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Vacina contra a meningite B: esclareça as suas dúvidas

05 janeiro 2016
Vacina contra a meningite B

05 janeiro 2016

A vacina contra a meningite B está fora do Plano Nacional de Vacinação e cada dose custa 98,36 euros. Os estudos dizem que é segura.

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Os pediatras aconselham a toma da vacina que protege contra a meningite B. Chama-se Bexsero® e não é comparticipada. Cada dose custa € 98,36 e podem ser necessárias 2, 3 ou 4: depende da idade da criança.

A meningite B é uma doença rara, mas grave: em 2011 a incidência foi de 0,58 casos por cada 100 mil habitantes. Pode ser fatal em 5% dos casos, deixar sequelas neurológicas ou causar perda de audição, alterações cognitivas, cicatrizes cutâneas e amputações. Desde a introdução da vacina para a meningite C no Plano Nacional de Vacinação, a ocorrência desta diminuiu e, a B, passou a ser a mais frequente no nosso país. Atinge principalmente os bebés até 1 ano e, logo a seguir, as crianças até aos 4 anos, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

A Direção-Geral da Saúde ainda está a avaliar se a vacina se adequa à bactéria que circula em Portugal, por isso, a taxa de eficácia no nosso país não é conhecida. A Sociedade Portuguesa de Pediatra diz que a vacina é segura e aconselha a toma. Em alguns casos, por exemplo, nas crianças com problemas de coagulação ou com alergia ao látex, deve ser ponderada a relação entre o risco e o benefício. 

Quando e quantas doses
A vacina contra a meningite B é administrada na coxa dos bebés e no braço das crianças, adolescentes e adultos. Só se pode tomar depois dos 2 meses. De acordo com a idade, as doses variam:

• 2 a 5 meses: 3 doses + 1 reforço.
• 6 a 11 meses: 2 doses + 1 reforço.
• 12 a 23 meses: 2 doses + 1 reforço.
• 2 a 10 anos: 2 doses.
• A partir dos 11 anos, inclusive adultos: 2 doses.

Efeitos secundários

São os comuns: febre, irritabilidade e dor, sensibilidade, vermelhidão e inchaço no local da injeção. Também é possível que a zona fique dura e que o bebé ou a criança chorem quando se toca no local da injeção. Os estudos dizem que estes sintomas são suaves e não se prolongam por muito tempo. O procedimento é o do costume, ou seja, paracetamol em caso de febre ou de dor forte e gelo no local da injeção. Se não melhorar, procure o médico. 

Os bebés e as crianças que experimentaram uma reação forte na primeira dose, por exemplo, um grande inchaço no local da injeção ou uma febre muito alta, podem tomar paracetamol uma hora antes da segunda dose. 

Crianças ao cuidado dos avós: vale a pena vacinar?
As crianças que frequentam o berçário, a creche ou o jardim-de-infância não estão mais expostas a qualquer tipo de meningite do que aquelas que ficam com os avós. 

As bactérias que causam a doença vivem na nasofaringe de uma porção relevante da população sem produzir sintomas. A percentagem de portadores assintomáticos (sem sintomas) varia com a idade, a região e a própria comunidade. As estimativas disponíveis são relativas aos Estados Unidos e apontam para que 5% das crianças sejam portadoras assintomáticas e 24% sejam adolescentes. Portanto, estar com muitas crianças não é um fator de risco, embora uma sala de aula, tal como um escritório, possa favorecer a transmissão. 

Compatível com restantes vacinas
A Bexsero® pode ser administrada em simultâneo com as vacinas do Plano Nacional de Vacinação. Os estudos também garantem que é possível conciliá-la com a vacina pneumocócica conjugada, conhecida como Prevenar 13®. Mas deve ser dada num local do corpo diferente e com seringas diferentes.

Muitos bebés e crianças são também imunizados contra o rotavírus, à margem do Plano Nacional de Vacinação. Não há estudos sobre a compatibilidade, em caso de administração simultânea, entre a vacina contra a meningite B e as duas vacinas disponíveis no mercado para o rotavírus, a Rotarix® e a Rotateq®. 


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