Como acabar com a humidade em excesso em casa
Falta de humidade ou humidade em excesso pode danificar materiais ou causar problemas de saúde. Saiba como manter a humidade no nível certo em sua casa. Veja as melhores soluções para os problemas de humidade mais frequentes.
A humidade tem um papel essencial no bem-estar e é um importante indicador da qualidade do ar no interior de casa. Quando o nível de humidade é demasiado baixo, pode provocar secura e irritação das vias respiratórias e da pele, favorecendo o desenvolvimento de infeções.
Por outro lado, quando é demasiado elevada, pode criar um ambiente favorável ao crescimento de microrganismos prejudiciais à saúde, como certos fungos, bactérias e vírus.
Manter a humidade no interior de casa dentro de intervalos equilibrados é, por isso, fundamental para ajudar a proteger a saúde e garantir o conforto do ambiente.
A forma mais eficaz de controlar com a humidade em casa é identificar a causa — condensação, infiltrações ou capilaridade — e aplicar a solução certa para cada situação. Ventilar melhor, controlar a temperatura e corrigir falhas estruturais são passos essenciais para eliminar o excesso de humidade e evitar bolor, maus cheiros e problemas de saúde.
Por exemplo, a humidade nas paredes pode ter causas externas, muitas vezes associadas a problemas do edifício. Quando tal se verificar, deve procurar a ajuda de um profissional para identificar a origem da humidade e realizar os trabalhos de reparação necessários.
Nalguns casos, um desumidificador poderá ser suficiente.
Qual o nível de humidade ideal?
Em Portugal, a maioria das habitações são pobres em isolamento térmico e eficiência energética, sendo, por essa razão, mais suscetíveis a níveis elevados de humidade.
As casas de banho e a cozinha são as zonas mais críticas numa casa. O vapor produzido pelos banhos e pelos tachos ao lume é o principal culpado nestas divisões, mas não é o único.
Nas outras divisões da casa, a respiração humana, a presença de animais e plantas e o uso de eletrodomésticos, como a máquina de secar roupa e o ferro de engomar, também contribuem para elevar a humidade no ar.
Embora seja complexo encontrar a humidade ideal no interior de uma casa, as evidências sugerem que as condições "ideais" para minimizar riscos na saúde situam-se entre os 40% e 60% de humidade relativa a temperaturas ambiente normais. Condições fora deste intervalo podem ter impactos significativos na saúde.
A humidade nas paredes, por exemplo, é o habitat perfeito para fungos e bactérias responsáveis por provocar doenças e alergias. As bactérias tendem a proliferar abaixo de 30% e acima de 60% de humidade relativa, enquanto os vírus sobrevivem melhor com humidade relativa abaixo de 50% e acima de 70 por cento. Já os fungos (bolor) e os ácaros preferem níveis superiores a 50 por cento.
Em resumo, se a humidade relativa do ar estiver abaixo dos 40%, considera-se que o ar está demasiado seco. Se a humidade relativa do ar estiver acima dos 60%, considera-se que o ar está húmido em excesso.
Para calcular com precisão os níveis de humidade, e evitar as consequências do excesso ou do baixo nível de humidade na sua casa, poderá ser útil adquirir um higrómetro, aparelho à venda em lojas de eletrodomésticos a partir de 10 euros.
Consequências do excesso de humidade
Bolor e mofo em casa: causas, riscos e como se desenvolvem
O bolor e o mofo em casa são uma das principais consequências do excesso de humidade no interior da habitação, podendo provocar danos nos edifícios e na degradação de diversos materiais orgânicos, como papel, tecidos, quadros, madeira e couro.
Além dos prejuízos materiais, a presença de bolor compromete a qualidade do ar interior e pode afetar o conforto e a saúde dos ocupantes.
O crescimento de bolor manifesta-se geralmente sob a forma de manchas visíveis, que podem apresentar várias cores — verde, preto, branco ou castanho — e um odor característico a mofo. Importa salientar que a cor do bolor não indica o seu grau de perigosidade.
O mobiliário e os objetos de madeira são particularmente sensíveis à humidade relativa do ar. A madeira é um material higroscópico, ou seja, tem a capacidade de absorver água do ambiente. Quando a humidade relativa se mantém elevada, o teor de água na madeira aumenta, podendo levar à deformação, apodrecimento e deterioração dos materiais.
Este fenómeno afeta não só móveis, mas também soalhos, portas, rodapés e estruturas de madeira.
Como entra o bolor em casa? O bolor no ambiente interior pode ter várias origens. Os esporos entram frequentemente através de portas e janelas abertas, sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, roupa e calçado, bem como através de animais de estimação.
Uma vez no interior da habitação, os esporos permanecem suspensos no ar até encontrarem condições favoráveis para se desenvolverem. O crescimento de bolor ocorre quando os esporos assentam em superfícies com excesso de humidade. É o caso de:
- infiltrações no teto;
- canalizações com fugas;
- paredes frias ou mal isoladas;
- zonas com condensação frequente.
