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Rolo de cozinha: maioria passou nas provas

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Grande parte dos 18 rolos de papel de cozinha que testámos resistem aos líquidos e são eficazes a absorvê-los. O impacto ambiental faz-se sentir. Ainda que se trate de um produto descartável, há modelos que caminham para uma maior sustentabilidade.

08 março 2022
Rolo de papel de cozinha em cima de uma bancada de cozinha

iStock

Resistentes, absorventes, fáceis de rasgar no local exato da perfuração e incólumes durante a utilização e até quando se molham. Foi com esta definição do papel de cozinha perfeito que enviámos 18 amostras de rolos de cozinha para laboratório. A maioria ultrapassou os obstáculos colocados pelos aparelhos que avaliam a absorção de líquidos, a resistência (com o papel húmido e seco), a espessura e a facilidade com que se deixam manusear. E, embora o impacto ambiental ainda seja significativo nalguns casos, fabricantes há que desenvolvem os seus produtos com vista a atenuar este aspeto. Prova disso é termos atribuído o título de Escolha Verde, um selo concedido aos produtos que aliam um bom desempenho (mínimo de 65% na Qualidade Global) a um impacto ambiental reduzido. 

Faça escolhas sustentáveis

Além disso, comprar rolos de cozinha com menor impacto ambiental já não tem uma relação de causalidade obrigatória com despender mais dinheiro por um produto de qualidade duvidosa. Várias amostras com Rótulo Ecológico Europeu distinguiram-se nos testes laboratoriais, outras conseguem conciliar bons resultados com um custo reduzido. Um progresso para um melhor ambiente.

O papel só pode ser reciclado quatro a seis vezes antes que as fibras fiquem muito curtas e fracas, havendo então a necessidade de adicionar uma parte de fibras virgens. Apenas uma pequena quantidade dos produtos que testámos são feitos de material 100% reciclado, daí que seja importante procurar produtos com certificação FSC ou PEFC. De preferência, procure os rolos com embalagem de papel ou de plástico reciclado. Tão importante quanto o conteúdo, é o seu embrulho.

Rótulo: escolha informada

Um bom rótulo deve indicar o número de folhas (camadas) e de serviços por rolo e a quantidade de rolos por embalagem. Há que constar também o comprimento do rolo (m), a dimensão da folha (cm), a gramagem do papel (g/m2), a percentagem de fibras e de material da embalagem reciclados, quando aplicável, e o material de que a embalagem é feita. As certificações ambientais e a referência clara à aptidão para contacto alimentar, ou através de um logótipo ou de uma frase, são igualmente pormenores importantes a constar.

Rolo de cozinha: só quando é mesmo necessário

O ato de rasgar uma folha de papel de cozinha dura apenas alguns segundos, anulando o esforço e a energia despendidos para a produzir, ao qual acrescem os custos ambientais de transporte e de embalamento. Usá-lo com moderação é uma forte recomendação, devendo deitar-se mão a alternativas. Para absorver um líquido, por exemplo, pode usar uma esponja ou um pano de microfibra. Mesmo que sejam um pouco mais lentos a alcançar o mesmo resultado, fazem-no com igual eficácia. Além disso, lavam-se na máquina, renovando-se para mais um sem-número de utilizações. Na mesma linha de pensamento, é mais sustentável usar um pano para enxugar as mãos do que o papel de cozinha. E mesmo em relação à indicação para secar alguns legumes... será sempre necessário? E para embrulhar sanduíches, não poderá optar por recipientes herméticos de plástico ou de vidro?

 

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