última atualização: 01/07/2020

Solução AQS + UPAC

Boa noite.

Estou a reabilitar uma moradia de 2 pisos, com cerca de 200 m2, no distrito do Porto. Tem boa exposição solar.

Uma vez que a habitação é antiga, necessitará de intervenção em tudo o que tem a ver com climatização.Terá isolamento térmico exterior de 6cm, caixilharia com ruptura térmica, janelas de vidro duplo. Será habitada por 3 adultos e 2 crianças, sendo que 1 dos adultos estará permanentemente em casa.

Procuro uma solução eficiente para AQS que não contemple gás. Após a leitura de diversos tópicos por aqui, tanto a instalação de painéis solares com termossifão ou bomba de calor (ou ambos) são opções viáveis mas gostaria de ter a vossa opinião sobre a solução mais adequada e eficiente.

 

Aproveito o tópico para perguntar também sobre a questão do aquecimento/arrefecimento. Teremos salamandra/recuperador a pellets mas é difícil aproveitar para aquecimento central pois o pé direito é baixo. Pelo mesmo motivo, o piso radiante está fora de questão. A solução que me parece melhor, neste momento, é AC. O que pretendo, para já, é fazer apenas a pré-instalação de AC e depois verificar as necessidades quer de arrefecimento ou aquecimento durante o próximo ano e canalizar agora esse investimento para painéis fotovoltaicos. Que vos parece?

Obrigado, desde já.

 

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6 Comentários

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26/06/2020

Boa tarde,

Uma resistência eléctrica no acumulador do painel, não será uma opção viável para quem não tenha gás natural ou não queira de todo usar gás na habitação? E este sistema com painéis foto voltaicos de auto consumo? Não será uma solução mais sustentável?

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29/06/2020
, Respondeu:

Caro Jorge,

não recomendamos a utilização de resistência em sistemas solares térmicos do tipo termossifão porque as resistências, se não forem usadas por muito curtos períodos de tempo, acabam por tomar conta do aquecimento do depósito em detrimento do sol. Este fenómeno é muito mais acentuado em reservatórios horizontais, tal como nos termossifão (razão pela qual não somos tão restritivos quando os acumuladores de AQS são horizontais).

Nestes cenários, preferimos a utilização de um termoacumulador elétrico como apoio ao termossifão: não só reforça o volume de AQS acumulada como se utiliza o sistema de controlo do termoacumulador para manter a sua operação reduzida ao mínimo. Em contrapartida, passa a ter mais um elemento no sistema que tem de ser mantido.

O aproveitamento dos excesso (ou a total produção) de sistemas fotovoltaicos para autoconsumo para a produção de AQS é interessante - na realidade, é usar a água quente como bateria do sistema. O problema é que há que operacionalizar tudo de forma activa e eficaz - não chegar ter um sistema PV e ligá-lo... Se não vejamos: durante o dia, quando há sol, o sistema solar térmico aquece a água através do sol. Na mesma altura, o sistema PV está a produzir eletricidade e que será escoada para onde? Para o termoacumulador elétrico? Sim, em teoria. Mas e se ele estiver quente? Para onde vai então essa eletricidade do sistema fotovoltaico? 

Somos adetos da intgração dos sistemas e se é esse objetivo, devem-se integrar, com o PV, bombas de calor (ou sistemas de produção de AQS) que possam comunicar entre si - há no mercado muitas soluções SG Ready ou soluções de marcas que promovem esta gestão de balanceamento de cargas. Regra geral, são soluções ainda caras.

A Equipa Energias Renováveis.

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01/07/2020
, Respondeu:

Muito obrigado pelo esclarecimento, vou ter em conta esta informação no aperfeiçoamento do meu sistema integrado.

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29/05/2020

Caro João,

lendo o seu post pergunto: o que tem no projeto de térmica? Tem um projeto para este tipo de intervenção, certo? Ou seja, estas soluções de isolamento estão contempladas no projeto e não só cumprem com os requisitos legais em vigor como, presumo, optimizem o desempenho energético da habitação, reduzindo ao máximo as necessidades energéticas da mesma de um ponto de vista de aquecimento e arrefecimento? Reforçamos a imperiosa necessidade de estas questões serem devidamente debatidas com o Projetista e que os projetos se foquem na redução, em obra, das necessidades energéticas das habitações (e não na instalação de sistemas de climatização com o objetivo de corrigir esses defeitos).

