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Metro de Lisboa retoma venda de cartões nas máquinas

20 dezembro 2016
problemas metropolitano lisboa

20 dezembro 2016
Antecipar a atualização do software das máquinas de bilhetes foi a solução do Metropolitano de Lisboa para poder comprar rolos de cartões a outros fornecedores. A DECO PROTESTE apurou ainda que aumentar o número de carruagens em circulação é a próxima prioridade.

Depois de meses sufocados por filas intermináveis em algumas estações do metropolitano de Lisboa para comprar títulos de viagem, agudizadas pelo alargamento do intervalo entre a passagem de composições, os ânimos começam, finalmente, a serenar entre os passageiros que diariamente se cruzam nas linhas verde, azul, vermelha e amarela do Metro.

A indignação dos passageiros tinha vindo a subir de tom nas últimas semanas, o que levou a DECO PROTESTE a pedir explicações à empresa transportadora. As imagens de pessoas acumuladas nas estações à espera de metro em hora de ponta rapidamente foram difundidas pelas redes sociais e ampliaram as vozes de protesto contra o serviço prestado pelo Metropolitano de Lisboa. À plataforma Queixas dos Transportes, que a DECO PROTESTE lançou em março, chegaram outras tantas queixas pela falta de cartões recarregáveis nas máquinas de venda automática, pelo tempo de espera entre a passagem de composições e, sobretudo, pela ausência de uma resposta rápida e eficaz a todas as reclamações de quem paga para usufruir de um serviço público de transporte.

À DECO PROTESTE, o Metropolitano de Lisboa explicou que nunca esteve em causa uma rutura do stock de cartões, mas sim “uma falha na entrega na tipologia específica de cartões em rolo, que são utilizados nas máquinas de venda automática”. Estando o software das máquinas adaptado exclusivamente aos cartões de um único fornecedor, tornou-se inviável procurar outro fabricante de cartões, o que obrigou o Metropolitano a avançar com o projeto de atualização do software das máquinas, previsto para o verão de 2017, mas que deverá, afinal, estar concluído por estes dias. Só assim será reposta a normalidade na venda de cartões de Viva Viagem nas bilheteiras automáticas das estações do Metro.

Carruagens paradas à espera de rodados

Diminuir o tempo de espera entre composições, sobretudo à hora de ponta, só deverá ser possível após a chegada do material que servirá para reparar as composições atualmente paradas nas oficinas do metropolitano. “A manutenção preventiva acabou há mais de seis anos e chegámos a este ponto, em que temos 21 composições paradas por terem os rodados gastos”, critica Anabela Carvalheira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O material já está a caminho, confirma a sindicalista à DECO PROTESTE, “mas também faltam maquinistas para conduzir as carruagens”, reivindica Anabela Carvalheira. “Está prevista a entrada de 30 novas pessoas, mas serão precisos, pelo menos, três meses para formar maquinistas e só no imediato o Metropolitano precisa de duas dezenas de profissionais para conduzir as composições”, alega a sindicalista para sublinhar que a nova vaga de contratações é insuficiente para responder às necessidades da empresa. “Idealmente são precisos 200 novos colaboradores, mas propusemos para 2017 a contratação de uma centena de pessoas, o que já seria uma boa ajuda”, conclui Anabela Carvalheira.

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