Alguns materiais são especialmente propícios ao desenvolvimento de bolor, sobretudo quando estão húmidos. Entre eles destacam-se materiais à base de celulose, como cartão e papel, madeira, pó acumulado, tintas e papel de parede, alcatifas, tecidos e estofos.
Problemas de saúde
A exposição à humidade excessiva e a ambientes com bolor pode causar efeitos negativos na saúde, sobretudo quando ocorre de forma continuada e prolongada. A presença de bolor no interior das habitações está associada ao desenvolvimento e agravamento de problemas respiratórios, como rinite e asma alérgica.
As pessoas imunodeprimidas ou com doença pulmonar subjacente são particularmente vulneráveis, apresentando maior suscetibilidade a infeções fúngicas. Ambientes interiores com humidade elevada favorecem a proliferação de fungos e bactérias, que podem desencadear doenças respiratórias e reações alérgicas.
A humidade nas paredes, tetos e outras superfícies cria condições ideais para o crescimento destes microrganismos, comprometendo a qualidade do ar interior e o bem-estar dos ocupantes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a evidência epidemiológica mostra que os ocupantes de edifícios húmidos ou com bolor — incluindo habitações e edifícios públicos — apresentam um risco acrescido de sintomas respiratórios, infeções das vias respiratórias e agravamento da asma.
Alguns dados sugerem ainda uma associação entre ambientes húmidos e um maior risco de rinite alérgica e de asma. Viver em casas com bolor durante a infância parece aumentar o risco de desenvolver asma brônquica mais tarde.
Como reduzir a humidade em casa
- Quando cozinhar, tape as panelas e ligue o exaustor.
- Evite secar a roupa dentro de casa. Se não conseguir evitá-lo, ventile ou areje a divisão para impedir vidros embaciados, gotas de água nas paredes e a consequente formação de fungos.
- Abra as janelas e deixe entrar o ar fresco em casa todos os dias. Além de combater o excesso de humidade, ajuda a reduzir os poluentes no ar interior.
- Se estas medidas forem insuficientes, um desumidificador pode dar uma ajuda.
Quando usar um desumidificador
Um desumidificador é um equipamento cuja principal função é reduzir a humidade relativa do ar de um espaço fechado. Por meio de um ventilador, este aparelho retira o vapor de água em excesso do ar circundante, conduzindo-o para o seu interior.
Lá dentro, em contacto com uma superfície fria (serpentina), dá-se um choque térmico que leva à condensação do vapor de água, o qual passa do estado gasoso para a forma líquida. A água é, então, armazenada num reservatório, que deve ser esvaziado quando atinge a capacidade máxima.
Ao remover o vapor de água em excesso, o desumidificador melhora substancialmente a qualidade do ar. Além de proporcionarem uma maior sensação de conforto, com a atenuação de manchas desagradáveis nas paredes e de odores, podem contribuir para a preservação do mobiliário e do vestuário.
Como escolher um desumidificador
Para comprar um desumidificador à medida das suas necessidades, deve ter em conta o espaço onde pretende utilizá-lo. Em divisões com volume entre 60 e 75 metros cúbicos (m³), poderá ser suficiente um aparelho com capacidade de extração inferior a 16 litros por dia.
No caso de volumes superiores, por exemplo, de 105 a 120 m³, é recomendado um desumidificador com capacidade de extração diária entre os 16 e os 21 litros.
No comparador de desumidificadores da DECO PROteste, poderá encontrar o aparelho ideal para o seu perfil. Foram testados modelos recomendados para divisões com áreas entre 20 e 25 metros quadrados e entre 35 e 40 metros quadrados.
Analisámos, ainda, características como a potência, as funções e a dimensão, assim como a capacidade de extração em diferentes condições de humidade e temperatura.
O tempo necessário para reduzir a humidade relativa de 80 para 60% numa sala, o ruído provocado pela utilização do equipamento, a facilidade de utilização e de transporte e a segurança elétrica e mecânica também foram avaliados pelos nossos especialistas.
Como aproveitar a água
A água extraída pelo desumidificador é armazenada num reservatório. Não a desperdice. Há várias formas de lhe dar uso.
- Regar vasos ou áreas ajardinadas.
- Lavar roupa.
- Usar em pequenas descargas do autoclismo.
- Abastecer o ferro de engomar. Faça-o, contudo, de forma ponderada: metade de água retirada do desumidificador e a outra metade de água canalizada. A água extraída do desumidificador é água destilada e apresenta níveis muito baixos de sais, o que pode aumentar a corrosão do ferro, de modo a compensar esse défice. Recomendamos ainda que consulte sempre as indicações do fabricante.
- Lavar áreas exteriores, tais como varandas ou pátios.
