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Como baixar o consumo em stand-by e poupar até € 160 por ano

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Desligar tudo, ou quase tudo, é decisivo para baixar a fatura da eletricidade. As famílias que acompanhámos, com a redução do consumo em stand-by, ficaram com um potencial de poupança até cerca de 160 euros por ano. 

 

  • Dossiê técnico
  • António Souto, Bruno Miguel e Ricardo Pereira
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
26 abril 2019
  • Dossiê técnico
  • António Souto, Bruno Miguel e Ricardo Pereira
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
conjunto de tomadas ligadas a uma extensão elétrica

iStock

Experimente desligar da tomada todos os aparelhos que, mesmo depois de aparentemente inanimados, continuam a resistir, ligados à vida, ostentando uma luzinha de presença (ou não). Sim, mesmo a box, o televisor, o router, a impressora ou aquela aparelhagem de som antiga à qual pouco uso dá. Ou mesmo o micro-ondas ou a máquina de café. Se não os estiver a usar, retire-os da tomada. Um mês ou dois decorridos sobre este apagão aplicado ao stand-by, compare a conta nova da eletricidade com as anteriores. A redução de um mês pode saltar à vista, sobretudo se a multiplicar por doze.

Quinze famílias aderiram a esta experiência espartana nos consumos em stand-by. Entre janeiro e março, acompanhámo-las no âmbito do Clear 2.0, projeto que pretende facilitar e consciencializar os consumidores para investirem em energias renováveis. No mínimo, aqueles agregados poupam 15 euros por ano. No máximo, 158 euros. 

Casas desligadas da tomada

Escolhemos famílias representativas da realidade portuguesa e dividimo-las em grupos por tipo de tecnologia e equipamento utilizados em casa. Por exemplo, os agregados do primeiro perfil (a verde), representados pelos números 1 e 4 na casa em baixo, têm um potencial de poupança até aos 91 euros, após implementarem as medidas de poupança nos aparelhos em stand-by, como a utilização de extensões com proteção e sem proteção

 
  

Se nunca desligasse as lâmpadas... 

Se nunca desligasse duas lâmpadas de casa, isso seria o consumo de um ano inteiro em stand-by, ou seja, 51 euros por ano. É uma das imagens possíveis para ter uma noção do que representa não desligar o stand-by do conjunto de aparelhos que indicamos.

 

 

  

 

    

Extensão elétrica chumba por falhas de segurança

Aliadas na redução deste gasto sub-reptício são as extensões elétricas. Estes aparelhos garantem que, de uma só vez, vários aparelhos ficam desligados por completo. O potencial de poupança que oferecem depende dos aparelhos aos quais estiverem ligados, e será tanto maior quanto o seu consumo em stand-by. Testámos 20 extensões elétricas, 11 das quais com proteção contra as perturbações da rede elétrica e nove modelos sem proteção.

A diferença de desempenho entre os dois tipos de aparelhos não é muito acentuada. No que se refere à segurança, há uma única exceção. A da extensão simples ter falhado na segurança elétrica, a Electraline 6T 1,5M YLK-GS-R6BK. Por se ter revelado perigosa, foi eliminada. Os problemas colocaram-se ao nível da resistência mecânica e da resistência ao fogo. No ensaio, as chamas não se autoextinguiram até 30 segundos após a remoção do fio incandescente, o que é uma não-conformidade grave. Já comunicámos o resultado do teste a este produto perigoso à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e à Direção-Geral do Consumidor.

 

O projeto que deu origem a esta comunidade recebeu financiamento através do programa de investigação e desenvolvimento “Horizon 2020”, sob o contrato de subvenção nº749402. Nem a EASME nem a Comissão Europeia são responsáveis pela informação veiculada nem pela utilização das informações contidas na mesma.

 

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