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Como fugir aos aumentos das comissões na Caixa Geral de Depósitos

As comissões na Caixa Geral de Depósitos rondarão os € 62 anuais e as novas contas-pacote podem chegar aos € 112 por ano. Analisámos soluções mais em conta ou mesmo a custo zero.

01 fevereiro 2018
Caixa Geral de Depósitos

Lusa / Mário Cruz

Desde 1 de setembro de 2017 que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) aplica um novo preçário, o que fez disparar as comissões bancárias. Em abril de 2018, o preçário vai subir de novo e  os jovens entre os 26 e os 29 anos detentores do cartão Megajovem perdem a isenção da comissão de manutenção de conta. Quem faz levantamentos de dinheiro com a caderneta passa a suportar um custo de € 1,04 por operação.

Escapar ao pagamento de uma comissão de manutenção será uma missão quase impossível. De fora ficam, por enquanto, os reformados com mais de 65 anos que recebam uma pensão até € 870 e as contas com um único titular até 25 anos. Os restantes clientes serão obrigados a pagar € 61,80 por ano por disponibilizarem o seu dinheiro ao banco, mesmo que domiciliem o ordenado ou a pensão. Só serão poupados se usarem os cartões de crédito e débito pelo menos uma vez a cada três meses. Mas pagarão as anuidades e os custos dos restantes produtos contratados, como cartões de débito (€ 18,72) e até as transferências interbancárias online (€ 0,52 por operação).

Desde o primeiro momento nos manifestámos contra esta injustificável alteração de preçário do banco público e temos denunciado junto das autoridades o sucessivo aumento das comissões em todos os bancos.  

Se é um dos clientes prejudicados pelos aumentos da Caixa Geral de Depósitos, a análise abaixo apresenta algumas soluções para pagar menos ou, nalguns casos, não pagar nada. Caso não encontre uma alternativa, utilize o nosso simulador para descobrir a conta à ordem mais adequada para si.

Poupar nas comissões bancárias

 

Contas S, M e L entre € 31 e € 112 por ano

As alternativas propostas pela Caixa Geral de Depósitos são as novas contas-pacote S, M e L, todas com custos.

Na opção mais económica, a conta S, o cliente suporta € 49,92 para ter acesso a um cartão de débito e apenas 2 transferências interbancárias online por mês. Caso tenha o ordenado domiciliado ou um património financeiro igual ou superior a € 5 mil, o custo baixa para € 31,20 anuais. No outro extremo, a conta L "oferece" as anuidades de dois cartões de débito e dois de crédito, transferências interbancárias online ilimitadas e seguros de acidentes pessoais e de assistência ao lar. Tudo em troca de um valor que pode chegar aos € 112,32 por ano, se não domiciliar o ordenado ou pensão ou tiver um património inferior a 5 mil euros.

A solução intermédia - conta M - difere da L porque limita as transferências a 3 operações por mês e não inclui o seguro de assistência ao lar. Custa entre € 4,16 e € 6,24 mensais.

Como temos denunciado ao longo dos anos, na maioria das contas-pacote o cliente paga por produtos e serviços desnecessários. Antes de aderir, confirme se precisa mesmo dos produtos propostos, como os seguros ou os cartões de crédito.

Soluções mais em conta ou a custo zero

Poupe € 80,52 por ano 

Tem uma simples conta bancária na CGD, sem domiciliação de ordenado ou pensão, e um cartão de débito? Pode ter uma conta isenta de custos de manutenção e sem anuidade do cartão no Banco CTT ou no ActivoBank. Os dois concorrentes permitem poupar, face à Caixa, € 80,52 (€ 61,80 das novas comissões + € 18,72 do cartão de débito).

Poupe € 61,80 por ano

Se recebe o ordenado ou a pensão na CGD, tem cartão de débito e crédito, mas não preenche os critérios de isenção definidos (reformados com mais de 65 anos com pensão até € 835,50 ou contas com um único titular até 25 anos), a única forma de garantir a isenção das despesas de manutenção é usar cada um dos cartões - de débito e de crédito - pelo menos uma vez a cada três meses. Assim, não pagará os € 61,80 por ano das novas comissões. Mas não deixe de ponderar transferir o ordenado ou a pensão para um banco sem custos de manutenção.

Se tiver, por exemplo, menos de 65 anos, receber uma pensão de invalidez e não tiver outros produtos associados à conta, há outras soluções. Já que, uma vez por mês, levanta a pensão no balcão com a caderneta, a melhor opção é o Banco CTT. Não paga comissão de manutenção, pode fazer até 3 levantamentos gratuitos ao balcão por mês e tem direito a um cartão de débito gratuito. A poupança é de € 61,80 por ano, ou seja, € 5,15 por mês. Repare que, se faz parte dos pensionistas que beneficiaram do aumento extraordinário até € 10 por mês atribuído este ano pelo governo, com esta solução evita dar mais de metade do aumento ao banco.

Se for titular apenas desta conta bancária, outra alternativa é pedir a transferência para a conta de serviços mínimos da CGD, que é gratuita.

Poupe € 49,32 por ano

Quem recebe o ordenado na conta, tem um crédito à habitação e um cartão de débito deve analisar bem o caso. Se as condições do crédito à habitação são vantajosas face às outras opções do mercado (por exemplo, tem um spread inferior a 2%), talvez não compense mudar para outro banco. Uma vez que movimenta a conta com o cartão de débito, a melhor opção será subscrever a conta S da CGD, com um custo anual de € 31,20 e 2 transferências online gratuitas por mês. A poupança é de € 49,32 por ano, se compararmos com os € 61,80 por ano das novas comissões.