Como usar o desumidificador corretamente
Para uma utilização eficaz do desumidificador, feche as portas e as janelas da divisão que pretende desumidificar. Assim, a extração será mais rápida, uma vez que diminui a entrada de ar novo, cujos níveis de humidade podem até ser superiores.
É também importante que o aparelho esteja assente numa superfície plana, sem objetos a bloquear a passagem do ar. Alguns desumidificadores contam com uma tampa na zona do ventilador, onde ocorre a passagem do ar, que deve ficar aberta sempre que o aparelho esteja em funcionamento.
Preste ainda atenção ao horário e ao local escolhido para instalar o aparelho enquanto este está a trabalhar. O funcionamento do ventilador torna alguns desumidificadores ruidosos, o que pode ser incomodativo, inclusive para os vizinhos.
Quando arejar a casa: a importância da ventilação
Abrir as portas e janelas e deixar o ar entrar é essencial para garantir uma boa qualidade do ar interior, prevenir humidade excessiva e reduzir a formação de bolor.
Esta ventilação pode ser:
- Natural, através da aberura de portas e janelas;
- Forçada, recorrendo a ventiladores, extratores ou exaustores.
Em divisões com maior libertação de vapor de água, como a casa de banho e a cozinha, a ventilação deve ser reforçada para eliminar eficazmente a humidade gerada durante duches, confeção de alimentos e outras atividades diárias.
A forma mais eficiente de assegurar uma ventilação da habitação é através de um sistema de ventilação mecânica cruzada (VMC), com recuperação de energia. Estes sistemas promovem uma renovação contínua do ar interior, removendo o ar húmido das zonas de maior utilização, como cozinhas e casas de banho, e introduzindo ar novo do exterior em espaços, como quartos e áreas sociais.
A principal vantagem da VMC é o equilíbrio entre o ar extraído e o ar insuflado, aliado à recuperação da energia térmica (calor no inverno e frio no verão). Isto permite manter o conforto térmico e reduzir os consumos energéticos, tornando a habitação mais eficiente.
Os sistemas de ventilação assumem especial importância em casas com elevada estanquidade ao ar, onde a renovação natural é reduzida. Nestes casos, a combinação de ventilação adequada, sistemas de climatização e utilização de um desumidificador pode trazer benefícios significativos para a qualidade do ar interior, tanto no inverno como no verão, promovendo um ambiente mais saudável, confortável e energeticamente eficiente.
No inverno e numa casa pequena com duas pessoas
- Das 08h00 às 11h00: abertura das janelas da casa (de preferência, opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 11h00 às 16h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento da mesma. Neste período, aproveite ao máximo os ganhos solares das janelas.
- Das 16h00 às 22h00: desligar o desumidificador caso ele atinja a humidade relativa adequada e promover uma correção da temperatura interior com outro sistema de climatização (ar condicionado, salamandra a pellets, etc.).
No inverno e numa casa grande com quatro ou mais pessoas
- Das 08h00 às 11h00: abertura das janelas da casa (de preferência opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 11h00 às 14h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento da mesma. Neste período, aproveite ao máximo os ganhos solares das janelas.
- Das 14h00 às 17h00: abertura das janelas da casa (de preferência opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 17h00 às 22h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento. Pode ainda utilizar o desumidificador em paralelo com outros sistemas de climatização, como o ar condicionado ou salamandras a pellets cujo aquecimento das divisões conduz a uma redução da humidade relativa.
Em ambos os casos, deve ligar sempre os exaustores da casa de banho quando toma banho (ou abrir janelas) e os exaustores de cozinha quando cozinha (ou abrir janelas).
Não use aquecedores catalíticos (os de garrafa de gás) ou outro aquecedor sem chaminé (por exemplo, de parafina ou bioálcool). A queima destes combustíveis emite para a divisão, entre outros gases mais nocivos, quantidades significativas de vapor de água, aumentando assim os níveis de humidade relativa da divisão.
Além disso, um adulto pode emitir cerca de 15 quilos de vapor de água por dia, por isso, se estiverem muitas pessoas numa divisão por longos períodos, o aconselhado é ventilar sempre a divisão.
No verão e numa casa pequena ou grande com duas ou quatro pessoas
- Das 08h00 às 11h00: manter as janelas ligeiramente abertas, mas começar a controlar os ganhos solares através da regulação de estores, persianas e portadas, caso sejam fachadas com exposição solar.
- Das 11h00 às 20h00: em fachadas com grande exposição solar, fechar as janelas e todos os estores, persianas ou portadas. Em dias de muito calor, reduzir as janelas abertas em fachadas sem exposição solar: mesmo que não estejam expostas ao sol, o ar encontra-se muito quente no exterior e irá aquecer a habitação.
