auscultadores

Como escolher auscultadores

Ajudamos a encontrar os melhores para si.

Os auscultadores permitem gerir as chamadas e o leitor de música do smartphone, participar em reuniões por videoconferência e apreciar as suas canções favoritas. O investimento pode ser elevado se tiverem redução de ruído, mas a versatilidade pode justificá-lo. Saiba como escolher os melhores auscultadores.

Guia de compras

Principais características

Os auscultadores com redução ativa de ruído ajudam a manter a concentração durante o trabalho e em momentos de lazer, ao eliminarem uma parte dos sons de fundo. Se o ambiente for silencioso, a função de cancelamento também pode ser desativada, até porque implica, tendencialmente, uma ligeira diminuição na qualidade do som. Requerem também o uso de bateria.

O investimento inicial de uns auscultadores com redução ativa de ruído é, em termos médios, consideravelmente mais alto. No entanto, os preços têm baixado de forma muito acentuada e, escolhendo bem, já é possível encontrar modelos com bom desempenho a partir de pouco mais de 50 euros.

Existem diversas possibilidades que podem fazer a diferença na altura de escolher, como os auscultadores com microfone e controlo de chamadas telefónicas, por exemplo. Desta forma, torna-se possível participar em reuniões de trabalho através de uma aplicação de videoconferência. Funcionam ainda como sistema de mãos livres para atender chamadas telefónicas ou como controlo do leitor de música do smartphone.

Poderá também optar por modelos com ligação por cabo de áudio ou modelos "sem fios", nos quais a ligação ao aparelho (computador, telemóvel ou tablet) é feita através de bluetooth. Os modelos com bluetooth são atualmente os mais populares, correspondendo à esmagadora maioria dos aparelhos analisados. Mais recentes são os “true wireless” ou “earbuds”, que se diferenciam pelo facto de serem dois auriculares colocados nos ouvidos, de forma independente, sem qualquer ligação física entre eles. Este tipo de modelos traz uma caixa de transporte, que serve também para carregar as baterias.

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Tipos de auriculares e auscultadores

Auriculares sem fios (bluetooth)

Com exceção dos “earbuds”, sempre sem cabos, os outros tipos de auriculares podem ser de duas variantes: os que têm ligação por cabo clássica ao telemóvel (ou a qualquer outra fonte de áudio) e os que a dispensam, ao integrar um recetor bluetooth. No caso destes, basta fazer o streaming das faixas de música a partir do telemóvel, smartTV com bluetooth áudio, aparelhagem de som com emissor bluetooth ou qualquer outra fonte de som compatível.

Intra-auriculares

Os intra-auriculares são semelhantes aos auriculares clássicos em termos de peso e dimensões. A grande diferença é que se inserem diretamente no canal auditivo através de peças adaptadoras de borracha ou silicone que funcionam como autênticos tampões.

Têm a grande vantagem de melhorar o isolamento sonoro, porque tapam o canal auditivo, e de a sua fixação ser melhor, evitando que caiam em movimento (por exemplo, durante a corrida ou no ginásio).

Em muitos casos, os intra-auriculares são vendidos com vários tamanhos diferentes de adaptador, o que permite uma boa adaptação a diferentes utilizadores. Um encaixe efetivo no ouvido é fundamental para a estabilidade, o isolamento sonoro e a qualidade de som.

 

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Os intra-auriculares melhoram o isolamento sonoro e fixam-se mais facilmente.

Sem fios “true wireless” ou “earbuds”

Em quase tudo semelhantes aos modelos intra-auriculares clássicos, os “earbuds” distinguem-se por dispensar qualquer tipo de cabo e só existem com bluetooth. São dois auriculares colocados nos ouvidos de forma independente, sem qualquer ligação física entre eles.

A maior parte dos modelos deste tipo traz uma caixa de transporte, que, além de servir para carregar os auriculares, inclui uma bateria que carrega as baterias destes.

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Os “earbuds” são independentes entre si e recarregáveis.

Auriculares clássicos

À primeira vista, assemelham-se aos intra-auriculares. No entanto, não se inserem no canal auditivo. São colocados à frente deste, fixando-se apenas no interior da orelha, sem tocar o canal auditivo interno. A fixação tende a ser menos efetiva por esse motivo. São cada vez menos usuais. 

De dimensões e peso muito reduzidos, normalmente são modelos bastante portáteis e de fácil transporte e arrumação. O isolamento sonoro dos ruídos circundantes é mínimo, o que força muitos utilizadores a elevar bastante o volume da música quando estão em ambientes muito ruidosos.

Almofadados (on/over ear)

Mais volumosos e com almofadas para os ouvidos, permitem, supostamente, uma utilização mais confortável em comparação com os auriculares. Dividem-se em dois modelos: circum-aurais (assentam em cima das orelhas) e supra-aurais (envolvem por completo as orelhas).

