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Piolhos e lêndeas: soluções para acabar com a comichão

23 setembro 2021
mão a passar pente no cabelo para eliminar piolhos

Assíduos e pontuais nas cabeças das crianças em idade escolar, piolhos e lêndeas podem ser eliminados com pediculicidas. Testámos nove produtos, dos quais apenas três revelaram grande eficácia. Receitas caseiras à base de maionese ou vinagre são perda de tempo.

Não voam nem saltam. Tão-pouco são sinónimo de falta de higiene. A comichão tende a ser sinal de que os piolhos se instalaram numa cabeça inocente. Mas pode não ser diagnóstico suficiente. Há, por isso, que proceder a apurada inspeção da cabeleira.

Apesar de a pediculose, nome por que é conhecida a infestação por piolhos, poder afetar qualquer escalpe de cabelos semeado, os mais tenros são os preferidos. Não tem que ver com a idade, mas com os hábitos da miudagem. Molhos de crianças a rebolar no chão do recreio são cenários potenciadores de infestação. Como os piolhos não voam nem saltam, só por contacto entre cabeças podem atacar de um escalpe ao seguinte.

E é por promoverem o encontro de cabeças que as selfies criam também condições para o florescimento destes parasitas, que precisam, como quaisquer outros, de um hospedeiro que lhes assegure a sobrevivência. Num ambiente povoado de cabelos, resistem 20 a 30 dias. Fora dele, não vão além das 24 a 48 horas. Daí não ser certo que o contacto com objetos contaminados, como chapéus, escovas ou almofadas, resulte em propagação. Longe do hospedeiro, os piolhos desidratam com rapidez.

Enquanto não é desalojada do hospedeiro, cada fêmea tem o dom da multiplicação, à razão de quatro a seis ovos por dia. Conhecidos como lêndeas, estes ovos dão origem a novos insetos sete a dez dias depois, os quais podem libertar mais ovos, e assim sucessivamente.

Apesar de a infestação por piolhos ser benigna, não se resolve de forma espontânea e, por vezes, se não for tratada, degenera em infeção no couro cabeludo. Há que cortar o mal pela raiz, o que não significa que seja preciso recorrer à clássica carecada. Há opções eficazes contra piolhos e lêndeas. Descubra-as no nosso comparador.

Quanto a receitas caseiras, o melhor é esquecer. Deixe o vinagre, a maionese e o óleo de coco para saladas e outros menus, que vai mais bem servido. Contra os parasitas, revelam poucos sinais de eficácia. E o mesmo vale para pentes elétricos, caros e com poucas provas dadas. Ambas as estratégias falham em especial contra as lêndeas.

Opções mais eficazes contêm pediculicidas

Nenhum produto é capaz de prevenir uma infestação. Portanto, se lhe tentarem vender repelentes para piolhos, recuse educadamente. Os parasitas não se deixam impressionar por odores fortes e desagradáveis. A única forma de mantê-los à margem é evitar o contacto com cabeças contaminadas, o que, no caso de gente de palmo e meio, se torna quase impossível. Mas pode manter uma atitude vigilante, sobretudo se lhe chegarem à caixa de correio eletrónico aquelas mensagens da escola, a dar conta de “intrusos” nas salas de aula.

Durante essas fases, passar um pente fino pelo cabelo molhado, a cada três dias e durante duas semanas, pode ser boa ideia. Há-os só para piolhos, além de outros que também capturam as lêndeas. Evidentemente, não são tóxicos, mas também não resolvem o problema à primeira. Disciplina e paciência é o que se quer, tanto de pais quanto de filhos. Conselho de amigo: antes de usar o pente, experimente passar amaciador no cabelo, de modo que aquele deslize sem protestos da criança.

Se as precauções não surtirem efeito, o remédio é avançar para um produto contra os piolhos. Existem várias fórmulas destinadas a sufocar os parasitas. As que recorrem a silicones, como o dimeticone, resolvem o assunto e não envolvem toxicidade, pelo que são preferíveis. Já outros sufocantes, como o miristato de isopropilo, não mostram competência no extermínio.

De acordo com a literatura, os produtos mais eficazes são os que incluem pediculicidas como a permetrina, ou seja, ingredientes capazes de eliminar quimicamente lêndeas e piolhos. Têm, contudo, alguns inconvenientes: podem causar reações alérgicas em couros cabeludos mais sensíveis e suscitar a resistência dos parasitas, à semelhança das bactérias, que podem adaptar-se e resistir aos antibióticos. Já foram observados destes fenómenos em França, no Reino Unido e na República Checa. Portanto, o uso de pediculicidas deve ser criterioso.

Pentes elétricos pouco eficazes contra parasitas

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