- Das 20h00 às 08h00: abrir as janelas de modo a aproveitar o ar fresco da noite: promove-se a renovação do ar interior ao mesmo tempo que se baixa a temperatura da habitação.
E quando o desumidificador e a ventilação não resolvem a humidade?
Se o desumidificador e a ventilação não reduzem a humidade em casa, é muito provável que exista um problema estrutural. Nestes casos, a humidade deixa de ser apenas um fenómeno interno e passa a estar associada a infiltrações, falhas construtivas ou defeitos na envolvente do edifício.
As paredes são um dos sinais mais evidentes de excesso de humidade, apresentando manchas, bolor ou fungos visíveis. Estas marcas podem ter origem interna (condensação, má ventilação) ou origem externa, normalmente ligada a problemas no telhado, fachadas ou paredes exteriores.
Tipos de humidade mais comuns e como resolver
Antes de avançar para as soluções, importa esclarecer um ponto-chave: não existe uma solução única para todos os casos de humidade. Aplicar a estratégia errada pode agravar o problema e gerar custos desnecessários.
- Humidade infiltrada;
- Humidade por condensação;
- Humidade ascendente (capilaridade).
Humidade infiltrada (chuva)
O aparecimento de manchas amarelas na parede, de diferentes tamanhos, é frequentemente causado pela infiltração de água da chuva. Se o problema não for tratado, as manchas escurecem devido à criação de bolor. O problema tende a agravar-se após chuvas intensas e a atenuar-se em períodos de tempo quente e seco.
Solução:
- Se a causa for uma fissura na parede ou telhado, deve ser reparada o quanto antes.
- Verifique juntas, caleiras e pontos de ligação entre elementos de construção;
- Caso não consiga identificar o ponto de entrada, procure impermeabilizar a fachada exterior;
- No interior, trate as zonas de infiltração depois de eliminar totalmente a entrada de água.
Pintar ou aplicar produtos anti-humidade sem corrigir a infiltração não resolve o problema e pode agravá-lo.

Humidade por condensação
A humidade de condensação manifesta-se através de manchas irregulares nas paredes ou no teto, sobretudo nos cantos e em redor das janelas. É comum surgirem bolores, cheiro a bafio e superfícies frias ao toque.
Este tipo de humidade é mais frequente no inverno, quando as temperaturas são baixas e a ventilação é insuficiente.
Porque surge a humidade de condensação? A condensação acontece quando o vapor de água presente no ar entra em contacto com superfícies frias, criando condições ideais para a formação de bolor.
É agravada por falta de ventilação, produção excessiva de vapor (banhos quentes, cozinhar, secar roupa), pontes térmicas, ou isolamento térmico deficiente.
Soluções:
- Ventile a casa com frequência, abrindo as janelas;
- Reduza a produção de vapor de água (baixe a temperatura da água do banho, tape as panelas quando cozinha e ligue o exaustor);
- Evite secar roupa no interior das divisões. Se não for possível, ventile bem a divisão;
- Corrija pontes térmicas e isolamento. A presente de bolor em cantos, junto a janelas ou zonas envolventes pode indicar pontes térmicas e um isolamento térmico insuficiente. Neste caso, pode ser necessário reforçar o isolamento das paredes e melhorar a caixilharia.
- Use um desumidificador como complemento, para manter os níveis de humidade relativa controlada.

Fugas na canalização
Problema: manchas húmidas permanentes e possível bolor junto a canalizações e aparelhos sanitários.
Solução: localizar a fuga e reparar a canalização e a parede danificada.

Humidade ascendente
A humidade ascendente, também conhecida como humidade por capilaridade, manifesta-se através de manchas que sobem a partir do chão, afetando sobretudo a parte inferior das paredes.
No exterior da habitação, é comum surgir salitre, musgo ou degradação dos rebocos. No interior, podem aparecer paredes húmidas, bolor, fissuras e tinta a descascar.
A humidade ascendente ocorre quando a água presente no solo sobe através das paredes por capilaridade. Está frequentemente associada a ausência ou falha de barreiras impermeáveis ou técnicas de construção antigas ou inadequadas. Pode ocorrer também devido a má drenagem dos terrenos de suporte ou nível freático elevado.
Soluções:
- Aplicação de materiais impermeabilizantes na evolvente opaca do edifício;
- Injeção de produtos hidrófugos nas paredes, para criar uma barreira química contra a humidade;
- Melhorar a drenagem do solo junto às fundações, ou redução do contacto doreto da água com as paredes.

Se precisa de ajuda para definir um plano de renovação da sua casa, consulte o balcão único digital “Renovar Casa”, concebido com a colaboração da DECO PROteste. Este assistente dá acesso a informação sobre medidas de melhoria e dicas de poupança, lei e financiamento para a renovação.
