Apresento reclamação contra a empresa Indux, contratada em março de 2025 para a substituição integral do telhado da minha habitação.
A obra tinha um prazo estimado de execução de 7 a 15 dias úteis (com entrega de um cronograma de obra antes do início da mesma, que nunca se verificou) e garantia contratual de 60 meses. No entanto, durante mais de 7 meses verificou-se um incumprimento reiterado e sistemático das obrigações assumidas.
Desde o início dos trabalhos ocorreram:
- Ausência total de planeamento formal e cronograma, apesar de prometido;
- Interrupções prolongadas e injustificadas;
- Comparecimentos esporádicos e sem continuidade, sem aviso e sem atenderem chamadas telefónicas;
- Incumprimento sucessivo de datas de conclusão indicadas pela própria empresa ( algo que exigi passados 2 meses de obra e praticamente evolução nula);
-Falta de resposta consistente às comunicações escritas;
- Desresponsabilização perante falhas evidentes de execução.
A obra, que deveria ter sido concluída em poucas semanas, prolongou-se durante mais de 7 meses sem qualquer evolução consistente, com defeitos graves e com entulho acumulado durante todo este tempo.
Para além do atraso grave, a execução revelou defeitos técnicos sérios e inaceitáveis, comprometendo a segurança e a habitabilidade do imóvel, nomeadamente:
- Parede executada sem reboco adequado, permitindo infiltrações diretas de água para o interior da habitação e comprometendo a estanqueidade do telhado;
- Deficiente solução de escoamento das águas pluviais;
- Chaminé danificada durante a intervenção e não devidamente reconstruída antes da colocação da subtelha;
-Aplicação de espuma expansiva numa zona de lareira (fonte de ignição), criando risco potencial;
- Acumulação prolongada de entulho e materiais perigosos no local.
Como consequência direta da negligência da empresa e da exposição prolongada do imóvel às intempéries, ocorreram infiltrações significativas que provocaram:
- Danos em equipamento eletrónico;
- Danos graves na instalação elétrica;
- Acumulação de água no teto falso;
- Risco real de curto-circuito e comprometimento da segurança dos residentes;
- Necessidade de demolições interiores e reparações técnicas para reposição das condições mínimas de segurança.
Todas estas situações foram comunicadas por escrito, acompanhadas de registos fotográficos e vídeo, sem que tivesse existido resolução efetiva.
Perante a ausência total de resposta e a aproximação do mês de dezembro, mantendo-se a obra inacabada, tecnicamente deficiente e colocando em risco a segurança dos residentes, fui forçada a expulsar a empresa da obra e a contratar outro empreiteiro para a sua conclusão.
A nova equipa concluiu e retificou integralmente os trabalhos no prazo de duas semanas, corrigindo as falhas técnicas anteriormente executadas.
Os factos descritos configuraram incumprimento contratual grave, execução defeituosa da obra e responsabilidade pelos danos materiais causados.
Toda a documentação comprovatória encontra-se organizada e disponível para análise.