última atualização: 28/07/2022

Bombas de calor AQS: análise de orçamentos

Bom dia comunidade,

estamos a renovar um apartamento. Retirámos já o esquentador e fogão a gás e estamos a passar tudo para eléctrico. Já verificámos a instalação eléctrica que está a ser renovada e pode suportar uma bomba de calor AQS (aquecimento de águas sanitárias) - passo a referir-me à mesma por BC.

Dados a considerar:

-T3 com 2 WCs com duche

-Família de 3pax

-Geralmente só usamos um duche de cada vez e, mais frequentemente, os duches são ao fim do dia

-Espaço na lavandaria para BC, que corresponde a uma marquise, pelo que se pode instalar facilmente saída de ar p exterior

-Gostaríamos de nos candidatar ao fundo ambiental, caso volte a estar disponível, pelo que queremos cumprir desde já os critérios.

 

Recebemos até ao momento 2 orçamentos, passo a citar modelos e valores com IVA, incluindo instalação por empresas certificadas e equipamentos acessórios, por ordem crescente de custo:

 

-MIDEA RSJ-15/190RD 190L, acumulador em aço com revestimento em esmalte vitrificado, desconheço se se pode acoplar a fotovoltaicos, classe A, COP 3.8 (modo económico) e 1 (modo eléctrico), 2398€. O mais barato e com mais baixa classe energética (ainda assim A), apesar disso com mais alto COP!

 

-SOLIUS Ecotank Silver 200L, acumulador em aço inox, passível de ligar a fotovoltaicos, classe A+, COP 2.822, 2821€ ou 3040€ (diferentes empresas). Como é possível ter um COP mais baixo e uma classe mais alta?

 

-DAIKIN Altherma M 200L, acumulador aço esmaltado, passível de se ligar a fotovoltaicos, classe A+, COP 3.23 ou 2.8, 3357€.

 

-LG water heater 200L, acumulador com revestimento cerâmico, desconheço se se pode acoplar a fotovoltaicos, classe A+, COP 3.3/3.6, 3388€.

 

Vejo que não testaram ainda nenhum destes modelos e aproveito para deixar a sugestão nesse sentido.

Gostaria de saber:

  1. Alguém tem experiência com algum destes equipamentos? Recomendações perante as informações disponibilizadas? Desconheço as 2 primeiras marcas.
  2. Sabem como Funcionam as suas garantias? Vejo que diferem bastante no número de anos, mas não encontro condições. Tenho de contactar directamente as marcas?
  3. Gostaríamos de nos candidatar a um futuro fundo ambiental, mas parece-nos muito complexa a candidatura e nenhuma das empresas trata disso. Alguma recomendação nesse sentido?
  4. Classe A ainda tem sido elegível para o fundo ambiental ou tem de ser A+?
  5. Conhecem situações em que as pessoas adquiriram o equipamento antes do fundo lançado e se candidataram com sucesso? Receamos que tardem em relançar o apoio e precisamos do equipamento a funcionar em julho /22.
  6. Qual a área mínima para não ser necessária instalar saída de ar para exterior, uma vez que são modelos compactos?

Agradeço, desde já!

Bem hajam.

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2 Comentários

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24/07/2022

Bom dia,

Tenho um agregado de 4 pessoas (2 adultos e 2 crianças) e vivemos numa moradia de 200m2 em Almada.
A casa foi comprada em 2020 e construída cerca de 10 anos antes. As águas são aquecidas por esquentador a gás (cada garrafa custa cerca de 120€ e dura 1,5meses).
O aquecimento e arrefecimento da casa são feitos por ACondicionado, instalado em 2021 e na cozinha temos placa elétrica, microondas, máquina de lavar loiça, frigorífico e arca vertical (side by side). Usamos a máquina de lavar loiça em dias alternados e a de lavar roupa sobretudo à 5a, 6af e fim de semana. A máquina de secar é usada apenas no inverno.
Temos uma tarifa monofásica, com 6.9 kva contratados.
Durante a semana estamos em casa apenas a partir das 18h, aos fins de semana estamos o dia todo.
Em 2021 construímos uma piscina (com cerca de 35m3 água), pelo que temos a respetiva máquina a trabalhar diariamente das 11h às 17h, o ano todo.
Uma vez que a conta do gás e da eletricidade são elevadas (> 100€/mês), estamos a pensar trocar o esquentador por uma bomba de calor (porque tenho ideia que é das alternativas mais eficientes e económicas), para deixar de usar gás, assim como colocar painéis solares fotovoltaicos e 1 bateria.

