar outras tarefas necessárias.

Das 32 empresas contactadas, 27 referiram também prestar apoio ao nível da saúde, desde serviços médicos e de enfermagem a consultas de nutrição, passando por fisioterapia e podologia. Em geral, estes cuidados são pagos à parte. A maioria presta serviço ao domicílio todos os dias, durante 24 horas.

A disponibilização de atendimento de urgência é bem menos comum. Contudo, algumas empresas referem que o utente fica com um número de telefone para o qual pode ligar a qualquer hora, ou que podem fornecer um aparelho de teleassistência, a acionar em caso de necessidade. Este serviço pode ser gratuito ou custar entre 10 e 35 euros, segundo as respostas que obtivemos.

 

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Há vagas na maioria das IPSS

Enviámos também um questionário a todos os prestadores de apoio domiciliário, de modo a caracterizar o serviço. A lista consta da Carta Social, uma ferramenta que reúne as “respostas sociais” tuteladas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que está disponível online. Dos 2699 inquéritos expedidos, obtivemos 376 respostas válidas, entre as quais Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), centros sociais paroquiais, irmandades da misericórdia e empresas privadas.

Os dados indicam que estas entidades prestam apoio, sobretudo, a pessoas a partir dos 65 anos. Em geral, estas entidades atuam ao nível da freguesia ou, quando muito, alargam às vizinhas, no mesmo concelho. A maioria das instituições que nos responderam afirma ter vagas por preencher, mas podem não ser comparticipadas pela Segurança Social. A maioria afirma prestar apoio domiciliário todos os dias da semana, mas só 35 dizem assegurá-lo durante 24 horas. Em 44, não há serviço ao fim de semana, e 47 estão fechadas ao domingo.

O serviço de apoio domiciliário deve, de acordo com a lei, organizar-se para proporcionar um apoio contínuo nas 24 horas e uma atuação de emergência, sempre que necessário. É também uma área que exige cada vez mais especialização, devido, por exemplo, ao aumento das demências. No nosso estudo, não foram muitos (29%) os que referiram dar apoio domiciliário a doentes com demência, através de exercícios de estimulação.

Como obter o serviço?

Se precisa de apoio domiciliário, pode dirigir-se diretamente à instituição ou estabelecimento que presta o apoio. Para conhecer a oferta (pública e privada) na sua região, consulte o site da Carta Social. Outra possibilidade é fazer o pedido nos serviços da Segurança Social da área onde reside o  utente. Caso more na cidade de Lisboa, contacte a Santa Casa da Misericórdia.

Caso solicite o serviço a uma entidade com acordos de cooperação com a Segurança Social, deve entregar uma cópia da última declaração de IRS, e respetiva nota de liquidação, de todos os membros do agregado familiar, bem como cópias dos recibos da renda da casa ou, caso tenha um crédito à habitação, uma declaração do banco com o valor da prestação; recibos de despesas médicas, no caso de doentes crónicos (consultas, fisioterapia e medicamentos, entre outros); despesas com transportes públicos, até ao máximo da tarifa da zona de residência.

Faça uma lista dos serviços necessários e do horário e pergunte, na instituição, se conseguem satisfazer as necessidades.

 

 

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