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Manutenção do sistema solar térmico evita reparações caras

16 março 2018
Para que um sistema solar térmico seja rentável, os elementos mais caros deverão durar o máximo possível. Saiba que cuidados de manutenção deve ter e qual a regularidade.

16 março 2018
A troca antecipada dos elementos de um sistema solar térmico pode comprometer a rentabilidade do investimento. Alguns componentes, como os painéis solares, necessitam de verificação anual ou ainda mais regular.
Os elementos mais caros, como o painel solar (designado coletor), o acumulador e a tubagem, deverão durar o máximo possível (de preferência, toda a vida útil do sistema: cerca de 20 anos). A verificação regular destes componentes poderá adiar, ou mesmo evitar, gastos na sua substituição, garantindo o retorno do investimento.

A manutenção da maioria destes componentes deve acontecer anualmente e implica ações como a limpeza, a verificação do seu estado e a substituição de peças. O coletor solar, por exemplo, deve ser limpo sempre que necessário, para evitar que a sujidade prejudique o rendimento da captação de energia.

Um contrato anual de manutenção é aconselhável. Porém, os custos desse contrato podem prolongar o prazo de retorno do investimento, sobretudo em instalações com potencial de poupança mais baixo. Se o local da instalação for acessível e não comprometer a segurança, algumas destas ações poderão ser feitas pelo proprietário, reduzindo esses custos. Estes contratos tanto podem ser firmados com empresas especializadas em manutenção, como com instaladores que fazem manutenção ou centros de assistência associados a algumas marcas.

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Toda a estrutura do sistema deve ser observada anualmente, em busca de pontos de corrosão, e verificados os apertos. O mesmo é válido para o acumulador, onde deve ainda detetar possíveis fugas e também o estado do ânodo de magnésio, um elemento de desgaste cuja regularidade de substituição varia consoante as características da água. Recomendamos a sua inspeção após o primeiro ano e o ajuste da periodicidade em função do desgaste no final desse ano.

Já a manutenção de componentes como separador de ar é de periodicidade variável. Este separador está equipado com um purgador manual que deve ser acionado para libertar o ar acumulado. A purga deve ser feita de forma frequente logo após o arranque e passar a anual após a primeira fase.

Todos os anos, deve ainda:
  • verificar o pH e a concentração do fluido solar, um elemento que serve para evitar a congelação e cujas propriedades se alteram com as altas temperaturas que se podem atingir em períodos de estagnação;
  • procurar fugas nos vasos de expansão e confirmar o estado da pressão em vazio, que deve ser ajustada à pressão do circuito;
  • averiguar o funcionamento das válvulas de segurança, que limitam a pressão no circuito (se esta exceder o valor máximo, a válvula de segurança abre);
  • examinar e regular a válvula da misturadora termostática, um elemento que regula a temperatura da água que sai do acumulador, evitando queimaduras, e permite gerir melhor a energia acumulada;
  • conferir o funcionamento e valores medidos pelos relógios, sondas de temperatura e programadores;
  • verificar o circulador e a circulação do caudal – esta influencia o rendimento da instalação, pelo que deve ser afinada, se necessário;
  • confirmar o estado do isolamento (deve ser contínuo, sem rasgos ou zonas que permitam a entrada de água) e substituir os troços danificados.
Por forma a garantir uma correta vedação, deve também substituir juntas e vedantes sempre que o respetivo componente ou peça é trocado. Para saber mais sobre energia solar, aceda à nossa comunidade Energias Renováveis.
 

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.


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