Queria saber a vossa opinião sobre esta mudança, se faz sentido, ou se existe alguma alternativa ainda mais eficiente.
A ideia da bateria foi dada por uma funcionária da EDP. Disse-nos que, como não estamos em casa durante o dia, faz sentido ter a bateria para armazenar a energia produzida durante o dia para uso à noite.
Uma vez que se trata de um investimento muito grande (e ainda maior se acrescentarmos a bateria), queríamos ter a certeza de que seria o mais acertado.

Grato desde já pela atenção que possam dar a esta mensagem.

Com os nossos melhores cumprimentos,

António Tralhão

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28/07/2022
, Respondeu:

Bom dia,

 

Relativamente à produção de energia é importante que perceba qual o seu consumo elétrico diário (expresso em KWh), para que assim ajuste o número de painéis ao seu consumo, por forma a não haver excedente de energia injetada na rede elétrica.

 

Se a opção passar pela colocação de uma bateria, então o número de painéis irá ser superior, tendo de estar em sintonia com o inversor aplicado, ou seja o equipamento que irá converter a energia dos painéis em corrente alternada.

 

Pode optar por numa fase inicial aplicar apenas o inversor, painéis e medidor de energia e numa segunda fase fazer o “upgrade” para as baterias. Desta forma percebe qual o seu perfil de consumo e a produção dos painéis e verifica qual o excedente que é produzido para acumular nas baterias.

 

A empresa que refere, tem esta solução, pois utiliza inversores híbridos, que podem trabalhar sem a bateria numa fase inicial.

 

Tenha também atenção que a ligação da produção de energia deve ser feita no quadro elétrico principal e que tem de existir comunicação entre o inversor e o medidor de energia feita por cabo de comunicação. O medidor é colocado no quadro elétrico principal.

 

Pode vender o excedente de energia injetado na rede elétrica, mas para isso o registo na DGEG tem de ser feito com injeção na rede para lhe poderem atribuir um CPE (código de ponto de entrega) de produção.

Solicite também os acessos (user e password) ao seu registo, pois posteriormente pode necessitar de aceder ao mesmo.

 

Relativamente à produção das águas quentes sanitárias (AQS) tenha em conta que cada pessoa consome no mínimo 40L, ou seja teria de ter uma bomba de calor no mínimo de 200L, mas o aconselhado são 300L com interligação a painéis solares térmicos, caso seja possível.

 

A resposta de uma BC é diferente de um esquentador, o qual funciona de forma continua desde que tenha gás disponível. No caso da BC, o aquecimento das AQS é feito lentamente ou seja se for consumida toda a água acumulada irá demorar algum tempo até conseguir novamente a água às condições desejadas.

Tenha em atenção que o ponto de produção das AQS será diferente e passará a ser feito a partir de uma zona técnica, onde deverá ter um ponto de água fria e quente, com tubagem adequada para fazer a distribuição das AQS.

 

Pode também optar pela solução de um sistema solar térmico, com funcionamento em termossifão, que pode ser interligado por exemplo a uma das casas de banho e o apoio é feito por resistência elétrica. Consegue assim mais temperatura nas AQS e um caudal superior ao esquentador. Atualmente o IVA é de 6% para este tipo de solução.

 

 

Ao seu dispor para qualquer esclarecimento adicional,

 

Com os melhores cumprimentos,

Equipa das energias renováveis