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Autoconsumo: 6 dicas para saber se este é o sistema indicado para si

14 maio 2018
autoconsumo

14 maio 2018

Um consumidor pode produzir energia para consumir diretamente na sua habitação. Uma opção ecológica para o ambiente e para a sua carteira.

Com o fim das tarifas bonificadas, a atividade de produção de energia viu a sua atratividade e rentabilidade seriamente afetadas: tornou-se cada vez mais difícil obter um retorno do investimento sem ser a longo prazo. Além disso, o custo médio destas instalações ronda as dezenas de milhares de euros, o que à partida afasta grande parte dos potenciais investidores.

A abertura da legislação ao autoconsumo, tal como se já tinha verificado em vários países europeus, tenta inverter um pouco esta tendência de desinteresse. As soluções técnicas apresentadas, um preço de acesso bem mais baixo – na casa das centenas de euros -, e um processo burocrático simplificado, são fatores a ter em conta.

Mesmo que o sistema para autoconsumo possa vender a energia produzida e excedente para a rede, não recomendamos essa opção. A tarifa de remuneração é muito baixa, nem compensa o aumento da carga burocrática e de regras a cumprir por parte do consumidor – por exemplo, a instalação de sistemas de medição da energia excedente produzida e injetada na rede (contador). Ou seja, a situação ideal será sempre a de um sistema que permita que a totalidade da energia produzida seja absorvida pela instalação de utilização, não existindo por isso nenhum excedente.

Seis regras de ouro a ter em conta, antes de investir num sistema de autoconsumo

  1. Verifique se a sua habitação apresenta as condições ideais (ou, pelo menos, mínimas) para a instalação de um sistema fotovoltaico para autoconsumo: correta orientação solar, existência zonas não sombreadas durante o dia – ou que sejam sombreadas em períodos muito reduzidos do dia –, proximidade entre o local de produção e o de consumo.
  2. Recomendamos que escolha um sistema para autoconsumo puro: um em que a totalidade da energia produzida seja absorvida e consumida na instalação de utilização.
  3. Verifique o seu perfil de consumo: idealmente, deverá estar alinhado com o perfil de produção para que toda a energia produzida seja efetivamente consumida na instalação.
  4. Nunca confie em vendas à distância: cada caso é um caso e deverá pedir que o instalador visite a sua habitação e que estude não só as condições físicas da mesma (orientação da habitação, inclinação dos telhados, distâncias entre pontos de produção e de consumo...), mas também o seu perfil de consumo, para lhe propor um sistema que se adeque de forma mais eficiente.
  5. Compre sempre um equipamento que cumpra todos os requisitos legais. Pergunte ao instalador quais os procedimentos legais a cumprir, para agir sempre de acordo com a lei.
  6. Após a instalação, exija que o instalador lhe forneça os manuais e os certificados de garantia dos vários componentes. Exija também que lhe explique o funcionamento dos vários componentes e quais os procedimentos de manutenção.
O correto esclarecimento e definição destes pontos garantirão, à partida, que o sistema instalado irá adaptar-se de forma mais correta às necessidades reais do consumidor, não terá de comprar energia à rede. Irá também permitir menores prazos de rentabilização do equipamento e o tempo de retorno - neste momento, estimamos que ronde os 5 a 7 anos, para sistemas de 250 a 500Wp. Neste momento, o mercado nacional vive uma altura complicada em que, por vezes, não é fácil ter acesso ao aconselhamento técnico dos instaladores ou ao equipamento e materiais mais indicados.

Caso queira saber mais sobre estes sistemas ou tenha alguma dúvida que gostaria de ver esclarecida, consulte a nossa página de Energias Renováveis.
 

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.