Para a produção de água quente sanitária (AQS) e numa renovação de uma habitação que indica, a habitação é obrigada a ser equipada com um sistema solar térmico (ou, caso não seja viável tecnicamente, com outro sistema para produção de AQS baseado em energias renováveis). Por isso, terá de instalar um sistema solar térmico com pelo menos 200 litros de capacidade (40 litros de AQS por elemento do agregado) e que terá de ter um sistema de apoio (o sistema solar garante, em média, cerca de 70% das necessidades anuais de AQS). Recomendamos um esquentador termostático a gás natural ou um termoacumulador elétrico para os termossifões, por exemplo. Pode também adotar uma solução que integre, de raíz, um sistema solar térmico com uma bomba de calor como elemento de apoio. Esta solução é a que apresentará os menores custos energéticos de utilização, podendo ser um pouco mais onerosa na compra. O mercado apresenta já várias marcas com soluções deste tipo que recomendamos.

Quanto à questão da climatização, parece-nos correto o que diz: recomendamos reforçar o isolamento da habitação agora na fase de renovação (indica isolamento com 6cm de espessura. Porque não 8 ou 10cm? O aumento do custo é marginal e os ganhos são significativos... Se isolar a habitação muito bem, provavelmente chegará à conclusão que nem precisará de AC. Mas sim, deixe a pré-instalação feita (se o pé-direito é baixo, opte por unidades de parede/chão) e afira depois. No limite, uma salamandra a pellets / recuperador a lenha, numa habitação bem isolada, pode também conseguir aquecer o espaço todo no inverno...

Pondere a instalação e utilização de um sistema de ventilação mecânica cruzada com recuperação de calor. Mais uma vez, em casa muito isoladas e com portas e janelas que garantam uma elevada estanquidade do ar interior, há que garantir a correta e eficaz renovação do ar interior. Como faz recuperação do calor, este sistema consegue climatizar um pouco o ar fresco (e frio) que é injetado no interior da habitação.

A Equipa Energias Renováveis

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02/06/2020
, Respondeu:

Obrigado pela sua resposta clara e elucidativa.

Uma última questão: com a instalação de uma bomba de calor para AQS e sistema de produção fotovoltaico para auto-consumo, alguns fornecedores questionaram a vantagem de integrar também os painéis solares térmicos pois, segundo eles, demorarei muito tempo até compensar o investimento adicional. Pensa que vale o investimento, tendo em conta o baixo consumo da bomba de calor?
Obrigado, desde já.

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03/06/2020
, Respondeu:

Caro João,

é um facto que quanto mais investir à cabeça, maior será o prazo de retorno de investimento... Daí que neste momento mantenhamos a opinião de que se deve começar pela instalação e operação de um sistema solar térmico para a produção de AQS coadjuvado com um sistema de apoio (em que recomendamos, por exemplo, um esquentador a gás natural). Esta é a solução que apresenta custos energéticos muito baixos e que, regra geral, conduz aos menores prazos de retorno de investimento.

A integração de um sistema solar térmico com uma bomba de calor para AQS (como elemento de apoio) traduz-se, de acordo com as nossas análises, nos sistema que apresenta os menores custos energéticos anuais. Mas a redução face à solução "mais barata" de um sistema solar térmico com esquentador não é assim tão significativa (os custos aqui já eram baixos) e os prazo de retorno de investimento tende a subir.

Olhando para o seu agregado familiar (5 pessoas), estaremos a falar de pelo menos 200 litros de AQS por dia. Ora, a solução solar térmico + bomba de calor é tanto mais poupada (o prazo de retorno desce) quanto maior for a sua utilização - isto para que a poupança real face a outros sistemas suba. Para um agregado familiar de 5 pessoas parece-nos fazer muito sentido a adoção desta solução. Mais, ficando na habitação durante, imaginemos, um período de 20 anos, esta solução irá conduzir a poupanças mais significativas neste período mais alargado de tempo...

Por isso, solicite orçamentos para as várias soluções (solar térmico + esquentador, solar térmico + BC e BC) e peça para simularem o perfil de consumo energético anual, com base na especificidade do seu agregado familiar (basicamente, passará por calcular/apresentar a etiqueta energética da solução de AQS). Ficará com uma estimativa interessante de quanto gastará com cada sistema. Depois tem de cruzar isto com o custo de cada solução e perceber quais os prazos de retorno de investimento. Não se esqueça de incluir o custo da manutenção anual nos cálculos.

Seja como for, recomendamos sempre que comece pela adoção de um sistema solar térmico com apoio a gás (ou elétrico sob a forma de um termoacumulador ou mesmo de uma BC monocorpo de pequena dimensão) mas que o deixe pensado e preparado para, no futuro, o integrar com uma BC para AQS de maior dimensão. Relembramos também que no mercado há algumas soluções totalmente integradas de solar térmico com BC como elemento de apoio - apresentam um custo um pouco mais em conta (produto "pronto a instalar") e uma maior facilidade de projeto, instalação e operação. 

A Equipa Energias Renováveis

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