Venho por este meio apresentar reclamação contra a administração/empresa AFM – Gestão de Condomínios (NIF: 901356557), responsável pela gestão do condomínio do prédio onde resido, pela forma inadequada como foi (ou não foi) tratada uma situação grave de infiltrações na minha fração.
Na sequência da tempestade Kristin ocorrida no dia 28 de janeiro de 2025, verificou-se a queda de telhas e chapas do telhado do edifício, situação que deu origem, desde o dia seguinte, a infiltrações graves, contínuas e ativas na minha cozinha e marquise, com danos já visíveis no interior da habitação.
A situação foi comunicada de imediato à gestão do condomínio. No entanto, durante vários dias fui informada apenas de que estariam a “dar pressão” às entidades responsáveis pela reparação, não tendo sido efetuada qualquer deslocação ao local para avaliação ou intervenção.
Posteriormente, fui surpreendida com a alegação por escrito de que teriam ido “imediatamente ao prédio” e que alguém teria “minimizado os estragos”. Tal não corresponde à realidade, uma vez que não foi colocada qualquer lona no telhado, não houve contenção das infiltrações e a água continuou a entrar ativamente na minha fração e nos espaços comuns do prédio, sendo necessário recorrer a recipientes no interior da habitação.
Acresce ainda que, em contacto telefónico com a responsável pela administração, fui alvo de um atendimento rude e intimidatório, tendo sido inclusive feita referência a que este prédio poderia ser tratado “em último lugar”, o que considero absolutamente inaceitável.
Desloquei-me posteriormente às instalações da empresa para expor a gravidade da situação e manifestei total disponibilidade, junto da gestora que me atendeu, para colaborar na sua resolução, incluindo a possibilidade de ir buscar lonas para que a equipa competente pudesse proceder à sua colocação provisória no telhado, de forma a minimizar os danos. No entanto, a responsável pela administração manteve uma postura rude, arrogante e pouco profissional, não permitindo uma comunicação adequada.
Quando solicitei a apresentação do Livro de Reclamações, a administradora adotou um discurso de carácter intimidatório, referindo que iria solicitar um orçamento para a reparação do telhado e que, caso o mesmo não fosse aprovado, “não iriam fazer nada”, demonstrando uma atuação de má-fé e total desconsideração pelos danos que continuam a ocorrer na minha habitação.
Considero que a empresa não atuou com a diligência exigida na gestão e conservação das partes comuns do edifício, não assegurou medidas mínimas de contenção dos danos e adotou uma postura intimidatória perante uma condómina que apenas procurava resolver uma situação urgente e devidamente fundamentada.
Solicito que esta situação seja analisada pelas entidades competentes e que sejam tomadas as medidas consideradas adequadas para garantir o cumprimento das obrigações legais inerentes à atividade de administração de condomínios.