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WhatsApp, Messenger e companhia: analisámos apps com videochamada

Portugal começa a sair de casa, mas nem todas as relações estão a ser desconfinadas. Analisámos oito das mais populares apps de comunicação com videochamada, para falar com familiares e amigos.

  • Dossiê técnico
  • Pedro Mendes e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
28 maio 2020
  • Dossiê técnico
  • Pedro Mendes e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
Mulher a fazer videochamada através do smartphone

iStock

As aplicações com videochamada foram uma opção muito procurada para suprir de mimos quem deles precisou durante a quarentena, e continuarão previsivelmente a ter grande utilidade. Analisámos oito das mais populares, todas gratuitas, e indicamos prós e contras.

Basta um smartphone

Telefonar pela internet tornou-se tão simples quanto prático e, o melhor de tudo, gratuito. E, se, num passado pouco distante, o fazíamos para contactar familiares ou amigos no estrangeiro, hoje, fazemo-lo a toda a hora, graças à difusão das apps de mensagens. Opções como WhatsApp e Messenger permitem estabelecer chamadas de áudio ou de vídeo. Mais: são compatíveis com uma multiplicidade de plataformas, desde o computador ao smartphone ou tablet, por vezes, até com consolas de jogos. Se não for usada uma rede wi-fi, podem gastar dados móveis.

Ainda assim, os smartphones disponibilizam as apps mais completas e fáceis de aceder. A maioria integra tudo o que é preciso para telefonar através da net: microfone, coluna de som, câmara frontal e acesso às redes wi-fi e 4G. Basta instalar uma aplicação à escolha e criar conta. No geral, o número de telefone é o requisito de identificação. A app faz, então, a sincronização da lista de contactos, para indicar quem, dessas pessoas, também a utiliza e, assim, está em condições de receber uma chamada. Aviso: sempre que possível, opte por não sincronizar todos os contactos de uma só vez, para proteger a sua privacidade e a dessas pessoas. O melhor é adicionar, um a um, quem pretende contactar.

A obrigação de usar a mesma aplicação para estabelecer uma videoconferência pode ser limitadora e levar à preferência pela solução a que mais familiares e amigos recorrem. Contudo, dir-se-ia que WhatsApp e Messenger são praticamente universais entre os portugueses, e Skype encerra o pódio da popularidade.

Atenção ao plafond de dados

O nosso teste incluiu ainda a medição do consumo de dados de cada chamada, quer estabelecida através de wi-fi, quer da rede móvel. Com a exceção da Messenger, em que a diferença é bastante reduzida, todas as aplicações adaptam o consumo, durante as videochamadas, ao tipo de rede.

As nossas medições revelaram que um normal plafond de 2 GB pode ser derretido em pouco mais de uma hora de videochamada, no caso de apps gastadoras, como a Signal e a Viber. Mas estas são as exceções e, no geral, os consumos são bastante inferiores. Na WhatsApp, por exemplo, 10 horas de videochamada não devem consumir mais do que 150 MB. Para saber quanto gasta, vá ao separador “Chamadas” e carregue naquela que pretende consultar. Em baixo da duração, está o consumo de download e upload.

Independentemente da app escolhida, faça as chamadas de vídeo, de preferência, através de uma boa rede wi-fi, isto é, estável e com largura de banda suficiente. Quando estas condições não estão asseguradas, ou se for usada uma rede móvel com cobertura fraca, não há milagres: a qualidade do vídeo também diminui.

A questão da rede já não é tão crucial nas chamadas de áudio. Os nossos testes mostraram que 2 GB são mais do que suficientes para uma dúzia de horas ao telefone com a app mais devoradora de dados.

Limite o acesso das apps às suas informações

Muitas apps reclamam o acesso à câmara, ao microfone, à lista de contactos e a outros dados do telefone. Alegam que, sem esta permissão, não podem funcionar. Em muitos casos, o pedido até se justifica. Mas nada impede o utilizador de restringir o acesso a aspetos menos evidentes para o funcionamento das apps. É o caso da localização do telefone. Até porque muitas apps não são transparentes quanto à utilização dos dados. Financiada através de doações, a Signal diz-se segura. Mas outras podem encontrar interesse económico nos dados dos utilizadores. E, se, por um lado, os dados que enviam para os seus servidores estão encriptados, por outro, existem apps, como Skype, Snapchat e Viber, que também os partilham com terceiros, ainda que a última permita ao utilizador bloquear o envio.

Videochamadas de grupo na WhatsApp

Toda a gente conhece a WhatsApp e sabe que permite videochamadas. Mas talvez o que nem todos saibam é que as podem fazer com mais do que uma pessoa em simultâneo.

Videochamada de 1 para 1

whatsapp

O primeiro passo é iniciar a conversa com quem pretende falar. Pode ser um contacto existente na lista ou um novo. Depois, é carregar no símbolo da câmara, no canto superior direito (ver imagem). Do outro lado da linha, ao receber a devida notificação, o destinatário só tem de atender, deslizando o dedo sobre o ecrã do telefone. Não há nada que saber.

Videochamada de grupo

whatsapp

O WhatsApp permite até oito participantes. Pode fazer a videochamada a partir de um grupo. Se este tiver até quatro pessoas, a opção de videochamada aparece, e basta carregar. Tendo mais, há que carregar no símbolo do telefone com o sinal +, para escolher as pessoas a incluir, e carregar no símbolo da câmara, para iniciar a chamada de vídeo, ou no do telefone, para uma chamada de voz apenas.

Também pode fazer a videochamada de grupo abrindo o separador “Chamadas”. Escolha “Nova chamada de grupo” e os contactos que pretende, prima o símbolo da câmara, e já está. A terceira forma é fazer a videochamada a partir de uma conversa individual. Após iniciar o vídeo com essa pessoa, faça “Adicionar participante”, no canto superior direito, e “Adicionar”.

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