última atualização: 09/06/2020

Aquecimento Central e AQS: Qual a melhor solução?

Estamos a viver há 2 meses numa moradia de família construída em 1999, com 3 pisos de cerca de 100m2 cada um, com jardim e piscina, com aquecimento central e AQS a gás (é a GASCAN que fornece, obrigatoriamente, toda a urbanização!).As contas são (sempre foram) exorbitantes nos meses de Inverno e, uma vez que a caldeira tem 20 anos, estamos a pensar alterar todo o sistema de raiz e entrar no mundo das renováveis. Sem perceber muito do assunto, ouvimos falar na possibilidade de instalar uma bomba de calor com apoio de solares térmicos e, talvez, fotovoltaicos. Quem sabe para micro-produção? Espaço não falta.

Mas, prioridades: o principal é reduzir custos. Temos 4 WC, distribuídos por todos os pisos, mas os banhos acontecem sempre no piso superior. A caldeira está instalada, atualmente, numa casa de máquinas no exterior ao nível do jardim/piso cave. Somos 2 pessoas (por enquanto), a casa tem gente todo o dia pois trabalhamos a partir daí, e a temperatura de conforto pode ser 19. O isolamento da casa é de paredes duplas com lã rocha no meio e vidros duplos. A casa tem exposição solar, está virada maioritariamente a sul, mas é uma casa fria e relativamente húmida (fica situada no topo de um vale, o mar está a 5km, concelho de Oeiras).

É isto, todo o "food for thought" é bem-vindo. Obrigada 

Sofia

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3 Comentários

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12/02/2020

Olá Sofia,

Podemos afirmar, de acordo com o perfil que nos apresenta, que apesar de ser um investimento mais avultado, a bomba de calor é uma solução a estudar no seu caso.

O seu perfil e necessidades são um fator crucial para a opção por esta tecnologia, tendo esta um custo energético dos mais baixos (equiparado a uma caldeira a pellets). 

Já verificou as potencialidades e desvantagens de cada uma destas opções?

No que diz respeito à solução fotovoltaica, apesar de a bomba de calor ter impacto na conta de eletricidade, o sistema fotovoltaico não pode ser dimensionado de acordo com o consumo no inverno.

Aconselhamos o dimensionamento do sisitema fotovoltaico para que toda a eletricidade que é produzida pelos painéis seja consumida pela casa, durante todo o ano. A eletricidade produzida por intermédio dos painéis é muito superior no verão do que no inverno, altura em que não necessita de aquecer a casa, sendo os seus consumos possivelmente mais baixos.

Assim, se dimensionasse o sistema fotovoltaico apenas de acordo com o consumo no Inverno (de acordo com a bomba de calor) teria um sistema sobredimensionado produzindo muita eletricidade no verão , e que seria enviado para a rede a custo zero.

Ou seja, o seu alto investimento num sistema de autoconsumo não resultava num retorno interessante para si.

Aconselhamos em primeiro lugar a substituição do equipamento de aquecimento ambiente + AQS. A agregação do solar térmico pode ser uma solução viável.

A necessidade de arrefecimento também pode ser um fator importante na avaliação de soluções. 

Esperamos ter ajudado. Caos tenha dúvidas ou questões adicionais, disponha. 

Obrigado,
Equipa Energias Renováveis

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01/03/2020
, Respondeu:

Muito obrigada. Continuamos a estudar as várias soluções. Já nos disseram que outra solução seria comprar uma caldeira nova mas mudar o tipo de gás: passando da GASCAN para as bilhas de 45kg (em princípio o gás natural não seria opção nesta urbanização mas ainda vamos tentar explorar junto do condomínio). E, em acréscimo, usar um solar térmico para amparar a parte das águas quentes sanitárias. O investimento inicial seria menor, mas não percebemos ainda se a longo prazo compensa.

Segunda alternativa, a bomba de calor, conforme falamos aqui inicialmente (embora um representante da Vulcano nos tenha assustado com os preços).

Soubemos ainda da existência de bombas de calor híbridas, mas o investimento seria muito superior e coloca-se ainda o mesmo problema do gás ser GASCAN (8x superior ao gás natural!).

Quanto mais pesquisamos mais informação contraditória surge. Não está fácil e urge tomar uma decisão.

Melhores cumps,

Sofia Moura Branco

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09/06/2020
, Respondeu:

Cara Sofia,

Indica que a casa é isolada e tem vidros duplos mas... é fria? Porquê? Se calhar não está assim tão isolada quanto isso e as janelas, apesar de duplos, são energicamente ineficientes - é um erro comum pensar-se que lá porque a janela tem vidros duplos, é eficiente...

Em vez de começarem a gastar muito dinheiro na troca de equipamentos - estes, que indicam, implicam avultados investimentos - não investigam o porquê da habitação ser fria. Será das evolventes opacas (paredes, tetos, pavimentos...)? Será das janelas? O sotão está isolado? Se sim, como?

A ideia que queremos passar é que se a habitação não consegue conservar a energia no seu interior, trocar de sistema de climatização apenas irá atenuar o problema - continuará a ter de gastar a mesma energia para garantir o conforto dentro da habitação...

Analise se é possível trocar as janelas por outras energicamente eficientes (oscilo-batentes, com caixilharia eficiente e vidros com composições adequadas à exposição solar...). É possível isolar o sotão? É uma zona utilizável da habitação? Há uma cave? O teto da cave está isolado? E as paredes exteriores? É possível aplicar um ETICS na habitação?

Para confundir um pouco mais, sugeríamos a adoção de uma caldeira a pellets no vosso caso, como elemento de apoio a um sistema solar térmico para a produção de AQS. Assim, mantinham os radiadores e todo o circuito da atual caldeira a gás, deixavam de usar o gás (que deve ter um preço de kWh muito pouco interessante) e, na parte da AQS, gozavam do sistema solar térmico para vos providenciar 70% das necessidades anuais de AQS.

A Equipa Energias Renováveis

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