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5 sinais de “síndrome do impostor” nos investidores portugueses

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A sesnsação de falta de conhecimento apropriado impede milhares de aforradores portugueses de investir

Publicado em: 18 fevereiro 2026
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A sesnsação de falta de conhecimento apropriado impede milhares de aforradores portugueses de investir

O sentimento de ilegitimidade, apelidado de “síndrome do impostor”, nos investimentos convence-os de que o mercado bolsista está reservado a especialistas.

“Não sei o suficiente para investir.” Este pensamento impede milhares de aforradores portugueses de investir, deixando o seu dinheiro parado em depósitos a prazo ou contas-poupança a render 1, 2% ou até menos, enquanto a inflação, mesmo que moderada nos dias de hoje, continua a corroer o seu poder de compra. 

Simultaneamente, os mercados financeiros continuam a progredir: as ações, mas também certas matérias-primas como o ouro, a prata e o cobre, atingiram recentemente máximos históricos.

Isto reforça as dúvidas dos investidores principiantes, que se questionam se já é “tarde demais” para começar. No entanto, por detrás destes medos, estão sobretudo equívocos. Eis cinco dos mais comuns.

1-"Investir é para os profissionais das bolsas"

A imagem do investidor stressado, colado ao ecrã, desmotiva qualquer um: quem é que tem tempo para acompanhar a cotação das ações em tempo real? A boa notícia é que, atualmente, investir já não implica fazer análises diárias ou selecionar ações individuais.

Um simples ETF que replique o índice MSCI World oferece acesso a mais de 1500 grandes empresas de 23 países desenvolvidos, desde gigantes tecnológicos dos EUA a bancos europeus, permitindo uma ampla diversificação, sem a necessidade de escolher ações individualmente.

O gestor do ETF encarrega-se de replicar o índice e ajustar a composição do fundo, permitindo-lhe investir profissionalmente sem ter de ser um especialista do mercado.

2-"É preciso ter muito dinheiro para valer a pena"

Muitas pessoas acreditam que investir com apenas algumas dezenas ou centenas de euros não faz sentido. Na realidade, este raciocínio ignora completamente o ponto principal. Investir baseia-se muito mais na consistência do que no valor inicial, até porque os custos de transação são cada vez menores, sobretudo em plataformas online devidamente licenciadas.

Investir 100 euros por mês a longo prazo num ETF global, com um retorno médio de 8% ao ano, pode representar quase 150.000 euros ao fim de 30 anos. O objetivo não é encontrar o "momento certo", mas sim estabelecer um hábito duradouro. Ao investir um montante fixo todos os meses — um método conhecido como Dollar-Cost Averaging (DCA) — os investidores evitam cair na tentação de prever os altos e baixos dos mercados, suavizam os seus pontos de entrada e mantêm-se disciplinados perante as flutuações de curto prazo.

3-"Investir nestes momentos de alta significa perder muito quando descer"

Os máximos das bolsas podem ser assustadores: muitos acreditam que, ao investir agora, estão inevitavelmente a comprar num "pico" e que os preços só poderão cair mais tarde.

No entanto, a história mostra que as grandes correções — pós 2008 ou em 2020, por exemplo — foram sempre seguidas de novos máximos ao longo de vários anos. O que importa não é o ponto de entrada exato, mas sim o tempo passado no mercado e a forma como a carteira é construída.

Uma carteira clássica, combinando aproximadamente 60% em ações e 40% em obrigações, pode sofrer quedas temporárias, mas, em períodos de, pelo menos, dez anos, gera um retorno médio positivo, mitigando o impacto das crises.

O desafio para o investidor principiante, portanto, não é prever a próxima inversão do mercado, mas aceitar a ideia de flutuações de curto prazo para beneficiar da tendência de subida no longo prazo.

4-"Não tenho tempo nem conhecimento"

Muitas pessoas imaginam que investir exige horas a fio a decifrar os mercados ou a escolher ações. Errado: o investimento passivo transforma isto num processo simples – basta escolher, de acordo com o seu perfil de risco (conservador, equilibrado ou agressivo), um fundo de índice ou ETF, cuja gestão se ocupa da sua monitorização diária.

Uma simples revisão anual é tudo o que precisa para ajustar a sua estratégia caso os seus objetivos mudem. Não é necessário tornar-se um especialista: alguns conceitos básicos, como a diversificação e investir com um horizonte temporal de longo prazo, são suficientes.

5-"É como um casino, é demasiado arriscado para mim"

Durante uma crise, o mercado de ações torna-se notícia nos media. Como resultado, algumas pessoas equiparam o investimento em ações a um jogo. Nada mais errado.

A realidade mostra que historicamente os mercados bolsistas têm apresentado subidas significativas mesmo com fortes correções pelo meio, oferecendo retornos que superam a inflação e os produtos financeiros “sem risco”, como os depósitos a prazo ou os Certificados de Aforro, em períodos alargados de dez anos ou mais.

O verdadeiro risco não é uma queda temporária, mas sim a inação: o seu dinheiro numa conta com juros baixos fá-lo perder 1% a 2% do seu poder de compra todos os anos devido à inflação. Investir de forma diversificada e regular transforma este medo instintivo numa sólida estratégia de construção de património.

Como é que a DECO PROteste Investe o pode ajudar?

Superar ideias preconcebidas é o primeiro passo. Agir sem se sentir sozinho é o segundo. É exatamente esse o papel da DECPO PROteste Investe: apoiá-lo com uma estratégia clara e progressiva, adequada ao seu perfil. Quer o seu perfil seja defensivo, neutro ou dinâmico, terá acesso a carteiras modelo que combinam ações e obrigações, concebidas para o longo prazo.

Também poderá beneficiar de recomendações sobre ações individuais, obrigações, ETFs, fundos de investimento ou commodities, ajudando-o a compreender onde e por que razão está a investir. Para os investidores mais experientes, a DECO PROteste Investe oferece seleções temáticas de ações, análises regulares de notícias económicas e financeiras e carteiras virtuais para testar as suas estratégias.

Ainda tem dúvidas? Beneficie do apoio de uma equipa de mais de 25 analistas financeiros localizados em diversos países e de uma linha de apoio que lhe permite colocar as suas dúvidas por telefone, através do número 218 418 789.

 

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