Dicas

Como escolher o melhor tarifário de telemóvel

Mesmo que só queira escolher ou alterar um tarifário de telemóvel, deve ter em conta os restantes serviços incluídos nos pacotes de telecomunicações. Saiba como eleger a melhor opção.

25 outubro 2022
melhor tarifario

iStock

Desde que foram lançados os pacotes de telecomunicações com quatro e cinco serviços, para escolher um tarifário de telemóvel não deve fazer uma análise isolada. A menos que não tenha mais nada em casa. Se tem ou quer ter também internet fixa ou TV (pelo menos), deve pensar em todos os serviços ao mesmo tempo.

Descubra o melhor tarifário para si

4 passos para fazer uma boa escolha

1) Compare preços de pacotes vs. tarifários separados

Antes de optar, vai precisar de comparar preços dos pacotes com todos os serviços que quer (incluindo o telemóvel) e as muitas combinações de tarifários com telemóvel à parte. A melhor forma é usar o nosso simulador, o único que compara pacotes de serviços de um só operador com combinações de tarifários de vários operadores. Também é o único que lhe mostra o índice de qualidade do serviço.

2) Liberdade para mudar? Mantenha os serviços fixos e móveis separados

Mudar os serviços fixos é bem mais fácil se não tiver números de telemóvel associados. Se quer maior liberdade para mudar, é melhor manter o telemóvel fora do pacote global e, assim, não terá de se preocupar com a portabilidade de números e as janelas de indisponibilidade do serviço (normalmente, o processo é rápido, mas a interrupção pode ir até três horas).

Tenha também em conta o período de fidelização do serviço e quanto tem de pagar se quiser sair antes do fim do contrato (em cada momento, porque varia com o número de meses que falta cumprir até ao fim). Faça estas perguntas antes de contratar o serviço, não depois. Pergunte, por exemplo, a forma como se apura o custo e quanto terá de pagar se quiser sair a meio do contrato.

3) De quantos cartões precisa?

Não pense no serviço de forma individual. Tenha em conta todos os outros serviços e elementos do agregado familiar para os quais ainda paga os consumos. Estar tudo no mesmo pacote nem sempre é garantia de melhor preço. Há um custo implícito associado ao primeiro cartão móvel já incluído no pacote que é mais alto do que o preço dos cartões adicionais. Por exemplo, num pacote que custa 51,99 euros por mês, com um cartão incluído, o custo implícito deste primeiro cartão situa-se entre os 16 euros e os 20,50 euros, porque é esta a diferença de preço face ao custo de um pacote com os mesmos serviços mas sem o telemóvel incluído. Ora este valor é mais elevado do que o custo dos cartões adicionais (13,90 euros).  O melhor é comparar sempre o custo total dos serviços fixos e móveis contratados à parte com o custo total do pacote já com os serviços móveis incluídos. Analise as várias opções existentes.

Nos principais operadores, cada cartão adicional de telemóvel custa, normalmente, quase 14 euros por mês (sem contabilizar custos extra, como o consumo de dados adicionais). Há tarifários em que a mensalidade do segundo cartão (e seguintes) é metade da mensalidade do primeiro cartão. Mas veja se, na realidade, ficam mais baratos. Por exemplo, um tarifário em que o primeiro cartão custa 27,90 euros e o segundo 12,90 euros, partindo do princípio de que não há consumos adicionais, custa em média 20,40 euros por cartão. Há tarifários com custos inferiores a 20 euros por mês e com características semelhantes.

Qualquer tarifário de telemóvel adequado ao uso que faz e que resulte em valores mensais inferiores a 13 euros é preferível. Esta situação é frequente quando estão em causa perfis de crianças ou adolescentes, dado que o tarifário de base do WTF, por exemplo, custa menos de 10 euros por mês (WTF W 9,80 euros). Uma combinação de um pacote de quatro serviços apenas com um ou dois cartões para os adultos e a contratação de tarifários sub-25 à parte para os restantes pode ficar mais barato.

A solução mais barata de todas pode ser mesmo um tarifário sem serviço de telemóvel, apenas de um, dois ou três serviços fixos (por exemplo, Net, TV+Net ou TV+Net+Voz) e os telemóveis distribuídos por operadores diferentes, conforme o perfil de cada pessoa. A NOWO, por exemplo, já fornece tarifários de telemóvel sem ser necessário contratar os serviços fixos, e as opções estão abaixo dos 10 euros por mês para um tarifário de 1000 minutos ou SMS com 1 GB de dados.

Caso use muito as apps mais populares como o Facebook, WhatsApp ou Instagram, para utilizadores maiores de 25 anos é mais indicado um tarifário mais competitivo com pelo menos 3 GB de plafond geral (desde 10 euros por mês). Os tarifários com apps incluídas mais baratos não podem ser subscritos por esta faixa etária (estão reservados aos menores de 25 anos).

4) Verifique a cobertura de rede

Antes de contratar o serviço fixo vai ter de saber se há cobertura de rede na morada onde quer instalá-lo. Para tal, comece por consultar o motor de busca de cobertura do serviço de cada operador (quando disponível). A informação não é pública e está na posse de cada operador, sendo necessária a sua morada completa, incluindo número de porta. Com frequência, o operador pede para o contactar com o intuito de averiguar a sua situação concreta. Tente que a chamada se foque apenas no que pretende saber e não se deixe influenciar por oportunidades “incríveis” (ou mais serviços e funcionalidades) se contratar o serviço imediatamente. Em maio de 2022, o Governo aprovou um decreto-lei que cria o mapa das coberturas das redes de comunicações eletrónicas fixas e móveis. Espera-se que possa estar disponível também para que os cidadãos possam conhecer a cobertura e disponibilidade de conectividade em diferentes áreas na rede móvel, bem como na rede fixa.