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O projeto Horis é financiado pelo programa LIFE da União Europeia, sob o acordo de subsídio no.101120497. O conteúdo desta publicação não representa necessariamente a opinião da União Europeia ou da Agência de Execução Europeia do Clima, das Infrasestruturas e do Ambiente (CINEA). Nenhuma destas entidades é responsável pela informação e utilização das informações publicadas. |
A humidade tem um papel essencial no bem-estar e é um importante indicador da qualidade do ar no interior de casa. Quando o nível de humidade é demasiado baixo, pode provocar secura e irritação das vias respiratórias e da pele, favorecendo o desenvolvimento de infeções.
Por outro lado, quando é demasiado elevada, pode criar um ambiente favorável ao crescimento de microrganismos prejudiciais à saúde, como certos fungos, bactérias e vírus.
Manter a humidade no interior de casa dentro de intervalos equilibrados é, por isso, fundamental para ajudar a proteger a saúde e garantir o conforto do ambiente.
A forma mais eficaz de controlar com a humidade em casa é identificar a causa — condensação, infiltrações ou capilaridade — e aplicar a solução certa para cada situação. Ventilar melhor, controlar a temperatura e corrigir falhas estruturais são passos essenciais para eliminar o excesso de humidade e evitar bolor, maus cheiros e problemas de saúde.
Por exemplo, a humidade nas paredes pode ter causas externas, muitas vezes associadas a problemas do edifício. Quando tal se verificar, deve procurar a ajuda de um profissional para identificar a origem da humidade e realizar os trabalhos de reparação necessários.
Nalguns casos, um desumidificador poderá ser suficiente.
Qual o nível de humidade ideal?
Em Portugal, a maioria das habitações são pobres em isolamento térmico e eficiência energética, sendo, por essa razão, mais suscetíveis a níveis elevados de humidade.
As casas de banho e a cozinha são as zonas mais críticas numa casa. O vapor produzido pelos banhos e pelos tachos ao lume é o principal culpado nestas divisões, mas não é o único.
Nas outras divisões da casa, a respiração humana, a presença de animais e plantas e o uso de eletrodomésticos, como a máquina de secar roupa e o ferro de engomar, também contribuem para elevar a humidade no ar.
Embora seja complexo encontrar a humidade ideal no interior de uma casa, as evidências sugerem que as condições "ideais" para minimizar riscos na saúde situam-se entre os 40% e 60% de humidade relativa a temperaturas ambiente normais. Condições fora deste intervalo podem ter impactos significativos na saúde.
A humidade nas paredes, por exemplo, é o habitat perfeito para fungos e bactérias responsáveis por provocar doenças e alergias. As bactérias tendem a proliferar abaixo de 30% e acima de 60% de humidade relativa, enquanto os vírus sobrevivem melhor com humidade relativa abaixo de 50% e acima de 70 por cento. Já os fungos (bolor) e os ácaros preferem níveis superiores a 50 por cento.
Em resumo, se a humidade relativa do ar estiver abaixo dos 40%, considera-se que o ar está demasiado seco. Se a humidade relativa do ar estiver acima dos 60%, considera-se que o ar está húmido em excesso.
Para calcular com precisão os níveis de humidade, e evitar as consequências do excesso ou do baixo nível de humidade na sua casa, poderá ser útil adquirir um higrómetro, aparelho à venda em lojas de eletrodomésticos a partir de 10 euros.
Consequências do excesso de humidade
Bolor e mofo em casa: causas, riscos e como se desenvolvem
O bolor e o mofo em casa são uma das principais consequências do excesso de humidade no interior da habitação, podendo provocar danos nos edifícios e na degradação de diversos materiais orgânicos, como papel, tecidos, quadros, madeira e couro.
Além dos prejuízos materiais, a presença de bolor compromete a qualidade do ar interior e pode afetar o conforto e a saúde dos ocupantes.
O crescimento de bolor manifesta-se geralmente sob a forma de manchas visíveis, que podem apresentar várias cores — verde, preto, branco ou castanho — e um odor característico a mofo. Importa salientar que a cor do bolor não indica o seu grau de perigosidade.
O mobiliário e os objetos de madeira são particularmente sensíveis à humidade relativa do ar. A madeira é um material higroscópico, ou seja, tem a capacidade de absorver água do ambiente. Quando a humidade relativa se mantém elevada, o teor de água na madeira aumenta, podendo levar à deformação, apodrecimento e deterioração dos materiais.
Este fenómeno afeta não só móveis, mas também soalhos, portas, rodapés e estruturas de madeira.
Como entra o bolor em casa? O bolor no ambiente interior pode ter várias origens. Os esporos entram frequentemente através de portas e janelas abertas, sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, roupa e calçado, bem como através de animais de estimação.
Uma vez no interior da habitação, os esporos permanecem suspensos no ar até encontrarem condições favoráveis para se desenvolverem. O crescimento de bolor ocorre quando os esporos assentam em superfícies com excesso de humidade. É o caso de:
- infiltrações no teto;
- canalizações com fugas;
- paredes frias ou mal isoladas;
- zonas com condensação frequente.
