última atualização: 02/02/2017

Perda de pressão em tubos de vácuo, instalados em solar témico

Boa tarde!

Em 2010 adquiri um sistema solar térmico para aquecimentos das águas sanitárias e aquecimento central. 
Como a empresa responsável pela solução fechou portas, por volta de 2012, a instalação deixou de ter assistência, a partir dessa altura.

No dia 5 outubro de 2015, um pico de corrente, que originou uma avaria do motor do sistema de filtragem da piscina, para onde é canalizado o calor produzido em excesso, pelo solar térmico, através de um dissipador, instalado no referido sistema. Esta situação levou a que o solar térmico entrasse paragem por sobreaquecimento, provocando danos em diversos componentes.

A ‘reparação’ viria a ser realizada no dia 16 de fevereiro de 2016, por uma ‘empresa especializada’, que elaborou, previamente, um diagnóstico do equipamento e da avaria, identificou os componentes danificados e aspetos a melhorar, para tornar a instalação mais segura e fiável. 

A intervenção resultou na substituição dos diversos componentes danificados e na instalação de uma válvula de enchimento automático, para limitar o risco de repetição da ocorrência, que tinha estado na origem da situação, tal como proposto pelo reparador….

No início de setembro, fui alertado para uma escorrência na caleira do telhado do anexo, onde estão instalados os painéis solares, que não era resultado da condensação ou da chuva, mas de perdas de liquido com origem nas juntas que, entretanto, se tinham tornado evidentes (…) e não haviam sido objeto de qualquer intervenção!
Questionada, por email no dia 2 de setembro de 2016, a empresa reparadora rejeitou qualquer responsabilidade na situação, alegando que nada havia sido detetado, aquando da realização do diagnóstico ao equipamento!

Como o sistema deixou, praticamente, de funcionar, devido à perda de pressão dos tubos de vácuo que, entretanto, se acentuou, necessito, por um lado, de uma opinião técnica acerca da opção da empresa de não proceder, ainda que preventivamente, à substituição/reforço das juntas nos painéis, tendo em conta o calor, anormalmente elevado, a que foram sujeitos aqueles elementos, e atendendo ao facto dos custos da reparação terem sido suportados pela seguradora, que nesta altura não irá reabrir o processo e, por outro, de apoio para encontrar uma empresa ou um técnico com conhecimentos e meios para proceder à reparação das juntas e à reposição dos níveis do liquido solar, uma vez que já fiz diversos contactos, sem sucesso.

Descrição do sistema solar térmico – elementos fornecidos pelo instalador:

 Solução composta por “Coletor inteligente com certificação Solar Keymark (Fruhling) - 40 tubos de vácuo com “heat pipe “. Tanque pressurizado 300L; aço 304 com dupla vitrificação, pressão de trabalho ate 10 bares, isolamento em poliuretano rígido, apoio e ânodo de magnésio; controlador/fonte de calor: Painel eletrónico, Centralina computorizada, conjunto de sondas termométricas, bomba de circulação, manómetro de pressão, válvula de enchimento, pressão e temperatura, purgador 180o., vaso de expansão e válvula termostática e um Permutador de placas tubular em titânio 40Kw

Agradecendo a atenção dispensada e os V/comentários, envio

Cordiais cumprimentos

Luís Martins

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3 Comentários

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01/02/2017
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Boa noite, Luís Martins

Concordo com o Ricardo Pereira quando afirma no ponto 2º) que deverá equacionar a troca do coletor danificado por dois coletores planos seletivos.

A não ser que precise de temperaturas elevadas, o coletor de tubos de vácuo não lhe apresenta qualquer vantagem e as suas temperaturas de estagnação muito elevadas são um problema.

Por outro lado, não pretendendo criticar o trabalho de terceiros sem sequer ter todos os dados, se o enchimento automático que colocaram foi no lado do primário do circuito solar, espero que não seja uma ligação direta da rede de água. Se for esse o caso, o circuito deverá estar cheio de água, sem qualquer proteção contra a congelação.

Por esse motivo e uma vez que não necessitará de alterar a restante instalação, a opção por coletores planos seletivos, poderá ser a melhor opção.


Cumprimentos

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23/01/2017
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Bons dias.

A situação que descreve é, na sua globalidade, complicada e bastante sensível.

Deixaremos aqui alguns conselhos com o objetivo de o poder orientar nos próximos passos:
1º) tentar contactar a marca do colector solar para que possa verificar se existe algum instalador recomendado para a zona onde o sistema se encontra instalado ou para Portugal;
2º) estudar e comparar a viabilidade da reparação das juntas do colector com a substituição do colector solar de tubos de vácuo por um colector solar novo (plano selectivo). Aqui, poderá sair-lhe mais barato proceder à substituição direta do colector de vácuo por um colector plano selectivo e com isto ter outro tipo de garantias (a garantia de ter um colector novo no telhado e a eliminação da incerteza de eventuais reparações no colector de tubos de vácuo). Se for viável, poderá eventualmente estudar a possibilidade de ter o sistema solar térmico, com o novo colector plano selectivo, a funcionar como drain-back - mesmo que tenha de proceder a algumas adaptações técnicas na restante instalação;
3º) não temos como recomendar nenhum instalador ou empresa técnica na área do solar térmico... Apenas podemos aconselhar que procure empresas alguma experiência na área, que trabalhem diretamente com marcas de renome e qualidade. Procure consultar o maior número de empresas possível para que fique com uma ideia clara das suas possibilidades e da viabilidade das soluções (reparação do atual colector de tubos de vácuo ou a conversão para um sistema drain-back com instalação de um novo colector plano selectivo);

Obrigado,

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02/02/2017
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Boa noite, Ricardo Pereira
A sua resposta, que aproveito para agradecer, deixou-me ainda mais apreensivo, pois o facto de sugerir que avalie também a hipótese da substituição do equipamento, leva-me a concluir que tem dúvidas quanto à viabilidade da manutenção dos atuais painéis, após o sobreaquecimento a que estiveram sujeitos!
Tendo em conta a situação, pretendo solicitar a reabertura do processo, junto da companhia de seguros, com o propósito de proceder à reparação/substituição dos painéis, caso comprove existirem fortes probabilidades da avaria que deixou a instalação, novamente, inoperacional, estar relacionada com o sobreaquecimento a que os equipamentos estiveram sujeitos aquando da avaria ocorrida em outubro de 2015.
Para tal, necessitaria de saber se, em circunstâncias como as que originaram a paragem da instalação, recomendaria, sinda que preventivamente, a realização de uma intervenção nos painéis, de forma a evitar consequências futuras, como aquelas que descrevi e se as situações descritas podem ou não estar relacionadas, havendo entre elas uma relação causa-efeito?
Agradecendo, mais uma vez, a atenção dispensada e na expetativa das suas notícias, envio
Cordeais cumprimentos,
Luís Martins