Muitos utilizadores acreditam que os cones (drivers) de maiores dimensões deste tipo de auscultadores asseguram uma melhor qualidade sonora e que as almofadas para as orelhas possibilitam um melhor isolamento sonoro e maior conforto de utilização. Mas os nossos testes a auscultadores comprovam que também existem pequenos auriculares e intra-auriculares com qualidade sonora elevada. Estes modelos dependem mais de uma boa fixação nas orelhas. Se não existir, além do conforto, a qualidade sonora fica comprometida. Esse problema quase não afeta os modelos circum e supra-aurais. 

Além disso, usar auscultadores grandes, muitas vezes coloridos, com design diferenciado, tornou-se uma moda entre adolescentes. Os fabricantes apresentam soluções a pensar neste tipo de utilizadores.

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Em cima, o modelo circum-aural que envolve por completo as orelhas e o modelo supra-aural, em baixo, que assenta em cima das orelhas. 

Auriculares para desporto

Os modelos com alegações específicas para a prática desportiva, normalmente, reúnem duas características: melhor capacidade de fixação durante movimentos mais bruscos e resistência à transpiração.

A melhor capacidade de fixação durante movimentos bruscos, como a corrida, consegue-se através de um sistema complementar ao encaixe das borrachas adaptadoras nas orelhas, em que o objetivo é aumentar a fixação em movimento.

O sistema muda conforme os modelos. A maioria recorre a alvéolos de borracha que encaixam no interior da orelha para aumentar a fixação. Noutros casos, o próprio corpo dos auriculares envolve parte da orelha (por exemplo, o desenho em “gancho”), aumentando a fixação.

 

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Neste exemplo, o modelo recorre a um sistema de fixação extra dos auriculares para quem pratica desporto (desenho em “gancho”).
Outra das características dos auriculares específicos para desporto é a utilização de materiais com maior resistência à transpiração e alguma resistência a salpicos de água. Alguns modelos referem mesmo resistência à imersão.

A nossa avaliação de conforto inclui o aspeto da capacidade de fixação dos auriculares, que tem influência direta no conforto de utilização.

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Como escolher auscultadores e auriculares

A utilização que lhes vai dar condiciona o tipo de auscultadores ou auriculares a escolher. Grandes e almofadados circum-aurais e supra-aurais? Ou os mais discretos intra-auriculares e “earbuds”? A grande diferença está, sobretudo, no formato físico. Mas há funções úteis a ter em conta que podem fazer a diferença na altura da compra.

Comando integrado no cabo ou corpo dos auriculares

No caso dos auriculares clássicos com cabo de ligação ao smartphone, é preciso cautela com o comando integrado no cabo. Os auriculares com comando para dispositivos iOS não vão funcionar em pleno nos smartphones Android e vice-versa.

Pode, por exemplo, conseguir iniciar e fazer pausa em faixas de música, mas não consegue ajustar o volume ou usar o microfone para as chamadas. Às vezes, os mesmos auriculares estão disponíveis nas versões iOS e Android.

No caso dos “earbuds”, os comandos estão integrados no corpo dos próprios auriculares, através de uma superfície sensível ao toque ou por intermédio de pequenos botões colocados no auricular. 

 

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Alguns equipamentos integram os comandos no cabo.

 

Auriculares com controlo vocal

O controlo vocal está presente na maioria dos modelos. É uma funcionalidade interessante para as situações em que não queremos ou não podemos aceder ao smartphone, ideal para fazer uma chamada telefónica ou reproduzir músicas.

Para usar esta funcionalidade, basta ter o assistente de voz ativo no smartphone e, depois, pressionar durante alguns instantes um botão dos auriculares (por exemplo, o botão destinado a iniciar uma chamada telefónica). De seguida, o assistente inicia-se no telemóvel, e pode dar as instruções vocais usando o microfone dos auriculares.

Gama de frequências

Todos os auriculares analisados apresentam gamas de frequências anunciadas que excedem os limites da audição humana. Mas, como verificamos nos testes, são apenas valores teóricos. Na prática, é mais importante que as diferentes frequências sejam representadas de forma equilibrada, sem a sobreposição de intervalos de frequência ou atenuação notória nos valores extremos.

Na altura de escolher uns auriculares, não dê muita importância à gama de frequências anunciada.

Saco ou bolsa de transporte

Alguns dos modelos analisados têm um saco de transporte que ajuda a proteger e a evitar que o cabo dos auriculares se entrelace. Normalmente, são estruturas rígidas que permitem proteger os auriculares quando colocados numa mala de viagem ou num saco com outros objetos. No caso dos “earbuds”, a caixa de transporte inclui uma bateria recarregável. Sempre que coloca os “earbuds” na caixa, inicia-se o carregamento das baterias.

Adaptadores para as orelhas (apenas para auriculares e intra-auriculares): 

A adaptação correta à fisionomia das orelhas do utilizador é um aspeto crítico. Afeta não só o conforto de utilização, mas também a qualidade de som (é notório o aumento da reprodução de graves ao ajustar a posição de uns auriculares).  

No entanto, como todos temos orelhas de dimensões e formatos diferentes, não é simples dizer qual o desenho e dimensão de auricular mais eficazes. Daí a maioria dos auriculares ensaiados vir com vários adaptadores de tamanho diferente. 

