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10 perguntas (e respostas) de investidores principiantes

jovem investidora

Esclarecer as dúvidas ajuda a tomar melhores decisões para investir

Publicado em: 20 fevereiro 2026
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Esclarecer as dúvidas ajuda a tomar melhores decisões para investir

Respondemos a 10 dúvidas comuns de quem está a começar a investir com orientações simples, concretas e tranquilizadoras. 
Se quer começar a investir no mercado bolsista para aumentar o rendimento das suas poupanças, certamente que há dúvidas que gostaria de ver esclarecidas. É o momento certo para entrar no mercado? Quanto devo investir? Quais os produtos financeiros mais adequados? Como gerir o risco e com que frequência devo monitorizar os meus investimentos?  

São apenas alguns exemplos da série de dez perguntas seguintes. O objetivo é esclarecer as suas dúvidas e fornecer orientações simples, concretas e tranquilizadoras para que possa começar a investir com o pé direito.

1. As bolsas vão continuar a subir? 

Ninguém consegue prever a evolução do mercado a curto prazo. Porém, num horizonte de longo prazo, a dez anos, por exemplo, as bolsas têm apresentado uma tendência de subida consistente, apesar de passarem por várias crises. 

Logo, se investir numa perspetiva de longo prazo (no mínimo 5 anos, mas idealmente 10 anos ou mais) e tiver uma carteira bem diversificada via fundos, ETFs, entre outros, as flutuações de curto prazo tornam-se menos significativas.

2. Agora é o momento certo para começar a investir? 

Não existe um "momento perfeito" para começar a investir porque os mercados são inerentemente voláteis. O importante é começar o quanto antes, de forma gradual, com montantes razoáveis e adequados à sua situação financeira.  

Um plano de investimento faseado ajuda a suavizar os pontos de entrada e a reduzir o impacto do momento poder ser menos adequado. Se investir numa perspetiva de longo prazo, o momento de entrada acaba por ser menos significativo.

3. E se o mercado bolsista me assustar? 

É normal sentir receio no início, principalmente se o mercado estiver a atravessar um período de maior volatilidade, com as cotações a oscilarem drasticamente. Mas, tudo tem solução! 

Em primeiro lugar, invista apenas uma parte das suas poupanças, mantendo um fundo de emergência em produtos mais seguros, que cubra cerca de 6 meses das suas despesas.  

Em segundo lugar, comece por investir em fundos de investimento bem diversificados ou ETFs porque dessa forma conseguirá reduzir o stress associado às flutuações de uma única ação.

4. Qual o risco que devo assumir? 

O nível de risco que deve assumir depende do seu horizonte temporal de investimento, da sua situação financeira e da sua tolerância a perdas temporárias de valor. Se até a mais pequena queda do mercado lhe causa muita preocupação, é melhor limitar a sua alocação em ações e optar por soluções mais equilibradas como os ETF ou fundos mistos, obrigações, entre outros.  

O importante é ter uma alocação que esteja alinhada com os seus objetivos. Quanto maior for o seu horizonte temporal de investimento, maior poderá ser o risco assumido e, consequentemente, maior é o potencial de rendimento.

5. Devo vender quando os mercados caem? 

Vender em pânico é um dos principais erros dos investidores principiantes e tem duas consequências muito negativas. Em primeiro lugar, transforma uma perda temporária em permanente. Em segundo lugar, como saiu do mercado não beneficiará da sua recuperação posterior.  

Se os seus investimentos ainda estiverem alinhados com os seus objetivos e horizonte temporal, geralmente é melhor manter-se investido. Historicamente, os mercados recuperaram sempre, mesmo após crises severas.

6. Como reduzir o risco de perdas significativas? 

A principal proteção contra o risco de perdas elevadas é a diversificação. Invista em diferentes classes de ativos (ações, obrigações, liquidez) e em vários setores de atividade e mercados geográficos porque nem todos são afetados da mesma forma pela conjuntura económica e, assim, eventuais perdas nuns ativos podem ser compensadas por ganhos noutros.

O ajuste da alocação em ações ao horizonte de investimento limita o risco das flutuações do mercado. Quanto maior prazo, maior deverá ser a percentagem de ações; quanto menor o prazo, maior a percentagem de obrigações. Investir gradualmente (um montante fixo por mês, por exemplo), em vez de investir tudo de uma vez, também ajuda a reduzir o risco de escolher o momento errado.

7. É melhor escolher ações ou fundos/ETFs? 

Para um principiante, os fundos diversificados ou ETFs são normalmente mais adequados para começar a investir do que escolher ações individuais porque permitem diversificar mesmo a partir de montantes reduzidos e assim diluir o risco por várias dezenas, centenas ou até milhares de empresas e limitar o impacto de uma má escolha de ações.

À medida que compreender melhor o funcionamento dos mercados e aprofundar os seus conhecimentos sobre investimento, pode adicionar algumas ações individuais como complemento, caso tenha tempo, conhecimento e interesse em monitorizá-las.

8. Quanto dinheiro devo investir inicialmente? 

É aconselhável começar com quantias pequenas, mantendo inicialmente uma reserva de segurança para despesas inesperadas. O principal objetivo é aprender a reagir às flutuações do mercado sem comprometer a sua situação financeira. À medida que a sua literacia financeira e de investimento for aumentando e se for sentido mais confortável, pode aumentar gradualmente os montantes de investimento.

9. O que significa investir a longo prazo? 

Investir a longo prazo significa manter um horizonte de, no mínimo, cinco anos para a parcela de ações da sua carteira. Ao longo do tempo, as bolsas sofrem correções temporárias que depois são geralmente compensadas por períodos de crescimento.

Logo, investir em ações exige paciência, disciplina e evitar decisões impulsivas baseadas em emoções passageiras, como o medo ou a ganância. Tem de dar tempo aos seus investimentos para crescer e para recuperar de eventuais quedas momentâneas, sobretudo se as razões que o levaram a investir em determinada empresa ainda se mantiverem válidas.

Caso isso não se verifique e os fundamentais da empresa se tiverem deteriorado, então a melhor decisão pode mesmo ser vender a ação, mesmo que esteja a perder. Deverá olhar para o futuro e aplicar esse montante em oportunidades de investimento mais atrativas, por exemplo, em ações mais promissoras.

10. Como posso monitorizar os meus investimentos sem gastar muito tempo com isso? 

Em primeiro lugar, defina uma estratégia simples (alocação entre ações, obrigações e liquidez) e siga-a. Se investir através de fundos e ETF, uma revisão periódica, por exemplo, uma ou duas vezes por ano, é normalmente suficiente para reequilibrar a carteira, se for necessário.

Se investir diretamente em ações, deve estar muito atento ao mercado e às notícias das empresas mas evite monitorizar constantemente os preços das ações, pois isso aumenta o stress e a ansiedade e, muitas vezes, não melhora a sua tomada de decisões.

Pelo contrário, um acompanhamento demasiado “obsessivo” conduz frequentemente a decisões precipitadas, demasiado emocionais e pouco fundamentadas. 

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