Dicas

VIH/sida: prevenir é o melhor ataque

28 novembro 2019
laço da luta contra a sida ao lado de uma embalagem de preservativo

Se medicamente controlados, os infetados podem fazer uma vida normal, sem sinais de degradação física. Apesar de não ser 100% eficaz, o preservativo é a melhor forma de manter a doença à distância.

As mudanças ao nível das formas de contágio transformaram o rosto da doença. Para o novo contexto, contribuiu ainda a evolução nos medicamentos antirretrovirais, que colocou o VIH/sida entre as doenças crónicas. Hoje, os infetados, se medicamente controlados, podem fazer uma vida normal, sem sinais de degradação física nem o constante espectro da morte. Confiar no "bom aspeto" de alguém e ignorar o preservativo tornou-se ainda mais arriscado.

A maioria dos portugueses não faz o teste de despistagem do VIH. Desconhecendo o seu estado de saúde, muitos chegam ao hospital já debilitados, o que compromete o tratamento. E o mais provável é terem entretanto infetado os parceiros.

Abraçar um seropositivo é 100% seguro

  • A sida não é um problema de homossexuais. Todos os indivíduos podem ficar infetados, incluindo bebés, pois transmite-se através de sangue, secreções sexuais e da mãe infetada para o filho, no parto ou na amamentação. 
  • O vírus não penetra na pele intacta e a maioria dos que o contraem não mostra logo sinais da doença.
  • É possível ficar infetado ao partilhar agulhas e seringas, incluindo de pírcingues e tatuagens, mas nadar numa piscina pública ou partilhar um copo com um seropositivo não traz problemas. Abraçar ou tocar um doente de VIH é 100% seguro.
  • Todas as relações sexuais com indivíduos infetados são passíveis de transmitir o vírus. Por isso, o preservativo é muito importante. Não é um método totalmente eficaz, mas a única forma de evitar o contágio, quando usado corretamente. A pílula, o dispositivo intrauterino (DIU) e o diafragma previnem a gravidez, mas não têm poder contra o VIH. Dois preservativos não garantem maior proteção. A fricção pode provocar um desgaste ou rasgão ainda mais rapidamente.

Comportamentos de risco a evitar

  • Sexo sem preservativo é sempre desaconselhável. Os estudos dizem que a probabilidade de contrair o VIH é inferior se o parceiro seropositivo estiver medicamente controlado e revelar baixa carga viral. Mas não vale a pena arriscar, ainda que ambos tenham a doença. No último caso, há o perigo de reinfeção.
  • O risco de contrair VIH é superior nos indivíduos que têm relações sexuais com parceiros desconhecidos, múltiplos ou ocasionais. 
  • O teste de despistagem é gratuito e anónimo. Não é obrigatório para começar a trabalhar numa empresa, nem sequer em estabelecimentos de saúde.
  • Não é fácil aceder ao tratamento antirretroviral para as primeiras horas de exposição ao VIH, sobretudo encaminhado para profissionais de saúde infetados no exercício da sua atividade. Portanto, a prevenção, com o uso correto do preservativo, continua a ser a melhor arma contra a doença.

O Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA disponibiliza preservativos femininos e masculinos e gel lubrificante para distribuição gratuita junto do público mais vulnerável e em risco de infeção. Os preservativos devem estar também disponíveis gratuitamente nas consultas de saúde sexual e reprodutiva, nos cuidados de saúde primários e nas consultas hospitalares das pessoas que vivem com a infeção.

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