última atualização: 09/07/2020

Cadeiras auto: respostas às dúvidas mais frequentes

A compra de uma cadeira de criança para o automóvel pode suscitar dúvidas aos pais. O mesmo acontece com a sua correta utilização. Reunimos as dúvidas mais frequentes sobre este equipamento. Veja as respostas: 

Como instalar uma cadeira dos grupos 0 e 0+?

Para garantir que, após comprar a cadeira, esta é bem instalada no carro, explicamos, a seguir, como garantir que tudo fica correto. Embora todas tragam instruções que convém seguir, não variam das que apresentamos. Instale e retire a cadeira do carro uma ou duas vezes, antes de ir buscar a criança à maternidade, para tornar a operação mais rápida e sem risco de erros, quando tiver o bebé consigo. A instalação difere consoante a cadeira tenha ou não uma base Isofix. Veja o passo a passo de como prender a cadeira com fixações ISOFIX e como prender com o cinto. 

Temos provado com os testes que realizamos que nem todos os modelos que se instalam virados para trás apresentam um nível de segurança aceitável. Tal como nem todos os modelos que ficam virados para a frente têm o pior nível de segurança. Não faz sentido aconselhar uma posição em detrimento da outra.

No nosso entender, e porque os acidentes não ocorrem todos do mesmo modo, o mais importante é optar por cadeiras que apresentem um elevado nível de segurança global, tanto ao nível da colisão frontal como da lateral. Para tal, só os resultados dos testes revelam o desempenho real de um modelo.

O redutor serve para ajudar a ajustar melhor o bebé à dimensão do ovo nas primeiras semanas de vida. Deve ser retirado quando todo o sistema se apresentar muito justo, sobretudo junto à cabeça da criança. Certifique-se ainda de que a cabeça não balança muito quando o bebé é transportado sem o redutor. Também o arnês deve ser ajustado à estatura da criança, de modo a ficar no ponto acima do ombro.

O peso difere muito de um modelo para outro, pois depende das opções construtivas do fabricante. Este é um dos pontos que avaliamos nos nossos testes comparativos e que consideramos muito relevante, sobretudo nos modelos do grupo 0/0+. Estas cadeiras são também usadas para o transporte fora do automóvel, o que obriga a que sejam, com frequência, colocadas e retiradas do mesmo. Devido a esta necessidade de transporte, quanto mais baixo for o peso, melhor. Mas, nos resultados dos nossos testes, existem outros fatores que contribuem para a avaliação global. Os resultados das colisões (lateral e frontal) são os mais importantes e que têm mais peso.

A passagem de uma cadeira de um determinado grupo para o grupo acima deve realizar-se o mais tarde possível. Tal significa que a criança, independentemente do peso ou da idade, deve manter-se na cadeira até o conforto ser afetado por ficar apertada na zona dos ombros ou da anca ou porque a cabeça fica acima das proteções. No caso do ovo, a criança deve deixar de o usar quando já não consegue sentar-se bem ou a cabeça passa os limites superiores da cadeira.

Segundo as regras do trânsito, as crianças até aos 3 anos de idade, desde que viajem num sistema de retenção adequado, podem ser transportadas no banco de trás ou da frente. Mas, nesta última situação, o airbag do banco do passageiro tem de estar desligado. Se não for possível desativar, o transporte terá de ser no banco de trás, mas sempre de costas para a estrada, por ser a forma correta de instalar os modelos do grupo 0/0+.

Os airbags laterais não devem ser desativados. O único que pode e deve ser desativado é o airbag frontal do passageiro e apenas quando se transporta uma criança no banco da frente.

Teoricamente, o sistema Isofix garante mais segurança do que o clássico de fixação com o cinto do carro. Mas, como os nossos testes demonstram, nem sempre as cadeiras com Isofix conseguem melhor desempenho. O mais correto é analisar os resultados dos nossos testes e verificar qual a melhor solução global.

O espaço entre a cadeira e o banco da frente deve ser suficiente para garantir o conforto da criança. As pernas nunca devem ficar encolhidas ou entaladas.

Segundo a última alteração da lei, a criança mais velha, por ter mais de 135 cm, já pode viajar sem cadeira. Contudo, e porque existem veículos onde uma criança com 135 cm fica com o cinto a passar no pescoço, aconselhamos que só retire a cadeira quando o cinto assentar na zona do ombro. Assim que a criança deixar de precisar da cadeira, pode viajar no banco da frente, deixando o de trás para os irmãos.

Uma circular da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) também propõe uma solução para quando, por falta de espaço, não é possível instalar três cadeiras no banco de trás. Nesta situação, a criança mais alta pode viajar no banco do passageiro da frente, sentada numa cadeira adaptada ao seu peso e tamanho.

Não recomendamos a utilização dos assentos elevatórios. Como não têm costas e abas laterais, não oferecem qualquer proteção numa colisão lateral. Por esta razão, o seu uso só se justifica em situações específicas ou pontuais e de preferência no lugar central. É o que acontece quando a criança apresenta uma largura de ombros ou abdominal que não permite que se sente de modo confortável na cadeira com costas e abas laterais: o assento elevatório é a alternativa para garantir que, pelo menos, o cinto do veículo passa ao nível do pescoço. Já se for necessário transportar três crianças em cadeirinha, mas estas não couberem no banco traseiro, é possível substituir a cadeira do mais crescido por um assento elevatório, colocado no lugar do meio.

O transporte de crianças em automóvel encontra-se regulado no artigo 55.º do Código da Estrada. Esta lei determina que as crianças com menos de 12 anos de idade e de 135 cm de altura, quando transportadas num automóvel com cintos de segurança, devem viajar num sistema de retenção homologado e adaptado ao seu tamanho e peso. Por isso, por lei, passam a dispensar este acessório quando atingem os 135 cm de altura ou os 12 anos. Contudo, mesmo com 135 cm ou mais, aconselhamos a utilização da cadeira até ao momento em que o cinto de segurança passe ao nível do ombro da criança e não do pescoço. Esta situação depende do tipo de banco do carro e local superior de fixação do cinto. Neste sentido, é possível que a criança dispense a cadeira num determinado carro, mas ainda precise dela noutro.
Os ensaios realizados só contemplam as colisões frontal e lateral. O capotamento é um tipo de acidente que não simulamos. No nosso comparador encontra os modelos mais seguros e, ao considerar o preços, os que apresentam a melhor relação entre a qualidade e o preço.

Se precisa de comprar um modelo, consulte os resultados dos testes e descubra as melhores cadeiras auto e os modelos realmente seguros.

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