Preste também atenção às restrições no uso do serviço no estrangeiro, bem como às condições aplicáveis quando excede os plafonds incluídos. Embora existam avisos quando se aproxima do limite, há tarifários em que é ativado automaticamente o pacote extra de dados assim que o limite é ultrapassado. Estas condições estão normalmente em letra pequenina e são difíceis de encontrar na maior parte dos casos.

Escolha o serviço de TV pelos conteúdos que procura

Antes de subscrever um pacote num operador, veja o que é suficiente para si. Comece sempre pelo mais barato, pela opção mais simples, e vá acrescentando as características que valoriza.

Se quiser canais premium ou acesso a determinados conteúdos, como acesso ao HBO ou Netflix diretamente através da box de televisão, tenha isso em consideração. Pode ficar mais barato subscrever estes serviços à parte e contratar um serviço de internet ou um serviço de TV Net Voz mais barato. Não é tarefa fácil desde que os operadores MEO, NOS e Vodafone reduziram a velocidade de 100 Mbps para 30 Mbps nos pacotes mais baratos (uma redução na velocidade de internet pode afetar a experiência de utilização destes serviços). Quanto aos canais premium, por exemplo, na NOWO neste momento não tem acesso aos canais Sport TV.

Usa ou quer usar funcionalidades de voltar atrás sete dias na programação ou ter acesso às gravações automáticas ou videoclube? Confirme as funcionalidades a que tem acesso em cada tarifário. Nos tarifários que não incluem box de televisão, vai ter acesso a menos canais e perde as funcionalidades da box. O software a que tem acesso via box de televisão é diferente consoante o operador e pode variar dentro do mesmo operador.

Nas apps também há diferenças entre operadores. Pode ter acesso a menos canais em HD, e alguns canais não estão disponíveis em todos os equipamentos. As funcionalidades disponíveis de gravação e acesso remoto ao que tem gravado na box em casa também vão variando com o tempo e com o operador.

Como escolher o serviço de internet fixa

Até ao momento, a fibra é a melhor tecnologia a escolher para a internet fixa, se estiver disponível. Caso contrário, uma solução de satélite com acesso 4G ou 5G pode ser uma alternativa (depende da localização), embora por vezes mais cara. Quando não conhece o serviço que é prestado e não existem dados de medições da qualidade do serviço, pode informar-se com pessoas que já o tenham instalado na zona onde pretende, mas não se esqueça de que há muitos fatores que influenciam a qualidade do serviço e que variam consoante a localização.

No caso dos serviços de fibra, comece por ponderar velocidades mais baixas, como 100 ou 120 Mbps. É verdade que há variações grandes entre locais de instalação, mas contratar o pacote com maior velocidade disponível também não é solução.

Se vai contratar um tarifário com 100 Mbps de velocidade, não pode aceitar situações de internet “lenta” de forma regular. Os operadores têm disponíveis tabelas de referência de velocidades de internet. Consulte-as e reclame caso verifique valores recorrentemente abaixo do indicado (procure por "velocidade normalmente disponível" ou "débito normalmente disponível"). Não opte por um tarifário com uma velocidade de topo quando o problema é de natureza técnica. No serviço ADSL, as opções são geralmente entre 12 Mbps e 24 Mbps. No acesso via satélite, podem ir até 40 Mbps neste momento.

Como escolher o serviço do telefone e da internet móvel

No serviço de telefone fixo, há vários pontos críticos a ter em conta:

  • a possibilidade de adequar o uso às chamadas nacionais gratuitas durante 24 horas e aos destinos internacionais incluídos entre as 21h00 e as 09h00, feriados e fins de semana;
  • o preço das chamadas internacionais para países que não estão contemplados na lista dos destinos gratuitos ou os preços fora dos horários gratuitos;
  • o preço das chamadas a partir do telefone fixo para números móveis (há tarifários com alguns minutos incluídos para números móveis, mas apenas num operador. Nos restantes, é pago e custa, normalmente, entre 0,36 e 0,3974 euros por minuto);
  • qual o preço das chamadas para números que não começam por 2 (isto é, números de valor acrescentado, entre outros)

No serviço de internet móvel para PC, tablet ou router móvel, tenha em atenção:

  • se o uso que faz o justifica, porque pode usar o telemóvel como hotspot ou recorrer a redes Wi-Fi gratuitas para clientes de determinados serviços como o MEO Wi-Fi, entre outras. E em casa tem sempre a sua própria rede Wi-Fi (se já tem internet fixa instalada);
  • se passa muito tempo em viagem e em zonas onde não tem mesmo possibilidade de se ligar a uma rede Wi-Fi gratuita (ou quer garantir alguma estabilidade e certeza no acesso) tem duas hipóteses: a oferta móvel que pode acrescentar aos chamados tarifários “4” ou “3” (pacotes “+ Internet Móvel”) ou a alternativa são tarifários pós-pagos entre 3 GB e tráfego ilimitado (este último mais caro, acima de 25 euros por mês);
  • se o acesso é pontual, mais quando vai de férias, existem apenas os tarifários pré-pagos, com carregamentos. Alguns têm validade de oito dias por 15 euros ou 30 dias por 40 euros com todo o tráfego incluído, mas possibilidade de restrição de velocidade de acesso em alguns casos;
  • as políticas de uso responsável e restrições no uso além-fronteiras.

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