Notícias

Argumentos da TMN não colam

13 julho 2012 Arquivado

13 julho 2012 Arquivado

Loja recusou reparar telemóvel por duas vezes alegando que o defeito era uma “característica”. Com a nossa ajuda, a leitora conseguiu trocar o BlackBerry.

Sandra Mota, de Viseu, comprou um telemóvel BlackBerry Curve 8520 à TMN, por € 157,71, em julho de 2011. No mês seguinte, detetou que o ecrã do aparelho estava a deslocar-se nas zonas laterais e dirigiu-se à loja.

Mais do que cosmética
O BlackBerry ficou na TMN para reparação e deram à nossa associada um equipamento de substituição. Uma semana depois, ao levantar o telemóvel, Sandra concluiu que o aparelho não tinha sido arranjado.

“O centro técnico não efetua reparação de cosmética ao equipamento. A anomalia é uma característica que a marca não aceita”: as justificações do relatório da avaria levaram Sandra a exigir uma nova intervenção.

Esta de nada valeu, pois, alguns dias mais tarde, o telemóvel voltou da loja ainda com o defeito. Sandra ouviu os mesmos argumentos dos técnicos para não reparar. Aconselhada pelo nosso serviço de informação, a leitora recusou o BlackBerry e pediu a nossa intervenção.

A TMN demorou quase um mês para responder ao nosso contacto, mas a solução agradou à leitora: a loja trocou o BlackBerry por um modelo igual novo.

Prova do lado do vendedor
Durante a garantia de 2 anos, qualquer defeito do aparelho deve ser reparado sem custos para o cliente.

Se o arranjo não for viável ou não der resultado, deve avançar-se para a substituição ou a resolução do contrato com devolução do dinheiro. Cabe ao vendedor ou produtor provar que a avaria se deve a mau uso pelo consumidor.