Alguns materiais são especialmente propícios ao desenvolvimento de bolor, sobretudo quando estão húmidos. Entre eles destacam-se materiais à base de celulose, como cartão e papel, madeira, pó acumulado, tintas e papel de parede, alcatifas, tecidos e estofos.
Problemas de saúde
A exposição à humidade excessiva e a ambientes com bolor pode causar efeitos negativos na saúde, sobretudo quando ocorre de forma continuada e prolongada. A presença de bolor no interior das habitações está associada ao desenvolvimento e agravamento de problemas respiratórios, como rinite e asma alérgica.
As pessoas imunodeprimidas ou com doença pulmonar subjacente são particularmente vulneráveis, apresentando maior suscetibilidade a infeções fúngicas. Ambientes interiores com humidade elevada favorecem a proliferação de fungos e bactérias, que podem desencadear doenças respiratórias e reações alérgicas.
A humidade nas paredes, tetos e outras superfícies cria condições ideais para o crescimento destes microrganismos, comprometendo a qualidade do ar interior e o bem-estar dos ocupantes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a evidência epidemiológica mostra que os ocupantes de edifícios húmidos ou com bolor — incluindo habitações e edifícios públicos — apresentam um risco acrescido de sintomas respiratórios, infeções das vias respiratórias e agravamento da asma.
Alguns dados sugerem ainda uma associação entre ambientes húmidos e um maior risco de rinite alérgica e de asma. Viver em casas com bolor durante a infância parece aumentar o risco de desenvolver asma brônquica mais tarde.
Como reduzir a humidade em casa
- Quando cozinhar, tape as panelas e ligue o exaustor.
- Evite secar a roupa dentro de casa. Se não conseguir evitá-lo, ventile ou areje a divisão para impedir vidros embaciados, gotas de água nas paredes e a consequente formação de fungos.
- Abra as janelas e deixe entrar o ar fresco em casa todos os dias. Além de combater o excesso de humidade, ajuda a reduzir os poluentes no ar interior.
- Se estas medidas forem insuficientes, um desumidificador pode dar uma ajuda.
Quando usar um desumidificador
Um desumidificador é um equipamento cuja principal função é reduzir a humidade relativa do ar de um espaço fechado. Por meio de um ventilador, este aparelho retira o vapor de água em excesso do ar circundante, conduzindo-o para o seu interior.
Lá dentro, em contacto com uma superfície fria (serpentina), dá-se um choque térmico que leva à condensação do vapor de água, o qual passa do estado gasoso para a forma líquida. A água é, então, armazenada num reservatório, que deve ser esvaziado quando atinge a capacidade máxima.
Ao remover o vapor de água em excesso, o desumidificador melhora substancialmente a qualidade do ar. Além de proporcionarem uma maior sensação de conforto, com a atenuação de manchas desagradáveis nas paredes e de odores, podem contribuir para a preservação do mobiliário e do vestuário.
Como escolher um desumidificador
Para comprar um desumidificador à medida das suas necessidades, deve ter em conta o espaço onde pretende utilizá-lo. Em divisões com volume entre 60 e 75 metros cúbicos (m³), poderá ser suficiente um aparelho com capacidade de extração inferior a 16 litros por dia.
No caso de volumes superiores, por exemplo, de 105 a 120 m³, é recomendado um desumidificador com capacidade de extração diária entre os 16 e os 21 litros.
No comparador de desumidificadores da DECO PROteste, poderá encontrar o aparelho ideal para o seu perfil. Foram testados modelos recomendados para divisões com áreas entre 20 e 25 metros quadrados e entre 35 e 40 metros quadrados.
Analisámos, ainda, características como a potência, as funções e a dimensão, assim como a capacidade de extração em diferentes condições de humidade e temperatura.
O tempo necessário para reduzir a humidade relativa de 80 para 60% numa sala, o ruído provocado pela utilização do equipamento, a facilidade de utilização e de transporte e a segurança elétrica e mecânica também foram avaliados pelos nossos especialistas.
Como aproveitar a água
A água extraída pelo desumidificador é armazenada num reservatório. Não a desperdice. Há várias formas de lhe dar uso.
- Regar vasos ou áreas ajardinadas.
- Lavar roupa.
- Usar em pequenas descargas do autoclismo.
- Abastecer o ferro de engomar. Faça-o, contudo, de forma ponderada: metade de água retirada do desumidificador e a outra metade de água canalizada. A água extraída do desumidificador é água destilada e apresenta níveis muito baixos de sais, o que pode aumentar a corrosão do ferro, de modo a compensar esse défice. Recomendamos ainda que consulte sempre as indicações do fabricante.
- Lavar áreas exteriores, tais como varandas ou pátios.
