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Fungos nas unhas: prevenir e tratar

16 julho 2018
fungos unhas

16 julho 2018
Manter as unhas curtas e secas é a melhor forma de prevenir o desenvolvimento de fungos.

As infeções fúngicas nas unhas, também conhecidas por onicomicoses, afetam 3 a 5% da população mundial, sobretudo os homens. Podem atingir as mãos, mas são mais comuns nos pés, uma vez que estes permanecem mais tempo num ambiente quente, húmido e escuro, favorável ao desenvolvimento dos fungos.

A suscetibilidade a micoses nas unhas aumenta com a idade. Os diabéticos e os doentes com problemas circulatórios ou com as defesas diminuídas são mais propensos à infeção. O fungo pode ser transmitido de pessoa para pessoa, mas é raro. O mais comum é contraí-lo em ambientes húmidos, como balneários e piscinas públicas.

A infeção não tem consequências graves, mas pode ser bastante incómoda e inestética. Em geral, começa por uma pequena mancha na ponta da unha, que vai aumentando e fica esbranquiçada ou amarelada. A unha engrossa, desprende-se da base, perde a forma, pode escamar, esfarelar-se e partir. Face a estes sinais, convém consultar o médico.

Unhas curtas e secas

Manter as unhas curtas e secas é a melhor forma de prevenir as infeções.

  • Evite cortar as peles em redor da unha e seque bem os pés e as mãos depois de lavar.
  • Troque de meias diariamente e não use os mesmos sapatos em dias seguidos. Prefira calçado largo e meias de algodão, para garantir alguma ventilação e evitar a transpiração excessiva.
  • Não dispense os chinelos nas piscinas e nos balneários, para reduzir a probabilidade de contágio por fungos.
  • Evite também partilhar instrumentos de manicure ou pedicure e certifique-se de que a esteticista desinfeta o material.
  • Os produtos de limpeza irritantes fragilizam a pele, deixando-a mais propensa a infeções: proteja as mãos com luvas quando os usar.
  • Depois de tratar a unha infetada, lave as mãos com água e sabão, para evitar o contágio.

Tempo, paciência e medicamentos

  • Os fungos nas unhas das mãos podem levar seis meses a eliminar, e os dos pés, cerca de um ano, devido ao ambiente húmido do calçado e ao crescimento mais lento da unha.
  • Se a infeção estiver no início ou for ligeira, o médico pode receitar-lhe um verniz à base de amorolfina ou ciclopirox (antifúngicos) para aplicar na unha. A amorolfina é aplicada uma vez por semana, enquanto o ciclopirox é utilizado diariamente. No caso da amorolfina, o tratamento deve ser continuado sem interrupção até regeneração da unha e cura das áreas afetadas. Em geral, corresponde a seis meses para as unhas das mãos, e nove a doze meses para as unhas dos pés. Com ciclopirox, o tratamento dura habitualmente entre três (onicomicose dos dedos das mãos) a seis meses (onicomicose dos dedos dos pés). 
  • Nos casos mais graves, em que a maior parte da unha, incluindo a raiz, está afetada, também pode ser necessário tomar antifúngicos por via oral, como a terbinafina e o intraconazole. Siga o tratamento até à renovação completa da unha.
  • O laser é usado em último recurso. Os estudos têm demonstrado que o método é seguro e tem alguma eficácia, mas são necessárias mais investigações para determinar os resultados a longo prazo.
  • O uso de verniz cosmético é desaconselhado: impede a hidratação e oxigenação da unha, dificultando a recuperação.

 

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