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Aplicações de controlo parental: guia de compras

31 janeiro 2019
controlo parental

31 janeiro 2019
Se está preocupado com o tempo que os seus filhos passam em dispositivos eletrónicos, quer colocar filtros em alguns sites ou saber onde andam, instale uma aplicação de controlo parental.

Segundo um estudo conduzido pelo Centro de Média e Saúde Infantil e pela Universidade de Alberta, no Canadá, os jovens que passam cinco horas ou mais por dia em equipamentos eletrónicos aumentam em 71% o risco de suicídio, e os que usam intensamente as redes sociais têm 27% mais hipóteses de desenvolverem depressão do que aqueles que gastam a mesma média de tempo praticando desporto ou a sair com os amigos.

As funcionalidades das aplicações de controlo parental são múltiplas, mas, no essencial, visam restringir o uso e/ou a instalação de outras apps, colocar filtros e bloqueios a conteúdos impróprios, como pornografia ou jogos de azar, impor limites temporais e obter relatórios de utilização dos filhos. Algumas disponibilizam funcionalidades extra, como localização, assistência remota e gestão de contactos, entre outras.

Antes de escolher qualquer aplicação, tenha em conta que algumas só têm versões em inglês, o que pode dificultar a leitura dos relatórios se não souber a língua.

Muitas aplicações são gratuitas, mas há outras em que só se consegue saber o preço quando são instaladas, ou ao passar para a versão premium. Há outras que têm um preço baixo, mas obrigam a instalar uma nova aplicação se os pais quiserem outras funcionalidades, como a gestão de sites.

Antes de descarregar uma aplicação, o melhor é conversar e explicar ao seu filho os motivos por que pretende instalar o software, sob pena de haver uma quebra de confiança irreversível, como comprova um estudo da Universidade da Florida Central, nos EUA, em que foram questionados 200 pais e adolescentes dos 13 aos 17 anos. Os responsáveis concluíram que os jovens cujos pais admitiram usar essas aplicações são mais propensos à exposição a conteúdos impróprios para a sua idade, assédio online e problemas de relacionamento com outros jovens.

É preferível abordar a questão de forma honesta do que a criança descobrir mais tarde que instalou a aplicação à revelia. A segurança é sempre um bom argumento.

 

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