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Consumidores como nós: entrevista a Carla Rocha

Carla Rocha também tem pesadelos de consumo e defende que o consumidor não se pode conformar com um mau produto. Conheça as histórias da locutora da Rádio Renascença.

18 dezembro 2017
Consumidores como nós: entrevista a Carla Rocha

4 See/José Sérgio

Carla Rocha é a segunda entrevistada da rubrica "Consumidores como nós", onde alguns nomes conhecidos - como Ricardo Araújo Pereira - revelam as suas aventuras no mundo do consumo. Conta que ficou "piúrça" quando descobriu que a máquina fotográfica que comprou não permitia adaptar um microfone, apesar de ter salientado na loja que queria um aparelho com essa característica. No vídeo, veja a história contada por Carla Rocha.

 

 

Qual prefere: o livro de reclamações ou o livro de elogios?

Prefiro o livro de elogios. As pessoas estão sempre a reclamar ou exigir alguma coisa. O que acontece muitas vezes é que esta atitude é completamente descomprometida. Queremos que alguém aja por nós. Não digo com isto que, quando alguém está descontente com um produto ou serviço, não deva escrever no livro de reclamações. Eu mesma já o fiz. No entanto, acho que somos pouco otimistas e acabamos por nos esquecer de dizer o que recomendaríamos a um amigo.

Já ameaçou alguém que iria fazer queixa à DECO? Qual foi o resultado?

Sim, já me aconteceu com uma empresa de telecomunicações. Mostraram-se logo mais compreensivos com o meu problema e enviaram um técnico a casa para resolver a situação.

 

Os produtos biológicos são uma preocupação de Carla Rocha.
 

Qual o seu pior pesadelo de consumo?

Comprar algo que se revele uma desilusão. Lembro-me de uma câmara fotográfica, que eu disse que era fundamental filmar e que desse para adaptar um microfone. Na loja, disseram-me que tinha essas características. Mas quando fui fazer um vídeo pela primeira vez, vi que não dava para adaptar o microfone e fiquei... piúrça, é essa a palavra. Ainda por cima o prazo de devolução já tinha passado, porque deixei a máquina muito tempo fechada na caixa, convencida de que a informação que me tinham dado era verdadeira.

Já recorreu a algum serviço da DECO? Se não, em que situações poderia recorrer?

Gosto de ver os testes comparativos entre produtos. O nosso cérebro por vezes engana-nos e deixamo-nos levar pela embalagem mais colorida, mais atrativa. Também acontece comprarmos determinado produto porque é de uma marca que já conhecemos e que se encontra no mercado há vários anos. O que os testes da DECO PROTESTE mostram é que alguns produtos podem ser verdadeiramente surpreendentes pela sua qualidade. É engraçado perceber, por exemplo no teste a cremes hidratantes, que o do Lidl é um dos melhores produtos de cuidados com a pele. Amigas já me falaram nele. É um produto acessível e que, pelos vistos, faz um trabalho melhor do que muitos cremes de dia mais caros do mercado.

A locutora prefere o livro de elogios, mas admite que já recorreu ao livro de reclamações.

 

Qual é o estudo que nos falta fazer?

É difícil responder a esta pergunta, porque a DECO PROTESTE faz estudos em diversas áreas que influenciam o quotidiano. Ainda assim, acredito que existe margem para investigação no que toca aos produtos alimentares. Estão sempre a surgir novos produtos e tendências na área da alimentação. São estudos que interessam aos consumidores porque ajudam a saber o que colocamos no nosso organismo. Cada vez mais a sociedade está preocupada com a qualidade dos alimentos que ingere e não quer gastar balúrdios no supermercado. Gostava de ver, por exemplo, um estudo sobre produtos biológicos.

O consumidor tem sempre razão?

Toda a gente anda à procura de um produto feito à sua medida, que satisfaça as suas necessidades por inteiro. É normal que, dado o volume de vendas das lojas, um produto venha danificado ou a sua reparação demore mais tempo e seja mais cara do que esperávamos. Ainda assim, gostamos de ver que o investimento que fizemos valeu a pena. Que foi “dinheiro bem gasto”. Mas isso nem sempre acontece. Por isso o cliente deve reclamar. Temos o direito de defender os nossos interesses e não nos podemos conformar com um mau produto.