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Comprar material escolar em lojas online é mais barato

Em geral, é mais barato comprar material escolar através da internet do que em lojas físicas, como supermercados e papelarias. E não vale a pena antecipar as compras. Produtos baixam de preço durante as campanhas promocionais de regresso às aulas.

15 setembro 2022
mochila de escola com material escolar

iStock

De acordo com uma análise comparativa aos preços dos itens que compõem as listas de material escolar do primeiro e do segundo ciclo do ensino básico elaboradas pela DECO PROTESTE, conclui-se que, em geral, comprar através da internet sai mais barato.

Onde comprar material escolar barato?

O preço médio global da listagem de materiais para o primeiro ciclo, composta por 24 itens, num total de 38 produtos, para o conjunto das lojas onde recolhemos preços, foi, no final de agosto, de 88,20 euros. Visitámos 67 pontos de venda ao todo, 55 dos quais lojas físicas (supermercados, hipermercados, grandes lojas da especialidade e papelarias) e 12 online. Nos pontos de venda online, o custo médio para este material revelou-se mais baixo, atingindo os 77,05 euros. Nos supermercados, a mesma lista custava 78,04 euros, em média. Já nas papelarias, a fatura média revelou-se bem mais alta, 114,47 euros.

O mesmo aconteceu com a comparação de preços do cabaz de material escolar para o segundo ciclo, com 37 itens, num conjunto de 51 produtos. Em termos médios globais custava 140,73 euros. Nas lojas online, o preço médio era mais barato. À semelhança do custo com o cabaz do primeiro ciclo, seguiram-se os supermercados e, por último, as papelarias.

A mesma loja online obteve os níveis de preços mais baixos, tanto para o cabaz do primeiro ciclo, como para o do segundo. Trata-se da Papze. Optando por uma cadeia de lojas físicas, os melhores preços foram encontrados no Auchan e no Intermarché.

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Preços descem ou sobem durante as campanhas promocionais?

Esta recolha de preços do material escolar foi feita durante o período em que decorreram as campanhas promocionais do regresso às aulas, entre 22 e 31 de agosto, e o objetivo foi perceber onde era mais barato comprar, e se a palavra “promoção” se aplicava, de facto. Naquela altura, são frequentes os anúncios de reduções de preços (promoções), que convidam os consumidores a comprar, na expectativa de gastarem menos. A DECO PROTESTE quis confirmar se o preço do material escolar descia mesmo ou se havia itens específicos que encareciam durante as campanhas.  

Para chegar a uma conclusão, foi feita uma recolha de preços anterior, logo após o final do ano letivo, entre 27 junho e 3 de julho, nos mesmos 67 pontos de venda, e considerando os mesmos cabazes de produtos para o primeiro e segundo ciclos. Quem comprasse qualquer um dos dois cabazes considerados teria uma poupança importante se o fizesse, igualmente, online, mas, neste caso, na loja Officelink. Optando por uma cadeia de lojas físicas, os produtos das listas de material escolar teriam sido comprados aos melhores preços também no Auchan e no Intermarché.

Vale a pena antecipar as compras de material escolar?

Mas teria valido ou não a pena antecipar as compras dos cabazes de material do primeiro e do segundo ciclo do ensino básico? – procurou saber a DECO PROTESTE.

Comparando os preços médios globais de ambas as listas de material, a resposta é: não. Há vantagem em comprar o material escolar na altura das promoções. Em agosto, o custo médio global do material para o primeiro ciclo desceu cerca de 10%, sendo que as lojas online cobraram, em média, menos 12% pelo cabaz. Nos supermercados, a fatura baixou ainda mais, 14%, e, nas papelarias, três por cento. A lista para o segundo ciclo também baixou de preço: menos 8% no custo médio global. Por tipo de loja, conclui-se que as diferenças dos preços médios globais são próximas das registadas para o material do primeiro ciclo.

Os resultados deste estudo são apresentados sob a forma de índices de preços. À loja mais barata, atribuí-se o índice 100. As restantes vão registando índices superiores, calculados em função deste. Cada ponto acima de 100 significa que o mesmo cabaz fica 1% mais caro.

Não considerámos descontos em cartão ou em talão, nem promoções condicionadas à compra de outros produtos. No caso das lojas online, não contemplámos despesas adicionais relacionadas com a entrega das compras, que variam conforme os casos.

Promoções valem a pena, sobretudo nos supermercados

Em junho, a lista de material escolar do primeiro ciclo custava, em média, 97,95 euros no conjunto das 67 lojas físicas e online consideradas no estudo. O valor médio deste cabaz era mais reduzido nos pontos de venda online, 87,61 euros, seguindo-se os supermercados, que apresentavam aos consumidores uma fatura média de 90,83 euros. Em termos globais, as papelarias foram os estabelecimentos onde o material escolar do primeiro ciclo se revelou mais caro, custando 118,13 euros, em média. 

