Notícias

Cartões de débito: mais de € 15 em anuidade

24 outubro 2016
O Deutsche Bank é o que tem o cartão de débito mais caro: custa 26 euros por ano. Em bancos como o ActivoBank e o Banco CTT, os cartões Multibanco continuam a ser gratuitos.

24 outubro 2016
As anuidades dos cartões de débito subiram, em média, 28% de 2015 para 2016. O recordista é o Deutsche Bank, onde um cartão Multibanco custa 26 euros por ano. Alguns cartões de crédito dual revelam-se opções mais baratas.

Início

Os cartões de débito começaram por ser oferecidos pelos bancos aos clientes, mas atravessam uma fase de encarecimento descontrolado. Em 2016, a anuidade do “cartão Multibanco” ronda, em média, os € 15,17 e está 28% mais cara do que em 2015. Um aumento que ultrapassa em 56 vezes a subida da inflação.

O Deutsche Bank é o banco com a anuidade mais cara e que mais subiu: de € 10,4 em 2015, passou para € 26, um aumento de 150 por cento. No “pódio” dos cartões com anuidades mais caras estão a Caixa Geral de Depósitos, que cobra € 18,72, o Millennium BCP e o Novo Banco, cujos cartões de débito custam ambos 17,68 euros.

O ActivoBank e o Banco CTT são os únicos que disponibilizam o cartão de débito gratuitamente. O Banco BiG cobra a comissão mais baixa, de € 7,80, um valor que se mantém inalterado há 7 anos. No grupo dos bancos que não aumentaram as anuidades dos seus cartões no último ano integram-se, além do BiG, o BIC, o BPI, o Bankinter (antigo Barclays) e o Santander Totta.

Parece uma contradição, mas descobrimos que alguns cartões de crédito simples e duais podem ficar mais baratos. Conheça-os no menu lateral e saiba que cuidados ter com estes produtos. Visite também o nosso simulador para saber quais os cartões de crédito mais adequados para o seu perfil.

As conclusões são de um estudo recente, em que recolhemos as anuidades dos cartões de débito cobradas por 17 bancos e as comparámos com os valores praticados há 7 anos. Nesta análise confrontámos ainda o preço destes cartões com o dos cartões de crédito das mesmas entidades. De fora ficaram os cartões integrados nas contas pacote ou ordenado, cujos encargos costumam estar incluídos na comissão associada à conta.

 
De 2015 para 2016, as anuidades subiram em média 28 por cento. Comparativamente aos valores de 2009, o aumento médio foi de 120 por cento.
A nova subida das anuidades comprova e reforça a necessidade de impor limites ao custo das anuidades dos cartões de débito. Como demonstra o nosso estudo, estes aumentos sucessivos parecem acontecer de forma descontrolada.

Considerando apenas os cinco bancos com maior quota de mercado (BPI, Novo Banco, Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Santander Totta), a média das anuidades atinge os € 16,94, tendo os consumidores despendido mais 10% do que no ano passado. Já os clientes do Banco Popular, do BBVA e do Crédito Agrícola tiveram de desembolsar mais 50% do que em 2015.

Se a comparação for feita com os valores praticados em 2009, as variações percentuais chegam aos três dígitos: 120%, considerando todos os bancos estudados, e 135% se incluirmos apenas os cinco maiores bancos no País. De forma global, trata-se de um aumento médio superior a 10% por ano. Ao nível individual, o Deutsche Bank é, mais uma vez, o recordista: o banco alemão agravou em 271% o custo do seu cartão de débito desde 2009, quando custava 7 euros.

em setembro de 2015 estudámos a evolução do custo dos cartões de débito e concluímos que custavam quase mais 55% do que em 2011. Contactámos então o Banco de Portugal, o Ministério das Finanças e a Assembleia da República para pedir a introdução de limites a estes aumentos. Mais de um ano depois, e apesar de termos reforçado o nosso pedido, o silêncio mantém-se.

Imprimir Enviar por e-mail