Peso (gramas):

Uns auscultadores pesados são menos cómodos de usar (embora o conforto dependa igualmente de outros fatores), sobretudo por períodos mais prolongados. Regra geral, os aparelhos do tipo circum-aural são mais pesados devido às maiores dimensões. 

Resistência à água (índice anunciado):  

Alguns destes auscultadores anunciam um índice de proteção “IP”, sendo que os algarismos de que são constituídos estes índices variam e isto implica um nível de resistência à agua (e à blindagem ao pó) díspar.

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Questões frequentes

Respondemos às principais dúvidas sobre auscultadores.

Como emparelhar uns auscultadores ou auriculares bluetooth?

O processo é normalmente simples de efetuar. Comece por colocar os auscultadores em modo de sincronização por bluetooth (pairing mode). Pode haver um botão específico para entrar em modo de sincronismo (normalmente identificado com o símbolo do bluetooth), pode ter de pressionar durante alguns segundo o botão on/off, ou abrir a caixa dos true wireless para poder entrar neste modo. Depois, basta adicionar um novo dispositivo bluetooth no telemóvel ou computador, por exemplo. No caso de um telemóvel Android, siga: DefiniçõesDispositivos ligados Sincronizar novo dispositivo. Num iPhone, basta ia a Definições, ligar o bluetooth e, posteriormente, selecionar o dispositivo da lista que aparece. Já num PC Windows, por exemplo, basta seguir: DefiniçõesDispositivosAdicionar dispositivo bluetooth

O uso de auscultadores sonoros é permitido durante a condução?

Só é permitido utilizar auscultadores enquanto conduz, caso seja utilizado um único auricular (microfone é igualmente permitido). A utilização de auscultadores clássicos, dotados de dois auriculares, constitui uma infração grave, prevista no artigo 84.º, n.º 1, do Código da Estrada.

Como ligar auscultadores bluetooth a um televisor?

Antes de mais é necessário colocar os auscultadores em modo de sincronismo bluetooth (pairing mode). Veja a descrição acima para saber como fazer. De seguida, no televisor, o procedimento depende do fabricante, mas passará por encontrar o menu onde são adicionadas novas fontes (sources). Neste caso, vai querer adicionar um novo dispositivo de áudio por bluetooth.

Qual o tipo de auscultador com melhor qualidade sonora?

Muitos utilizadores optam por auscultadores supra e circum-aurais por considerarem que têm qualidade sonora superior à dos pequenos auriculares e intra-auriculares. Mas não é porque estes modelos têm menores dimensões que emitem som de pior qualidade. Se estiverem bem adaptados à orelha, podem proporcionar algum isolamento e boa reprodução sonora. A decisão depende, sobretudo, do gosto pessoal e daquilo que quer investir. Explore o nosso comparador de auscultadores.

Como escolher os auscultadores mais confortáveis?

Nos modelos circum ou supra-aurais, o conforto depende do peso, da pressão sobre a cabeça, do calor e dos materiais usados nas almofadas e na banda de fixação. Já no caso dos auriculares, o conforto e a qualidade do som são influenciados pela adaptação e fixação aos ouvidos. Num auricular “solto”, a perceção dos graves é muito afetada. Como todos temos orelhas diferentes, a maioria dos auriculares traz adaptadores. Alguns auscultadores podem ter peso e dimensões consideráveis, pelo que a possibilidade de os dobrar, para facilitar a arrumação, é uma mais-valia. Pode, assim, encaixá-los num saco de transporte de dimensões mais reduzidas (por vezes, fornecido de origem) ou na mala do portátil. Em teoria, quanto maior a gama de frequências, maior o leque de sonoridades que os auscultadores reproduzem. Mas os valores indicados são apenas teóricos. Nos nossos testes temos verificado que nem sempre as frequências são representadas de forma satisfatória (por exemplo, há sobreposição de intervalos e atenuação nos extremos do espectro sonoro). 

Qual o impacto do uso de auscultadores para a saúde?

Seja num escritório com dezenas de pessoas, a trabalhar lado a lado, ou em casa em teletrabalho, os auscultadores continuam a ser a chave de acesso à concentração. Mas o uso destes equipamentos suscita preocupações. O risco depende de dois fatores: volume sonoro e período de exposição. De forma simples, os ouvidos funcionam como copos, que se vão enchendo com os ruídos a que são expostos ao longo do dia. Quanto maior a intensidade sonora, mais depressa atingirão o limite. À noite, quando dormimos, podem relaxar num ambiente silencioso, e os copos vão esvaziando. É por isso que, por exemplo, depois de um concerto de rock, podemos ter uma perturbação de audição temporária, e até ouvir zumbidos, mas, com uma boa noite de sono, tudo volta ao normal. Já se o copo ficar totalmente cheio, ocorre sempre algum tipo de perda da capacidade auditiva, um quadro irreversível e cumulativo. Ou seja, se abusar um pouco, durante alguns dias, o efeito talvez nem seja percetível. Mas se for acumulando excessos, a perda auditiva começa a ficar notória. 

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