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Moeda virtual OneCoin é fachada para esquema em pirâmide

24 maio 2017 Arquivado
Onecoin é fechada para esquema em pirâmide

24 maio 2017 Arquivado
Suspeita-se que a OneCoin não tem a tecnologia necessária para ser considerada uma moeda virtual. Não aceite convites para investimentos com lucros elevados e garantidos.

A OneCoin criou a sua própria moeda virtual e promete lucros elevados e garantidos. Os investidores pagam um montante para recrutar outras pessoas que, por sua vez, também pagam para participar. Os recrutadores recebem parte do dinheiro pago pelos novos recrutas, numa lógica de esquema em pirâmide

Existem várias moedas virtuais que tentam obter lucros rápidos, embaladas pela elevada valorização da Bitcoin, que é fácil de imitar. Mas suspeita-se que a OneCoin não tem a tecnologia que está na base da Bitcoin, tecnologia conhecida como blockchain. Ou seja, a OneCoin nem sequer pode ser considerada uma moeda virtual.

Apesar da sua dimensão mundial, a OneCoin teve pouca expressão em Portugal. A maior parte do recrutamento em Português provém de sites brasileiros, embora existam páginas no Facebook aparentemente criadas por portugueses, que anunciam reuniões em hotéis (modus operandi habitual dos esquemas em pirâmide).

Enquanto continuar disponível, a OneCoin pode ser cada vez mais usada como fachada para esquemas fraudulentos, perseguindo a lógica de forte valorização da Bitcoin. Essa moeda virtual não é mais segura: a Bitcoin é um produto financeiro não regulado e o público em geral está pouco informado sobre o seu funcionamento, o que pode gerar equívocos. Por isso, é uma moeda virtual vantajosa para os burlões.

Não aceite convites que receba no e-mail ou através do Facebook para investir numa "oportunidade imperdível", que garante lucros elevados e passa por recrutar mais pessoas. Nenhum investimento oferece elevados rendimentos de forma garantida. A Bitcoin, por exemplo, valorizou mais de 600% nos últimos dois anos, mas teve perdas superiores a dois terços.

O esquema da OneCoin começou em 2014, mas já em 2015 começaram os avisos das autoridades de vários países. Em setembro de 2016, a polícia inglesa alertou que estava a investigar a empresa. Em abril deste ano, as autoridades alemãs ordenaram que as empresas ligadas à OneCoin terminassem as atividades não autorizadas e lançaram uma investigação por suspeitas de fraude. Na Índia, foram realizadas detenções e apreendidas contas bancárias. Na Hungria, cujo banco central já tinha deixado vários avisos, foi anunciada uma investigação conjunta da polícia e das autoridades fiscais. Espera-se que as ações das autoridades e a suspensão dos pagamentos coloque um ponto final no esquema. 

 


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