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Lições do BES: aprender com os erros

20 maio 2015 Arquivado
BES

20 maio 2015 Arquivado

O que podemos aprender com os testemunhos dos investidores do BES?

Mesmo os investidores menos experientes já terão ouvido a maioria dos conselhos tradicionais de investimento: não colocar os ovos todos no mesmo cesto, comprar ativos quando estão baratos e vender quando estão caros, investir a longo prazo, etc.

Mas, como se apercebem todos os que começam a investir, manter-se fiel a estes princípios pode revelar-se um grande desafio, desde logo porque o nosso instinto pode ser contrariar os princípios que pretendemos respeitar.

O escândalo do Banco Espírito Santo teve contornos que ultrapassam o normal risco de um investimento em ações, ao ponto de a DECO avançar com ações judiciais em defesa dos acionistas lesados. Mas, ao analisar os muitos testemunhos que recebemos por parte dos investidores prejudicados, tornou-se claro que a dificuldade em respeitar as regras de ouro do investimento contribuiu para agravar as perdas sofridas. Que lições podemos então aprender com a queda do BES?

Não assuma que uma ação em queda está barata
“Quando verifiquei que as ações do BES se encontravam num valor baixo em relação ao que vinham a ser cotadas nos últimos meses, e suportado pelas garantias dadas pelas autoridades de que tudo estava bem, em meados de julho comprei ações. Pensei que podiam recuperar pelo menos até 1 euro.”

É um raciocínio comum entre os investidores olhar para o histórico da cotação de uma ação e tomar um valor máximo mais ou menos recente como referência para o potencial de ganho de um investimento. Esta perspetiva não leva em conta alterações na atividade da empresa que podem afetá-la de forma estrutural. Por exemplo, uma firma que é forçada a alienar ativos ou a abandonar um mercado ou segmento de negócio forçosamente terá um potencial de lucro e de crescimento diferente do que tinha anteriormente. Ou o setor em que a empresa opera pode estar a atravessar mudanças estruturais. O investidor tem de reconhecer a nova realidade ao avaliar o mérito do investimento.

A análise fundamental que fazemos na PROTESTE INVESTE permite contextualizar o preço de uma empresa em relação aos seus resultados atuais e ao seu potencial futuro. No caso concreto, desde outubro de 2013 que mantínhamos o conselho de venda para o BES devido à degradação dos resultados. O banco não estava atrativo, ao contrário do que poderia pensar um investidor que visse apenas a queda da cotação.

Conselho: consulte a PROTESTE INVESTE ou outras fontes, para perceber o contexto da empresa e concluir se uma ação em queda corresponde efetivamente a uma oportunidade de compra.

Consulte mais testemunhos dos investidores do BES no portal PROTESTE INVESTE.

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