Comparando com os preços disponíveis em agosto, durante as campanhas promocionais de regresso às aulas, a tendência verificada neste mês para o cabaz do primeiro ciclo é a mesma (comprar online é mais barato), mas ficou mais curta a diferença entre os níveis de preços globais das lojas online e dos supermercados, onde a fatura baixou mais do que nos pontos de venda online.

As lojas online obtiveram o índice 100 para este cabaz nos dois momentos de recolha de preços, mas o índice de preços dos supermercados foi de 116 em junho (16% acima das lojas online) e desceu para 104 em agosto (4% mais caro do que nas lojas online). 

Estas diferenças podem justificar-se pelas campanhas de descontos lançadas pelos supermercados, que fizeram descer os preços de alguns produtos, mas também pela maior oferta existente no final de agosto.

Nas papelarias, o tipo de loja com o índice de preços mais elevado para o cabaz do primeiro ciclo tanto na recolha de junho, como na de agosto, verificou-se o comportamento contrário aos dos supermercados. Aumentou a diferença de nível de preços face às lojas online. Para esta lista de material, as papelarias obtiveram o índice 122 na primeira recolha de preços, passando o índice na recolha feita no final de agosto para 127. Traduzindo: o nível de preços em junho era 22% acima do mais barato e, em agosto, 27 por cento. 

Fica mais barato comprar material escolar pela internet

Na primeira recolha de preços efetuada, os oito primeiros lugares da lista dos pontos de venda com níveis de preços mais baixos para o cabaz de materiais escolares do primeiro ciclo foram todos ocupados por lojas online. A Officelink foi a que obteve o índice 100. Ou seja, era a mais barata de todas. 

Olhando aos preços mais baixos praticados em agosto para este mesmo cabaz, destaque, novamente, para o reinado absoluto das lojas online, mas, desta vez, com a Papze no topo. Os supermercados Auchan aparecem em quarto lugar, com o índice 123 (na primeira fase, esta insígnia tinha ficado em nono lugar, com o índice 143, ou seja, era 43% mais cara do que a Officelink, o ponto de venda mais barato de todos), mas logo os quatro lugares seguintes pertencem a lojas online.

Os preços mais baixos dos produtos da lista de material escolar para o segundo ciclo foram, igualmente, encontrados em pontos de venda na internet (Officelink à cabeça, em junho, e Papze, em agosto), mas há menos lojas online a liderar este ranking. O Pingo Doce online, que em junho não tinha produtos suficientes para o cálculo do índice, aumentou a oferta e, em agosto, ascendeu ao terceiro lugar do ranking dos mais baratos, a par de outra loja online, a Olmar. Os supermercados Auchan surgem em quarto lugar, com o índice 131 (preço do cabaz 31% acima do mais barato), e o Intermarché em quinto lugar, com o índice 138. 

Fazendo zoom apenas às lojas físicas, os melhores preços de material escolar foram encontrados no Auchan e no Intermarché, tanto para um cabaz, como para o outro; tanto em junho, como em agosto.

Produtos considerados nos cabazes de material escolar

Os cabazes considerados neste estudo englobam material escolar tão diverso quanto lápis de carvão, esferográficas, borrachas, cadernos, réguas, tesouras, lápis de cor, lápis de cera, canetas de feltro, compassos, micas, colas, papel, capas de elásticos, mochilas, estojos, entre outros.

Para abarcar os consumidores que, na compra do material escolar, dão prioridade à marca, para alguns itens foram considerados tanto produtos de marcas específicas como produtos sem marca predefinida. Nestes casos, foi dada preferência ao preço, considerando-se o produto mais barato à venda no estabelecimento.

Relativamente a outros itens de ambos os cabazes, não definimos a marca e foi recolhido apenas o preço do produto mais barato disponível em cada ponto de venda. Privilegiou-se, assim, o consumidor que dá preferência ao preço, sendo que esta definição genérica também permite a inclusão de marcas exclusivas de algumas insígnias.

Foram apenas registados preços de produtos disponíveis nas prateleiras dos estabelecimentos na altura da recolha (e não preços anunciados em folhetos ou publicidade). O mesmo aconteceu nas lojas online.

Atenção aos custos de entrega ao domicílio

As 12 lojas online analisadas no estudo apresentam situações muito diversas quanto à cobrança de valores pelo serviço de entrega ao domicílio. As diferenças não são apenas entre lojas. Para a mesma insígnia, os custos de entrega a suportar pelo cliente podem variar em função do valor da encomenda, do dia de entrega ou do horário escolhido, entre outros fatores. Em alguns casos, a entrega é gratuita em compras a partir de um determinado valor.

Além da entrega ao domicílio, há outras formas de receber as compras feitas online, como a recolha da encomenda numa loja física ou numa área drive thru. Pode ou não haver custos associados. 

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