Como testamos

Ração para cão: como testamos

24 setembro 2020
Cão a comer ração numa tigela

Em laboratório, medimos o aporte calórico das rações e investigamos se os nutrientes necessários estavam presentes na quantidade certa. Os cães necessitam de uma dieta que garanta equilíbrio nutricional e uma porção diária ajustada ao peso e à atividade física. 

Para avaliar a qualidade de cada ração, analisamos em laboratório a composição, tendo em conta a densidade energética, ou seja, a quantidade de calorias por 100 gramas. Os cães não gostam de mastigar, pelo que aumentar a quantidade não é a solução. O animal pode desinteressar-se da comida e, no limite, ficar com alguma fome.

Os hidratos de carbono fornecem energia. No entanto, o excesso pode dar a ideia de que são usados mais ingredientes vegetais, mais baratos. Além disso, os hidratos de carbono devem ser processados de forma correta para que sejam digeríveis e para que o animal os possa aproveitar e tolerar convenientemente.

É necessário um mínimo de proteína, mas de qualidade. Caso recorram a matéria-prima de qualidade inferior, nomeadamente farinha de ossos ou aparas com muito colagénio, ou a proteína vegetal com baixo teor em aminoácidos essenciais, o produto fica aquém do desejável. A proteína deve ainda ter uma boa digestibilidade, para que o cão a possa assimilar da melhor forma. 

A gordura também deve estar presente. Além de ser um fornecedor de energia e de calorias, também abastece de ácidos gordos essenciais, nomeadamente o linoleico, ómega 3 e 6, com um papel relevante na saúde da pele e do pelo do cão. O grau de oxidação de gordura também é um parâmetro de qualidade incluído no estudo.

O teor de vitaminas e minerais deve ser suficiente e equilibrado. Verificamos o teor de vitamina A e E. É importante a presença de um teor apropriado de cálcio, mas também de fósforo, para permitir uma correta absorção do primeiro. No entanto, o excesso de cálcio também não é desejável, pois pode advir do uso de matérias-primas de qualidade inferior. Por exemplo, se uma carne for usada com muito osso e pouca carne, terá muito cálcio e pouco fósforo, e se forem mais equilibrados e tiverem carne suficiente, terão um equilíbrio de cálcio e fósforo adequado. Consequências? O excesso de cálcio pode interferir na absorção de outros nutrientes, além de provocar prisão de ventre.

Também medimos e avaliamos os aditivos BHA e BHT, antioxidantes artificiais, conservantes que agem na conservação da ração.

As rações garantem as necessidades do cão?

Para verificar se as rações obedeciam aos critérios exigidos, agrupámos os diferentes parâmetros em duas avaliações globais. Primeiro, a qualidade nutricional do produto, ou seja, verificar se a ração cobre as necessidades do animal. Este aspeto é crucial na avaliação, sendo essencial que as necessidades em nutrientes estejam satisfeitas. Segundo, a qualidade dos ingredientes. É preciso garantir uma boa qualidade das proteínas e das gorduras e que o teor de ingredientes vegetais não seja excessivo. Da mesma forma, há que equilibrar os minerais e as vitaminas.

Como poupar centenas de euros na alimentação do cão

Há rações de qualidade a custo elevado, mas também há mais baratas, bem classificadas.  Calculámos a poupança com base nas doses indicadas, nos rótulos, para cães de 20 quilos, com uma hora diária de atividade. 

Ao comprar a Escolha Acertada, e não a ração que recebeu o título de Melhor do Teste, poupa 550 euros por ano. E só gasta 16 euros por mês. A poupança é ainda maior quando comparada com a ração mais cara do estudo. Neste caso, ao optar pela Escolha Acertada, poupa 780 euros anuais.