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Impressora ganha lugar nos escritórios em casa

A pandemia de covid-19 tornou as impressoras ainda mais populares. Mais de metade dos portugueses tem, pelo menos, uma impressora em casa e muitos destes aumentaram as impressões.

  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho
  • Texto
  • Ana Rita Costa e Filipa Nunes
14 julho 2021 Exclusivo
  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho
  • Texto
  • Ana Rita Costa e Filipa Nunes
pessoa a usar impressora em casa

iStock

Com muitos consumidores a trabalhar e a estudar remotamente, devido à pandemia de covid-19, as impressões em casa tornaram-se mais frequentes para muitos utilizadores de impressoras.

A conclusão é de um inquérito online internacional realizado em maio a utilizadores de impressoras em Portugal, Espanha, Itália e Bélgica. Este inquérito recebeu um total de 4029 respostas válidas (1000 em Portugal) que refletem a opinião e experiência dos inquiridos.

Impressões aumentam com a pandemia

A pandemia de covid-19 veio criar novos hábitos como o teletrabalho e a escola à distância, e, de acordo com o nosso inquérito, veio também aumentar a frequência com que quase metade dos inquiridos usa a impressora que tem em casa.

A maioria (81%) diz usar a impressora menos do que três vezes por semana e apenas 16% podem ser considerados “utilizadores intensivos” (cerca de 1000 impressões por ano). No entanto, no caso de 42% dos inquiridos, as impressões aumentaram com o início da pandemia.

 
Tipo de utilizador por frequência de impressão (páginas).

Além disso, 58% das famílias com crianças inquiridas no âmbito deste estudo revelam que desde que a pandemia de covid-19 começou, o número de impressões em casa aumentou. Já outros 47% passaram a usar a impressora de casa por motivos profissionais com maior frequência durante o confinamento.

HP é a marca de impressoras mais popular

A HP, a Epson, a Canon e a Brother são as marcas de impressoras com maior presença nas casas dos portugueses inquiridos, representando, em conjunto, cerca de 95% de quota de mercado, mas a HP é a preferida (57%). Uma tendência que se verifica, também, nos restantes países onde realizámos o estudo.

Marcas de impressoras com maior presença na casa dos portugueses inquiridos 
Marcas de impressoras com maior presença na casa dos portugueses inquiridos.

Em Portugal, o preço médio das impressoras que os consumidores inquiridos têm em casa, e que mais utilizaram nos últimos 12 meses, é de 133 euros. 81 por cento destas são impressoras a jato de tinta. As outras 19% são impressoras a laser. Além disso, 18% destas impressoras foram adquiridas durante o período da pandemia (em 2020 ou 2021). Uma grande maioria dos utilizadores de impressoras (93%) tem uma impressora multifunções (com função de imprimir, copiar, digitalizar, etc.), mas as características consideradas mais importantes são a função de scanner, a possibilidade de fazer cópias, a ligação wi-fi e a impressão automática de frente e verso.

Quase todos os inquiridos (97%) usam a impressora, sobretudo, de forma “tradicional”, através do computador, mas também há quem imprima a partir do smartphone (34%), do tablet (13%) ou de uma pen USB (14%).

Sem medo de experimentar tinteiros compatíveis

Para comprar tinteiros, 56% dos utilizadores de impressoras inquiridos recorrem, sobretudo, a lojas de cadeias de distribuição. Para 14%, o canal preferido é o online.

Uma grande maioria dos inquiridos (78%) afirma já ter experimentado tinteiros compatíveis. Destes, mais de metade (53%) refere que já comprou mais do que uma marca e 44% confessa que planeia experimentar outras marcas alternativas no futuro. Outros 37% já usaram, também, tinteiros reciclados e 16% já recorreram a serviços de recarregamento de tinteiros.

Ainda assim, entre os consumidores que afirmam já ter usado tinteiros alternativos, apenas 33% admitem fazê-lo com regularidade. Quanto aos inquiridos que nunca usaram tinteiros compatíveis (22%), muitos dizem ter receio de que estes possam danificar a impressora ou justificam a decisão pelo facto de estarem satisfeitos com os tinteiros originais.

Por que motivo nunca experimentou tinteiros compatíveis (ou alternativos)?

 

Tinteiros compatíveis ganham no preço, mas não na qualidade da impressão

No que diz respeito à satisfação global dos consumidores, não existem diferenças significativas entre tinteiros originais e tinteiros alternativos. Numa escala de 1 a 10, os inquiridos portugueses pontuam a sua satisfação global com os tinteiros originais e com os tinteiros alternativos em 6,7 e 6,6, respetivamente.

No caso dos tinteiros originais, 66% dos inquiridos indicam estar muito satisfeitos com a qualidade da impressão. Contudo, os níveis de satisfação baixam quando o tema é preço ou a duração do tinteiro, com apenas 23% e 28%, respetivamente, a revelarem estar muito satisfeitos.

Já entre os utilizadores que já experimentaram tinteiros compatíveis, os níveis de satisfação com a qualidade da impressão são mais baixos, com apenas 40% a revelar-se muito satisfeito. No entanto, quando questionados sobre o preço, quase metade (46%) afirma estar muito satisfeito. Além disso, a satisfação com os tinteiros compatíveis é ainda maior no caso dos consumidores que já experimentaram mais do que duas marcas de tinteiros alternativos.

Apesar disso, são apenas 25% os consumidores que já utilizaram tinteiros compatíveis que afirmam nunca ter tido um problema com esta alternativa. 46% já tiveram, por exemplo, problemas com o reconhecimento do tinteiro pela impressora.

Que problemas já teve com tinteiros compatíveis?

Impressoras HP bloqueiam tinteiros alternativos

Quase metade dos inquiridos (41%) instalou atualizações na impressora nos últimos 12 meses. Entre os utilizadores de impressoras da HP, 21% indicam ter tido problemas a usar tinteiros compatíveis depois de instalar as atualizações da marca.

A marca obriga a uma atualização de firmware que gera uma mensagem de erro ao tentar instalar tinteiros alternativos nas impressoras HP, obrigando os consumidores a comprar os tinteiros originais da marca, que são mais caros. Esta prática levou a autoridade da concorrência de Itália a sancionar a HP, em 2020, com uma multa de 10 milhões de euros por práticas desleais e enganosas, com base na diretiva sobre práticas desleais da União Europeia.

A Euroconsumers, organização da qual a DECO PROTESTE faz parte, solicitou recentemente um esclarecimento à HP Inc. sobre esta prática comercial com o objetivo de perceber de que forma podem os consumidores ser ressarcidos pelos prejuízos causados.

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