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Como funciona a atualização do capital do seguro de vida

A atualização do capital do seguro de vida associado ao crédito à habitação permite ajustar o valor do seguro, à medida que a dívida ao banco vai diminuindo. Mas pode haver vantagens em manter o capital constante. Saiba porquê.

11 agosto 2022
seguro de vida

iStock

O seguro de vida associado ao crédito à habitação garante que, em caso de morte ou de invalidez do titular do empréstimo, o valor em dívida seja pago ao banco. Independentemente de a apólice ter sido ou não contratada através do banco, este deverá comunicar à seguradora o plano de amortização da dívida, para que o capital do seguro seja atualizado. Ou seja, esta atualização deve ocorrer com a mesma periodicidade da amortização do crédito e refletir-se no valor do prémio. 

Tal obrigação advém de um diploma publicado em 2009, que estabelece também que os bancos devem informar os consumidores acerca do direito de poderem transferir o seguro de vida para outra seguradora, durante a vigência do crédito à habitação.

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Redução do preço pode não ser imediata

Atualizar o capital do seguro de vida não significa que o prémio a pagar diminua todos os anos. É até provável que, no início do contrato, aumente ligeiramente. Isto porque o aumento que o prémio sofre em resultado do avançar da idade do titular pode ser superior à sua redução por via da diminuição do capital, em particular, no início do contrato, quando a maior parte da prestação é constituída por juros.

Se tem um empréstimo contratado antes de 2009, informe-se junto do seu banco ou da seguradora para verificar se o capital seguro está a ser atualizado. Se não for o caso, peça a atualização, e poderá diminuir substancialmente o prémio mensal.

Não atualizar o capital também é uma opção

Se optar por manter o capital constante poderá garantir uma proteção adicional à sua família. Nestas condições, em caso de sinistro, a seguradora paga ao banco o valor em dívida e o remanescente é entregue aos beneficiários indicados pelo titular. 

Por exemplo, alguém que tenha pedido um empréstimo para comprar casa no valor de 200 mil euros terá, 20 anos depois, um valor em dívida de cerca de 100 mil euros. Se optar por não atualizar o capital do seguro, e, nessa altura, ocorrer um sinistro que o impeça de continuar a trabalhar, a seguradora saldará a dívida ao banco e entregará os restantes 100 mil euros ao segurado. Em caso de morte, o capital excedente será entregue aos seus beneficiários.

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