Como usar o desumidificador corretamente
Para uma utilização eficaz do desumidificador, feche as portas e as janelas da divisão que pretende desumidificar. Assim, a extração será mais rápida, uma vez que diminui a entrada de ar novo, cujos níveis de humidade podem até ser superiores.
É também importante que o aparelho esteja assente numa superfície plana, sem objetos a bloquear a passagem do ar. Alguns desumidificadores contam com uma tampa na zona do ventilador, onde ocorre a passagem do ar, que deve ficar aberta sempre que o aparelho esteja em funcionamento.
Preste ainda atenção ao horário e ao local escolhido para instalar o aparelho enquanto este está a trabalhar. O funcionamento do ventilador torna alguns desumidificadores ruidosos, o que pode ser incomodativo, inclusive para os vizinhos.
Quando arejar a casa: a importância da ventilação
Abrir as portas e janelas e deixar o ar entrar é essencial para garantir uma boa qualidade do ar interior, prevenir humidade excessiva e reduzir a formação de bolor.
Esta ventilação pode ser:
- Natural, através da aberura de portas e janelas;
- Forçada, recorrendo a ventiladores, extratores ou exaustores.
Em divisões com maior libertação de vapor de água, como a casa de banho e a cozinha, a ventilação deve ser reforçada para eliminar eficazmente a humidade gerada durante duches, confeção de alimentos e outras atividades diárias.
A forma mais eficiente de assegurar uma ventilação da habitação é através de um sistema de ventilação mecânica cruzada (VMC), com recuperação de energia. Estes sistemas promovem uma renovação contínua do ar interior, removendo o ar húmido das zonas de maior utilização, como cozinhas e casas de banho, e introduzindo ar novo do exterior em espaços, como quartos e áreas sociais.
A principal vantagem da VMC é o equilíbrio entre o ar extraído e o ar insuflado, aliado à recuperação da energia térmica (calor no inverno e frio no verão). Isto permite manter o conforto térmico e reduzir os consumos energéticos, tornando a habitação mais eficiente.
Os sistemas de ventilação assumem especial importância em casas com elevada estanquidade ao ar, onde a renovação natural é reduzida. Nestes casos, a combinação de ventilação adequada, sistemas de climatização e utilização de um desumidificador pode trazer benefícios significativos para a qualidade do ar interior, tanto no inverno como no verão, promovendo um ambiente mais saudável, confortável e energeticamente eficiente.
No inverno e numa casa pequena com duas pessoas
- Das 08h00 às 11h00: abertura das janelas da casa (de preferência, opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 11h00 às 16h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento da mesma. Neste período, aproveite ao máximo os ganhos solares das janelas.
- Das 16h00 às 22h00: desligar o desumidificador caso ele atinja a humidade relativa adequada e promover uma correção da temperatura interior com outro sistema de climatização (ar condicionado, salamandra a pellets, etc.).
No inverno e numa casa grande com quatro ou mais pessoas
- Das 08h00 às 11h00: abertura das janelas da casa (de preferência opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 11h00 às 14h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento da mesma. Neste período, aproveite ao máximo os ganhos solares das janelas.
- Das 14h00 às 17h00: abertura das janelas da casa (de preferência opostas e bastando apenas uma pequena frincha).
- Das 17h00 às 22h00: fecho das janelas e ativação do desumidificador para ajustar a humidade relativa da habitação e promover um suave aquecimento. Pode ainda utilizar o desumidificador em paralelo com outros sistemas de climatização, como o ar condicionado ou salamandras a pellets cujo aquecimento das divisões conduz a uma redução da humidade relativa.
Em ambos os casos, deve ligar sempre os exaustores da casa de banho quando toma banho (ou abrir janelas) e os exaustores de cozinha quando cozinha (ou abrir janelas).
Não use aquecedores catalíticos (os de garrafa de gás) ou outro aquecedor sem chaminé (por exemplo, de parafina ou bioálcool). A queima destes combustíveis emite para a divisão, entre outros gases mais nocivos, quantidades significativas de vapor de água, aumentando assim os níveis de humidade relativa da divisão.
Além disso, um adulto pode emitir cerca de 15 quilos de vapor de água por dia, por isso, se estiverem muitas pessoas numa divisão por longos períodos, o aconselhado é ventilar sempre a divisão.
No verão e numa casa pequena ou grande com duas ou quatro pessoas
- Das 08h00 às 11h00: manter as janelas ligeiramente abertas, mas começar a controlar os ganhos solares através da regulação de estores, persianas e portadas, caso sejam fachadas com exposição solar.
- Das 11h00 às 20h00: em fachadas com grande exposição solar, fechar as janelas e todos os estores, persianas ou portadas. Em dias de muito calor, reduzir as janelas abertas em fachadas sem exposição solar: mesmo que não estejam expostas ao sol, o ar encontra-se muito quente no exterior e irá aquecer a habitação.
