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Pagar lá fora com a app Revolut sem comissões de câmbio

A aplicação de pagamentos e transferências Revolut acaba de obter uma licença bancária europeia e anuncia novas funcionalidades até ao final do ano. Pode vir a ser um banco digital, mas mantém algumas limitações.

  • Dossiê técnico
  • Nuno Rico
  • Texto
  • Maria João Amorim
22 março 2019
  • Dossiê técnico
  • Nuno Rico
  • Texto
  • Maria João Amorim
app revolut

iStock

A Revolut, empresa tecnológica britânica de serviços bancários, nascida da febre nas fintech, criou um conjunto de soluções de baixo custo que permitem ter uma conta exclusivamente online e um cartão de débito associado que pode ser utilizado gratuitamente, ou com valores reduzidos, em mais de 130 países.

Também é possível transferir dinheiro de forma gratuita para cerca de 120 nações e converter automaticamente o saldo de uma moeda para outra, entre 25 divisas mundiais, sem comissões de câmbio. Outra das vantagens é poder fazer levantamentos nas caixas automáticas do estrangeiro, sem custos, mas com limites mensais.

Recentemente, a aplicação obteve uma licença bancária europeia e anuncia novas funcionalidades a implementar até ao final do ano: por exemplo, a domiciliação de vencimentos e a concessão de crédito a taxas de juros que promete atrativas.

Três pacotes de serviços

O primeiro passo é ir ao site da Revolut e indicar um número de telemóvel. A seguir, recebe um sms com um link para descarregar a aplicação. Após a instalação, é possível optar agora entre três planos de serviços – Standard (grátis), Premium (com um custo mensal de € 7,99) e Metal (com uma mensalidade de 13,99 euros) – e ativar a conta bancária online, que terá um IBAN europeu, para a qual, por enquanto, se podem fazer transferências a partir da conta habitual.

Atenção: a app solicita o envio de uma foto do utilizador, bem como do cartão de cidadão ou bilhete de identidade.

Sem comissões em mais de 130 países

Validada a conta, pode pedir o cartão de débito associado (por cerca de seis euros), pertencente à rede Visa e que pode ser usado nos terminais de pagamento ligados a esta rede em qualquer parte do mundo. Contudo, em Portugal, o cartão não pode ser utilizado nos terminais de pagamento que funcionem exclusivamente com a rede Multibanco, podendo ser utilizado nas caixas automáticas.

A vantagem é que, em mais de 130 países, não lhe serão cobradas as habituais comissões de processamento internacional. Os pagamentos são sempre feitos à melhor taxa de câmbio do mercado, particularmente útil para quem viaja para fora da União Europeia.

A utilização deste cartão está limitada ao saldo detido na conta Revolut, pois não se trata de um cartão de crédito. Em caso de extravio, a app permite o seu cancelamento imediato.

Restrições à utilização gratuita

No global das transações, para os subscritores do plano Standard, há um limite de isenção de custos de seis mil euros. E também não será possível levantar mais de € 200 por mês sem começar a pagar taxas. Estes limites desaparecem ou são aumentados na subscrição dos planos Premium e Metal. Neste último plano, está ainda incluído um cash-back de 0,1% em todos os pagamentos dentro da Europa.

Casa de câmbio de bolso

A funcionalidade que permite fazer transferências gratuitas para cerca de 120 países e a conversão automática do saldo para várias divisas faz desta app uma espécie de casa de câmbio de bolso, mas sem custos implicados. É o próprio utilizador que “troca” as moedas na aplicação e, de imediato, pode começar a fazer pagamentos.

Mas não há bela sem senão. Para usar a app da Revolut, é preciso estar à vontade com as novas tecnologias e ter um smartphone. Já não é necessário dominar o inglês, pois a empresa já disponibiliza uma versão portuguesa da aplicação. Caso algo corra mal, continua a ter de estar preparado para contactar uma (distante) linha de apoio ao cliente.