Antivírus: qual a melhor versão gratuita?
Há programas gratuitos eficazes e que protegem o computador da grande maioria das ameaças. A DECO PROteste analisou os principais antivírus gratuitos e indica quais escolher.
Chegam a computadores e telemóveis as mais variadas ameaças, devido a links inseridos em mensagens de texto ou e‑mails, ou a downloads que aparentam ser legítimos. A verdade é que muitos ataques informáticos passam despercebidos aos utilizadores.
A solução passa pela utilização de um antivírus. Ao atuar em tempo real, monitoriza a atividade do sistema, para bloquear ficheiros ou ligações suspeitas, antes de causarem danos. Tal é de extrema importância, sobretudo para quem faz operações bancárias online, armazena dados sensíveis ou quer proteger as credenciais de acesso aos serviços online. Saiba como e qual escolher.
Como escolher um antivírus?
Há vários aspetos a considerar na escolha.
- Para proteger os dispositivos de forma eficiente tem de detetar malware e vírus, identificando tanto ameaças conhecidas como novas.
- Deve ainda proteger contra ransomware (roubo de dados para posterior pedido de resgate), para evitar o bloqueio de ficheiros ou pedidos de resgate. E defender de phishing, ao detetar e bloquear sites falsos que tentam roubar dados pessoais.
- O antivírus deve ter um baixo impacto no sistema operativo, consumindo poucos recursos, sem abrandar o computador durante as tarefas normais.
- Certas funcionalidades adicionais são uma mais‑valia, como firewall, proteção para navegação e compras online, gestão de palavras‑passe ou cópias de segurança automáticas.
- Há ainda que analisar as atualizações, se existe apoio técnico, a existência de publicidade e a política de privacidade.
Antivírus na versão gratuita ou paga?
O Windows inclui um antivírus – o Microsoft Defender – que oferece proteção em tempo real contra vírus, malware, ransomware e outras ameaças. Por estar integrado no sistema operativo, garante atualizações automáticas rápidas, um impacto mínimo no desempenho e uma experiência fluida para o utilizador.
Os testes feitos pela DECO PROteste demonstraram que o Microsoft Defender tem tido bons resultados na deteção de malware tradicional. Contudo, apresenta limitações na proteção contra phishing e links maliciosos em navegadores. Nestes casos, os antivírus externos são mais eficazes. Ainda assim, para utilizadores que mantêm as boas práticas de segurança, o Defender oferece uma proteção conveniente e sem custos adicionais. Este antivírus, inclui uma firewall, controlo parental e proteções contra exploits (software que explora uma vulnerabilidade de um computador) além de outras funcionalidades que garantem a segurança da conta da Microsoft. Outra vantagem é a ausência de anúncios.
Já para utilizadores que procuram uma maior proteção, convém complementar com um antivírus externo. Para escolher, há que analisar se uma versão gratuita é suficiente ou se convém pagar.
Segundo testes realizados ao longo de anos, há soluções gratuitas que têm demonstrado uma capacidade de detetar malware comparável à das versões pagas, sobretudo em ambiente Windows. O inconveniente de algumas versões gratuitas é terem menos funções, ausência de apoio técnico e incluírem publicidade. Em geral, as versões gratuitas falham em áreas como a proteção contra phishing, segurança em redes wi‑fi públicas, ausência de firewall e atualizações em tempo real menos frequentes.
A DECO PROteste analisou os principais antivírus gratuitos e indica quais escolher. Para utilizadores que querem uma proteção básica com um baixo impacto no dispositivo e sem anúncios, o Bitdefender Free e o Microsoft Defender são as melhores opções. Já quem prefere funcionalidades extras (como scanner de wi‑fi ou proteção de navegação) e aceita publicidade moderada, o Avast Free e o Avira Free oferecem um pacote mais completo. O AVG Free é bom meio‑termo, com proteção eficaz e bom desempenho, mas com algumas promoções internas.
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