- Das 20h00 às 08h00: abrir as janelas de modo a aproveitar o ar fresco da noite: promove-se a renovação do ar interior ao mesmo tempo que se baixa a temperatura da habitação.
E quando o desumidificador e a ventilação não resolvem a humidade?
Se o desumidificador e a ventilação não reduzem a humidade em casa, é muito provável que exista um problema estrutural. Nestes casos, a humidade deixa de ser apenas um fenómeno interno e passa a estar associada a infiltrações, falhas construtivas ou defeitos na envolvente do edifício.
As paredes são um dos sinais mais evidentes de excesso de humidade, apresentando manchas, bolor ou fungos visíveis. Estas marcas podem ter origem interna (condensação, má ventilação) ou origem externa, normalmente ligada a problemas no telhado, fachadas ou paredes exteriores.
Tipos de humidade mais comuns e como resolver
Antes de avançar para as soluções, importa esclarecer um ponto-chave: não existe uma solução única para todos os casos de humidade. Aplicar a estratégia errada pode agravar o problema e gerar custos desnecessários.
- Humidade infiltrada;
- Humidade por condensação;
- Humidade ascendente (capilaridade).
Humidade infiltrada (chuva)
O aparecimento de manchas amarelas na parede, de diferentes tamanhos, é frequentemente causado pela infiltração de água da chuva. Se o problema não for tratado, as manchas escurecem devido à criação de bolor. O problema tende a agravar-se após chuvas intensas e a atenuar-se em períodos de tempo quente e seco.
Solução:
- Se a causa for uma fissura na parede ou telhado, deve ser reparada o quanto antes.
- Verifique juntas, caleiras e pontos de ligação entre elementos de construção;
- Caso não consiga identificar o ponto de entrada, procure impermeabilizar a fachada exterior;
- No interior, trate as zonas de infiltração depois de eliminar totalmente a entrada de água.
Pintar ou aplicar produtos anti-humidade sem corrigir a infiltração não resolve o problema e pode agravá-lo.

Humidade por condensação
A humidade de condensação manifesta-se através de manchas irregulares nas paredes ou no teto, sobretudo nos cantos e em redor das janelas. É comum surgirem bolores, cheiro a bafio e superfícies frias ao toque.
Este tipo de humidade é mais frequente no inverno, quando as temperaturas são baixas e a ventilação é insuficiente.
Porque surge a humidade de condensação? A condensação acontece quando o vapor de água presente no ar entra em contacto com superfícies frias, criando condições ideais para a formação de bolor.
É agravada por falta de ventilação, produção excessiva de vapor (banhos quentes, cozinhar, secar roupa), pontes térmicas, ou isolamento térmico deficiente.
Soluções:
- Ventile a casa com frequência, abrindo as janelas;
- Reduza a produção de vapor de água (baixe a temperatura da água do banho, tape as panelas quando cozinha e ligue o exaustor);
- Evite secar roupa no interior das divisões. Se não for possível, ventile bem a divisão;
- Corrija pontes térmicas e isolamento. A presente de bolor em cantos, junto a janelas ou zonas envolventes pode indicar pontes térmicas e um isolamento térmico insuficiente. Neste caso, pode ser necessário reforçar o isolamento das paredes e melhorar a caixilharia.
- Use um desumidificador como complemento, para manter os níveis de humidade relativa controlada.

Fugas na canalização
Problema: manchas húmidas permanentes e possível bolor junto a canalizações e aparelhos sanitários.
Solução: localizar a fuga e reparar a canalização e a parede danificada.

Humidade ascendente
A humidade ascendente, também conhecida como humidade por capilaridade, manifesta-se através de manchas que sobem a partir do chão, afetando sobretudo a parte inferior das paredes.
No exterior da habitação, é comum surgir salitre, musgo ou degradação dos rebocos. No interior, podem aparecer paredes húmidas, bolor, fissuras e tinta a descascar.
A humidade ascendente ocorre quando a água presente no solo sobe através das paredes por capilaridade. Está frequentemente associada a ausência ou falha de barreiras impermeáveis ou técnicas de construção antigas ou inadequadas. Pode ocorrer também devido a má drenagem dos terrenos de suporte ou nível freático elevado.
Soluções:
- Aplicação de materiais impermeabilizantes na evolvente opaca do edifício;
- Injeção de produtos hidrófugos nas paredes, para criar uma barreira química contra a humidade;
- Melhorar a drenagem do solo junto às fundações, ou redução do contacto doreto da água com as paredes.

Se precisa de ajuda para definir um plano de renovação da sua casa, consulte o balcão único digital “Renovar Casa”, concebido com a colaboração da DECO PROteste. Este assistente dá acesso a informação sobre medidas de melhoria e dicas de poupança, lei e financiamento para a renovação.
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